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Uber teve prejuízo de US$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre

Uber teve aumento na receita com motoristas, Eats e transporte de carga; empresa demitiu mil funcionários para reverter prejuízo

Felipe Ventura Por
05/11/2019 às 13h44

A Uber divulgou seu resultado financeiro do terceiro trimestre: ela teve prejuízo mais uma vez, de US$ 1,2 bilhão, apesar de um aumento na receita com motoristas, Eats e transporte de carga. É menos que os US$ 5,2 bilhões do trimestre passado, mas ainda é bastante dinheiro; a empresa demitiu mais de mil funcionários para tentar reverter as perdas.

dan-gold / unsplash / uber

O faturamento da Uber atingiu US$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. A divisão de corridas corresponde a 2,9 bilhões desse total; o restante é composto pelo delivery do Eats, transporte de carga via Uber Freight, e "outras apostas" como bicicletas e patinetes da Jump.

A empresa reteve 23% do valor das corridas de carro. Ela acredita que poderá expandir essa porcentagem ao substituir humanos por veículos autônomos. A Uber também manteve 18% da taxa de delivery do Eats, um número que "acelerou bem" segundo o CEO Dara Khosrowshahi.

A Uber consegue gerar caixa com a divisão de corridas, mas o Eats, Freight e outras apostas contribuíram para o prejuízo. A empresa também precisa investir em pesquisa e desenvolvimento para carros autônomos, além de cobrir as despesas operacionais, o que custa caro.

Por isso, a Uber está fazendo algumas mudanças. Entre julho e outubro, ela realizou três rodadas de demissões e eliminou 1.185 funcionários, cerca de 2% de sua força de trabalho. Ela também pretende oferecer serviços financeiros criados pela nova equipe Uber Money, e planeja unificar Eats e Uber em um só aplicativo: "queremos tornar a Uber o sistema operacional do seu dia a dia", disse o CEO.

Os próximos dias serão cruciais para a Uber na bolsa de valores. Grandes investidores puderam compram as ações antes de sua estreia na NYSE (Bolsa de Valores de Nova York), e seguiram uma regra prevista em contrato que só permite vendê-las algum tempo depois do IPO.

O prazo acaba na próxima quarta-feira (6): é quando muitas pessoas poderão vender as ações e derrubar seu preço. Hoje, um dia antes, elas já operam em queda de 8%.

Com informações: Uber, TechCrunch.

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