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Polícia de São Paulo adotará reconhecimento facial em investigações

A Polícia Civil cruzará imagens de suspeitos a uma base com rostos de 35 milhões de pessoas

Victor Hugo Silva Por

A tecnologia de reconhecimento facial será usada por mais um órgão público. Segundo o Mobile Time, a Polícia Civil de São Paulo adotará a solução em suas investigações para identificar suspeitos em fotos e vídeos de cenas de crimes.

Imagem por teguhjati pras/Pixabay

Para identificar as pessoas que aparecem em suas imagens, a Polícia Civil cruzará o material disponível com os rostos dos 35 milhões de cidadãos que possuem algum documento com foto emitido no estado de São Paulo.

A análise será feita pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) ligado à Polícia Civil, com base em uma solução criada pela Gemalto. O uso da ferramenta está previsto em contrato firmado após a empresa vencer uma licitação do governo paulista.

A Gemalto oferece desde 2013 um sistema da Polícia Civil de São Paulo para verificação de impressão digital. A companhia também é responsável pelo sistema de biometria que o governo americano usa em portos, aeroportos e embaixadas e que tem 700 milhões de pessoas cadastradas.

São Paulo investe em outras ferramentas de vigilância

Além da Polícia Civil, o Metrô de São Paulo também terá câmeras com reconhecimento facial. Elas serão instaladas nas linhas 1 – Azul, 2 – Verde e 3 – Vermelha, além dos pátios de trens, e custarão cerca de R$ 58 milhões.

De acordo com O Estado de S. Paulo, o governo deverá instalar até o final do ano, em pontos indicados pela Polícia Militar, 220 novos radares que fazem a leitura de placas de automóveis. Eles se juntarão aos 548 já existentes.

Os investimentos envolvem ainda 208 novos drones silenciosos que não são percebidos por quem está no chão. Ao Estadão, o secretário executivo da PM, coronel reformado Álvaro Camilo, afirmou que eles poderão ser usados em operações especiais em “comunidades”.

As informações coletadas pelos equipamentos serão encaminhadas às bases de dados das Polícias Civil e Militar. E, segundo Camilo, o governo deve adotar mais sistemas de vigilância no futuro. “Estamos buscando empresas que fazem também monitoramento de redes sociais”, afirmou, ainda ao Estadão.

O secretário executivo da PM afirmou que os dados pessoais são usados apenas em investigações e que todos os acessos são monitorados. Ele garantiu que o aparato não oferece nenhum risco à privacidade dos cidadãos.

Grupos defendem proibição do reconhecimento facial

O uso de tecnologias de reconhecimento facial, porém, gera muita polêmica. A cidade de São Franscisco, por exemplo, proibiu equipamentos desse tipo para órgãos públicos, que foram obrigados a receber aprovação para comprar novos equipamentos de vigilância.

Ainda nos Estados Unidos, um grupo defende o banimento de soluções de reconhecimento facial. Entre as críticas, estão o caráter invasivo da tecnologia e a alta taxa de erro, especialmente para identificar negros, mulheres e crianças.

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Tiago Celestino

Será que já tem pra vender aquelas mascaras que o pessoal de Hong Kong utilizam no Aliexpress?

Tiago Celestino
Será que já tem pra vender aquelas mascaras que o pessoal de Hong Kong utilizam no Aliexpress?
Thanara Corrêa

Casos extremos, mas acredito que reconhecimento fácil, banco de dados com DNA, esses tipos de tecnologia de ponta podem muito sim, ser benéficos pra sociedade.
Um ex benéfico:
Em Joinville, minha cidade natal, tive amigos que fizeram Agentes Temporários da PM, e realizavam monitoramento das câmeras 360º da cidade, nela tinha acoplado um sistema inteligente de reconhecimento de placas que cruzava em tempo real com a base de dados do Detran-SC (só funcionava para literalmente carros do estado), que se o carro tivesse registro de roubo ou furto, -ps pra essa parte, eu vi esse software em ação, funcionando era bizarro- ele pipocava um POP UP ENORME na tela de veículo roubado, e soava um alarme bem chato, dai em questão de alguns cliques o pessoal já puxava ficha do carro, e literalmente mandava uma guarnição da PM ir até as localizações do veículo, MUITOS casos geraram perseguição. Dai o negócio ficava louco porque nem toda a cidade era coberta, era questão de tempo dos PM chegarem ao local e o pessoal das câmeras acompanhar e em tempo real passar as infos pro pessoal da rua.

Resultado? MUITOS , mas muitos mesmo, carros roubados serem reencontrados.

Thanara Corrêa

Existe esse projeto em alguns estados, porém só pra gente que já foi fichada em crimes e acusações mais graves.
Se fosse universal, Brasileiro etc... cruzando dados crimes iam ser resolvidos de maneira mais ágil.

johndoe1981

Não é tão simples essa questão, vide regimes totalitários como a China, que monitoram constantemente seus cidadãos.

gust4v8

Porque obviamente o Estado vai investir uma fortuna em tecnologia e divulgar para todo mundo em uma atividade ilegal né? Idiota.

G_dd

Segurança pública é algo privado????????? O_O

G_dd

Projetos simples como de um conjunto de computadores com IBM I2, Cognos e Watson passam de 1 milhão. Esse que é mais complexo parece estar dentro da normalidade.

G_dd

Comparado a o q?

G_dd

Se guardar dados ou usá-los em quem não está sendo investigado, sim. Se não guardar e não suar, não.

Toto_fofo

Minha posição é quanto menos poder para o estado melhor, logo sou contra e espero que o Brasil siga outros países superiores e limitem ou proíba isso de uma vez. Segurança é algo privado e o estado não deve intervir e aqueles que são contra envie seu extrato bancário aqui nos comentário para eu ver se está escondendo algo.

Zé das Covi

pq nunca na história deste e de outro pais o estado perseguiu pessoas por discordar dele né.

mas eu pensei em infra, servidor e etc. 58 milhoes ainda continua absurdo. eu chutaria menos que a metade disso pra um projeto desse porte.

Dayman Novaes

Se o maior criminoso não fosse a própria instituição estatal, eu estaria tranquilo também com ela ter mais controle... mas não é o caso, né?

Dayman Novaes

Ficha limpa segundo a instituição estatal*

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