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Como comprar uma smart TV? [Guia & Dicas]

Preços, tamanhos de tela, tecnologias, recursos e sistemas variam muito de um modelo para o outro; saiba como comprar uma smart TV

Melissa Cruz Cossetti Por
14/11/2019 às 12h51

Os preços, os tamanhos de tela, os recursos e aplicativos variam muito de um modelo para o outro e é natural ter dúvidas na hora de escolher qual será a sua próxima — ou, quem sabe, primeira — smart TV. O guia "como comprar uma smart TV" existe para ajudá-lo a encontrar um modelo que caiba na sua sala e no seu bolso, e não pretende encontrar uma TV específica e ideal. Acompanhe as dicas abaixo e use para escolher.

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Como comprar uma smart TV

4K é o ponto de partida

Tornou-se o novo padrão: o 4K. Se você não pretende trocar a sua televisão tão cedo, não caia na conversa fiada de comprar uma smart TV mais barata Full HD. Serviços de streaming, jogos e conteúdos da TV aberta e a cabo já estão disponíveis em 4K, não há razão para se contentar com menos que isso. Os preços também ficaram melhores.

Tamanho (da tela e da sala)

Você precisa pensar nisso.

Onde você pretende instalar a sua nova smart TV? O tamanho do ambiente vai ajudá-lo a definir o tamanho do painel. Contudo, a melhor distância de visualização (entre a TV e o seu sofá, por exemplo) depende também da resolução da tela da TV. Em modelos 4K, de acordo com a Sony, a distância recomendada para assistir um vídeo/programa na televisão é de 1.5 vezes o tamanho da tela na vertical (altura) do aparelho.

Como comprar uma smart TV adequada para a sua casa

Em comparação às TVs full HD, TVs com resolução 4K permitem ao espectador assistir às telas mais de perto, aumentando as chances de você ter uma TV grande em cômodos menores. Contudo, é preciso respeitar um limite. Ao assistir vídeos numa TV 4K com a distância adequada, o olho nu não consegue diferenciar pixels individuais — significa que você não verá a tela pixelada e terá a sensação de visão similar a da vida real.

Tamanho da TV (Sony) Distância de Visualização Recomendada (Approx.)
55 Polegadas 1,08 metros
65 Polegadas 1,2 metros
75 Polegadas 1,5 metros
85 Polegadas 1,7 metros

A Samsung tem uma abordagem diferente, com limite máximo da distância, não o recomendado. Considere a tabela da Sony a distância ideal e está um limite razoável.

Tamanho da TV (Samsung) Distância de Visualização Máxima (Approx.)
Até 50 Polegadas Até 2 metros
TVs de 50 a 55 polegadas Entre 2 e 2,5 metros
TVs de 65 polegadas Entre 2,5 e 3 metros
TVs de 75 e 82 polegada Acima de 3 metros

Sendo assim, considere a distância do painel da TV para o seu sofá e não só o tamanho do ambiente no total. Se o sofá estiver muito próximo ou muito distante da tela, pode interferir. De qualquer forma, uma TV 4K vai permitir que você tenha um verdadeiro telão em casa, oferecendo uma imersão bem diferente do que estávamos acostumados.

Tela curva

Tela curva é uma moda que custa mais caro. Ideais para ambientes em que o espectador vai assistir só, de frente, no sofá. A tela curva dá uma sensação de imersão incrível, mas tente assistir em qualquer outro canto da sala e você entenderá por que ela não é tão legal. Se você costuma reunir os amigos em casa para assistir futebol ou maratonar séries, isso vai ficar ainda mais evidente. Mas, se você morar sozinho...

Elas já não são mais tão populares. As empresas, observando esses e outros detalhes, reduziram fabricação nos últimos anos. Certamente, serão modelos mais antigos.

Cabe no elevador?

Eu tive a experiência de testar uma TV de 70 polegadas. Foi uma encrenca enorme para levá-la até o meu apartamento. Os elevadores eram pequenos para ela e, para fazer a viagem neles, foi necessário tirar da caixa (incluindo as proteções de isopor). Bastante arriscado em se tratando de um item tão caro. Certifique-se de que a smart TV dos seus sonhos caiba no elevador ou que levá-la pelas escadas não será um problema ou risco.

Fixar na parede

Para que uma TV possa ser fixada na parede e usada sem o pé tradicional que vem de fábrica é necessário checar se na parte traseira do aparelho existem 4 furos. Um padrão comum usado pelos fabricantes de suportes é o tal sistema VESA (Video Electronics Standarts Association), que define a distância entre os furos. Verifique compatibilidade. Há outros tipos de suporte ajustáveis e reclináveis, como o No-Gap da Samsung.

Cuide, também, para que a estrutura da parede escolhida suporte o peso da TV. Alvenaria, gesso, madeira e drywall se comportam de maneiras totalmente diferentes. Pode ser necessário usar um reforço na parede nos locais dos parafusos ou um hack.

Como comprar uma smart TV adequada para a sua casa

HDR pra quê?

O HDR (de High Dynamic Range, em inglês) ou Alto Alcance Dinâmico, em português, permite reproduzir conteúdo com maior fidelidade de cor e contraste. O valor do alcance dinâmico (em nits) é a diferença de brilho entre o ponto mais escuro e o mais claro da tela.

Isso quer dizer que, se você assistir um conteúdo na Netflix, por exemplo, compatível com HDR, verá terá áreas de sombra mais visíveis e pontos de luz que não ficam "estourados, um bom aprimoramento na cor e no contraste das imagens, o que proporciona uma representação mais realista do conteúdo e oferece uma experiência mais agradável na TV. 

QLED ou OLED? 

LCD, LED, OLED, QLED e MicroLED… já conversamos anteriormente sobre a diferença entre as telas de TV. A adoção massiva da tecnologia LED fez com que as TVs de plasma e LCD perdessem a majestade. Hoje o que você encontrar são telas QLED e OLED.

O OLED (do inglês, Organic Light-Emitting Diode) é uma evolução do LED (Light Emitting Diode). Trata-se de um diodo orgânico, muda o material. O QLED (ou QD-LED, Quantum Dot Emitting Diodes), outra melhoria do LCD, é a famosa tela de pontos quânticos. 

TV OLED LG B8

LG e Samsung vivem em guerra pela atenção (e pelo dinheiro) do consumidor. A LG defende que suas telas OLED oferecem tons de preto mais precisos e menor consumo de energia. Já a Samsung defende que o QLED mostra cores mais vívidas e brilhantes e seus displays são imunes ao "efeito burn-in". As principais diferenças que você vai ver:

Tons de preto: no OLED, a tendência é ver tons de preto mais escuros, mas há risco de marcas com a frequência de imagens estáticas para os jogadores de videogame ou os espectadores de canais de TV ao vivo. Contudo, QLEDs podem apresentar "pretos cinzas".

A questão do preto, que parece boba mas interfere para assistir filmes e séries que abusam de cenas escuras, ocorre particularmente nas TVs mais baratas. Telas mais caras que oferecem tecnologias adicionais como o local dimming e afins, oferecem contraste melhor.

Burn-in: esse problema é mais comum e perceptível quando há exibição de imagem estática na tela da TV durante longos períodos. Isso pode fazer com que os pixels de de uma área "queimem", deixando uma marca visível no painel. Tende a acontecer com maior frequência em televisores que utilizam materiais orgânicos. Lembra? É o OLED.

Pode ser causado por placares de jogos, logos de emissoras de TV, games com cenário estático e medidores de vida ou qualquer outro símbolo que permaneça fixo na tela. Também conhecidos como “efeito de memória”, “fantasmas” e “retenção de imagem".

É complicado definir uma tecnologia vencedora. Enquanto o OLED trabalha com um contraste mais apurado, a QLED oferece mais cor e brilho. Isso, considerando os modelos mais baratos. QLEDs mais caras já corrigem o problema do contraste/tons pretos.

Sistema operacional

Android TV, Tizen ou WebOS? Esses são os três sistemas mais populares em smart TV, dê total prioridade a eles, evite nomes desconhecidos. O Android TV está disponível nas televisões inteligentes da Sony e da Philips, o Tizen nas da Samsung e o webOS da LG. 

Por se tratar se sistemas diferentes, é possível que um ecossistema não tenha os mesmos aplicativos que outro. Faça uma lista dos aplicativos que você pretende usar, principalmente os de streaming de música e vídeo, e confira com o fabricante se a versão do sistema embarcado na smart TV é compatível. Não corra o risco de ficar sem assistir o que você gosta ou depender de cabos HDMI ou espelhamento de tela. 

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O que cada um deles tem de especial?

Android TV

É o software do Google e conta com recursos que você já está cansado de conhecer no Android. Com o Android TV, é possível fazer busca por voz do Google e usar o Google Assistante. Contudo, para funcionar 100%, garanta que a sua smart TV possui um microfone embutido (seja na própria TV ou no controle remoto do aparelho). Há muitos aplicativos, mas note que alguns deles foram apenas adaptados do Android para a Android TV e podem não funcionar tão bem no ambiente das TVs com uma tela enorme. Você também encontra o Android TV em dongles e set-top-boxes.

Tizen

O Tizen é um sistema operacional de código aberto baseado no Linux, capaz de funcionar em smartphones, tablets, netbooks, veículos e etc. A Samsung é parceira e usa nas TVs. Já foi um problema para o Tizen contar com poucos aplicativos, mas isso não é mais tão verdade assim. O software usado apenas pela Samsung é um dos mais completos e termos de recursos. Embora não seja da Apple ou do Google é capaz de conversar com Android, iOS/macOS e Windows para espelhar tela e receber comandos.

WebOS

Com uma loja de aplicativos própria, contando com os mais populares, o WebOS é um sistema da LG e você só vai encontrá-lo em smart TVs, mesmo. É o mais simples mas faz tudo que os outros fazem. O controle remoto "Smart Magic" presente em modelos mais novos das smart TVs simula a utilização de um mouse. Observe se o aparelho de TV que você quer já tem a versão mais recente do WebOS, alguns podem não ser compatíveis.

Preços tão diferentes...

As smart TVs mais baratas, certamente, não vão oferecer recursos adicionais, por exemplo. São as chamadas TVs de entrada. Por isso, tamanha diferença para os modelos top de linha que chegam a custar algumas dezenas de reais (ou mais) no Brasil.

Isso quer dizer que você pode ver grande diferença de preço entre as TVs, ainda que da mesma marca e tipo de display, mas de linhas e anos diferentes. Smart TVs premium oferecem recursos que melhoram o ângulo de visão, a gama de cores, o brilho, o contraste, a qualidade do som, o design e suporte, que custam caro no final.

A dica é analisar a lista de recursos oferecidos pelos modelos que você está comparando. E, se possível, entrar no site da fabricante para entender a qual linha pertencem os modelos que você se interessou em comprar. Qual deles é de entrada; qual deles é premium? E pensar no quanto você está disposto a pagar e quais recursos você não quer abrir mão. Não deixe de acompanhar, também, os reviews do Tecnoblog.

Separei um Top 4 que pode interessar:

Melhor com preço baixo: Samsung RU7100
Melhor OLED (custo-benefício): LG B8
Melhor TV (top): Samsung Q900R 8K 
Melhor TV (top, 4K): Sony X955G

Outro fator importante é entender o tipo do uso que será feito do televisor: jogos de videogame, programação esportiva ao vivo, shows, séries e filmes… Como você usa a sua televisão? Tudo isso vai ajudá-lo a tomar decisões sobre itens anteriores deste guia.

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