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Apple finaliza compra da divisão de modems da Intel

Divisão de modems da Intel custou US$ 1 bilhão à Apple

Emerson Alecrim Por

A Apple anunciou a compra da divisão de modems da Intel em julho. Nesta segunda-feira (2), o negócio foi finalizado oficialmente: a partir de agora, a companhia de Cupertino passa a ser dona de tecnologia, propriedade intelectual e equipamentos da Intel relacionados a modems para smartphones e afins.

O negócio custou à Apple cerca de US$ 1 bilhão, mas o valor é pequeno frente aos benefícios que a companhia poderá alcançar: ao ter uma divisão própria focada em desenvolvimento de chips para comunicação móvel, a companhia diminui a sua dependência de soluções de terceiros — ou, para ser mais direto, precisa recorrer menos à Qualcomm.

Para a Intel, manter a divisão não fazia mais sentido. Quando Apple e Qualcomm fecharam um acordo para botar fim às disputas judiciais que travavam, as duas empresas voltaram a fechar contratos para fornecimento de chips. Esse movimento tirou a Intel do jogo: a Apple era a única cliente que fazia a sua divisão de modems móveis ser viável.

Intel Modem 5G

Encurralada, a Intel se viu obrigada a abandonar esse mercado. Pouco tempo depois, a companhia concordou em vender a sua divisão de modems para a Apple.

Mas o montante de US$ 1 bilhão obtido aparenta ser, quando muito, um prêmio de consolação. Isso porque a Intel dá a entender que investiu vários bilhões de dólares no desenvolvimento de chips na divisão vendida à Apple.

Se foi assim, não seria o caso de manter a divisão e buscar uma nova clientela? Talvez. Mas, em nota, a Intel afirma que foi obrigada a fazer a venda por conta de estratégias da Qualcomm que considera anticompetitivas.

Ainda de acordo com a Intel, uma dessas estratégias consistia em uma cobrança desproporcional de patentes: a Qualcomm detém uma parcela importantíssima de propriedade intelectual relacionada ao desenvolvimento de chips para redes móveis, mas cobrava valores tão altos de royalties que os modems da Intel acabavam custando o dobro do preço praticado pela rival. Aí não tem negócio que resista.

Atualmente, as supostas ações anticompetitivas da Qualcomm estão sendo analisadas em um processo antitruste movido pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês).

Com informações: Reuters.

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johndoe1981
Imagine a maravilha que vai ser desenvolver binários para duas arquiteturas diferentes, como era na época da transição PowerPC > x86-64?
Trovalds
Bootcamp quase certeza que não acaba. Já o hackintosh aí a conversa complica um pouco. A Apple não vai tirar o suporte a x86 de cara. Se ela seguir com um cronograma parecido com o que aconteceu na migração do PowerPC pro x86, o MacOS vai ter suporte por pelo menos 5 versões a partir da versão lançada que roda nos processadores novos. Mas acredito que se vá ter mais trabalho pra "driblar" o boot do SO.
johndoe1981
Que pena, seria o fim do Bootcamp e Hackintosh.
Trovalds
Não só em smartphones. Já tem rumor que em 2020 ou 2021 os Macs vão todos ter um processador próprio baseado em RISC.
Juliano Machado Olivetti
Claro que foi um ótimo negócio para a Apple, mas não deixa de ser um desafio gigante a viabilização do modem 5G. Vai também precisar de uma injeção de capital de alguns bilhões, e sem muitas garantias de um produto comparável a Qualcomm nos próximos 2 anos.
Trovalds
E a Apple novamente voltando a ser a Apple de anos atrás: (quase) tudo proprietário.