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Motorola One Hyper não tem notch e traz câmera retrátil por R$ 2.499

Câmera frontal está em mecanismo retrátil, que proporciona maior aproveitamento de tela

André Fogaça Por

Mais um mês, mais um lançamento de Motorola One. Dessa vez o novo smartphone é o Motorola One Hyper, o primeiro da linha com tela completamente aberta para conteúdo, que deixa de lado o notch e adiciona câmera frontal retrátil no topo do aparelho. Tudo isso chega hoje (4) ao Brasil por R$ 2.499.

motorola one hyper mao

Se tem uma coisa que a Motorola gostou de fazer em 2019, é lançar aparelhos da família One. O Motorola One Hyper é o mais recente modelo da “linha sem sucessor”, como diz a própria empresa. Partindo deste pensamento, este é o sétimo modelo, sendo o sexto lançado no Brasil – o Motorola One Power não chegou por aqui.

Grande aproveitamento de tela

Se basicamente todo Motorola One tem um recurso específico na câmera, no Hyper a tendência não é essa e agora o ponto chamativo está na tela. Ela é um IPS LCD de 6,5 polegadas, com resolução Full HD+ e que não tem nenhum obstáculo para apresentar o conteúdo: não tem notch e nem queixo.

motorola one hyper pop up

Para abrir espaço na tela, a Motorola seguiu o que muita marca chinesa vem fazendo nos últimos meses e isso significa que a câmera frontal está em um mecanismo retrátil, que aparece no topo do celular. A lente que fica lá tem 32 megapixels e trabalha junto de duas lentes traseiras, sendo uma de 64 megapixels e outra ultrawide de 8 megapixels. Este segundo sensor também é utilizado para medir a distância para o modo de fundo desfocado – modo retrato.

motorola one hyper costas

Como a parte móvel é um ponto de fragilidade de qualquer estrutura (Galaxy Fold, por exemplo, sofre com isso), a fabricante promete que o aparelho pode subir e descer a câmera um número de vezes que excede o tempo médio que uma pessoa fica com o smartphone. Perguntei então se este tempo seria de três anos e a Motorola confirmou, mas não disse quantos anos extras ele duraria sem falhas. O curioso é que ela é uma das únicas fabricantes que não oferece um número de vezes que o mecanismo pode funcionar, como fez a Asus e a Samsung com seus aparelhos.

Por dentro o hardware é de intermediário, seguindo quase que a mesma receita que está no Motorola One Zoom. O Motorola One Hyper vem com um Snapdragon 675, 4 GB de RAM e 128 GB de memória interna. A bateria é de 4.000 mAh, na caixa o usuário encontra um carregador TurboPower de 45 W e que promete recarregar 75% da bateria com 30 minutos de tomada. Curiosidade: o carregador tem porta USB-C, uma novidade na linha e um passo para o futuro.

Belo carregador

Um ponto de evolução, ao menos ao meu olhar, é que a Motorola colocou um LED para notificações na parte traseira e que está no entorno do leitor de impressões digitais. No Motorola One Zoom este LED iluminava o logo da marca, mas agora é só um círculo mesmo. Sem propaganda.

Sem Android One, mas já com Android 10

Tudo que está listado nos parágrafos acima é controlado pelo Android 10, mas sem o Android One que marcou um dos pontos positivos na maioria dos Motorola One. Na parte visual pouco ou nada muda para o usuário final, o launcher continua semelhante aos aparelhos Pixel, mas debaixo do capô não trazer o Android One também acarreta em um ano a menos para atualizações de software e o mesmo período sem patches de segurança.

Trocando em miúdos: o Motorola One Hyper somente receberá o Android 11, com correções de segurança até dezembro de 2021.

Quando e quanto?

De perto

O Motorola One Hyper chega ao Brasil a partir de hoje (4), nas cores azul, vermelho e lilás, com preço sugerido de R$ 2.499. Neste momento apenas a cor azul estará no mercado, com as outras duas chegando em janeiro.

Motorola One Hyper – ficha técnica:

  • Tela: IPS LCD de 6,5 polegadas, Full HD+ (2340 x 1080 pixels), proporção 19:9
  • Processador: Qualcomm Snapdragon 675 octa-core de até 2,0 GHz, com GPU Adreno 612
  • RAM: 4 GB
  • Armazenamento: 128 GB, expansível por microSD até 1 TB
  • Câmera traseira dupla:
    • principal: 64 megapixels, Quad Pixel, estabilização óptica de imagem
    • ultrawide: 8 megapixels, campo de visão de 118 graus
  • Câmera frontal retrátil: 32 megapixels
  • Bateria: 4.000 mAh, com carregador TurboPower de 45 watts incluso na caixa
  • Sistema operacional: Android 10
  • Conectividade: USB-C, Wi-Fi 802.11ac dual-band, Bluetooth 5.0

Comentários

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Cristiano Guaglianoni

Por mil reais a menos, comprei um Redmi Note 8 Pro q tem mais memória, NFC, bateria de 4500....

Marcos Alves Maciel

Tb acho mais a Xaiomi não tem o mesmo valor de revenda embora seja superior sim.

John Smith

Você até agora foi o único que interpretou erroneamente meu comentário. Outros 6 usuários deram upvote, foram os que leram sem fazê-lo. Ninguém além de você interpretou dessa forma.

Eu reconheceria se estivesse errado, mas aqui foi você que extrapolou sua interpretação do meu comentário e chegou a uma conclusão errada, me acusando de desinformado nesse processo.

Vicktor Emannoel

Eu acho que quem tá precisando interpretar é você, pois não consegue entender o que você mesmo diz, ninguém vai ler isso e pensar outra coisa...

Vicktor Emannoel

Preço de top de linha... Mas, pelo menos, não custa 4999... Kkkkkk

Vicktor Emannoel

A própria Motorola afirmou que o "One" é porque cada aparelho salinha é um só, com características distintas uns dos outros... Mas, em parte, você tem razão, quando o primeiro Motorola One chegou era com Android One e tinha todo aquele negócio de "Primeiro Android One do Brasil"

Celso

Era, até o One Action.
E, sim, o "One" no "Motorola One" era referência ao programa Android One, da Google.

John Smith

Sim, exatamente o que eu disse. Releia meu comentário mais algumas vezes, por favor, pois como você interpretou isso como "o aparelho chama One por causa do programa Android One" está muito além da minha compreensão.

Vicktor Emannoel

Não não, você deixou bem claro quando disse "Um aparelho chamado One sem Android One", bem no comecinho, lê aí seu próprio comentário que você vê...

John Smith

Eu não disse em local algum que o nome é de Android One, mas sim que é uma vergonha a Motorola criar uma linha com esse nome, que para o consumidor mais informado pode remeter de cara ao programa Android One - mas que além de não fazer parte dele, o que os aparelhos tem são poucas atualizações.

Vicktor Emannoel

Amigo, você tá desinformado demais! De onde você tirou essa de que o "One" da linha Motorola One é de Android One? kkkkk

johndoe1981

Sem NFC? Telinha LCD? Snapdragon 6xx? Por 2,5K?, Devia se chamar One Hype esse aparelho.

Tiago Celestino

Só o 11 Pro e o 11 Pro Max. O 11 é o que eles chamaram de LCD Super Retina.

Muhammud

Não, só comentei que as práticas se assemelham às da Samsung (o que faz sentido, é a líder de vendas).

Pedro

Mas a do iPhone não é Oled?

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