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Rivais da Xiaomi no Brasil fizeram dossiê sobre celulares importados sem pagar imposto

Concorrentes da Xiaomi repassaram dados sobre empresas que revendem celulares da marca chinesa pela internet a preços baixos

Felipe Ventura Por

Fabricantes concorrentes da Xiaomi no Brasil prepararam um dossiê sobre empresas que revendem celulares da marca chinesa pela internet a preços mais baixos que o oficial. As informações foram repassadas para a Secretaria Estadual da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP), que já investigava o assunto. O órgão apreendeu mais de 30 mil produtos na última quinta-feira (28), que seriam vendidos através do Mercado Livre.

Xiaomi Mi 9 Lite e Redmi 8

“Existe uma reclamação formalizada das concorrentes”, disse Vitor Manuel dos Santos Alves Junior, subcoordenador da Sefaz-SP, ao UOL. “Foram reclamações de todas as outras fabricantes. Em uma reunião na Fazenda elas fizeram a reclamação e passaram um dossiê, mas sem nenhuma informação nova para nós, que já estávamos investigando.”

Ele não menciona as concorrentes que fizeram o dossiê. De acordo com a Counterpoint Research, as três fabricantes que mais venderam celulares no Brasil durante o segundo trimestre de 2019 foram Samsung, Motorola e LG (que permanece em um “sólido terceiro lugar”).

O subcoordenador diz que a investigação não foi concentrada na Xiaomi, porém “a maior ocorrência de fraude envolve produtos dessa fabricante chinesa”. Empresas de marketplace vendem celulares pela metade do preço cobrado pela representante oficial, a DL Eletrônicos, “mas o produto só chega com esse valor porque não recolhe impostos”.

Celulares da Xiaomi vêm do Paraguai, diz investigação

A investigação da Sefaz durou quatro meses, analisando discrepâncias em notas fiscais eletrônicas e em declarações de importação. Os produtos vinham da fronteira com o Paraguai sem qualquer documentação, e eram revendidos por empresas de fachada para “esquentar” a operação.

Essas empresas são chamadas de “noteiras”. O subcoordenador diz que isso é feito “muito provavelmente por uma exigência do marketplace para poder armazenar a mercadoria lá; essa operação precisa estar coberta por nota fiscal”.

Xiaomi

Há também algumas empresas que dizem ter importado mercadorias em portos e aeroportos de outros estados, especialmente de Rondônia e Alagoas, para pagar menos ICMS. Eles podem ter sonegado cerca de R$ 62 milhões em impostos.

Na megaoperação, a Sefaz apreendeu mais de 30 mil itens com valor estimado em R$ 3 milhões. Isso inclui tablets, cerca de 200 celulares e mais de 1.000 smartwatches “de uma fabricante chinesa”. O órgão não pode citar o nome da Xiaomi por motivos jurídicos, mas as fotos da apreensão mostram celulares como o Mi 9T e Redmi Note 8 Pro.

Um dos alvos da operação foi “a plataforma de comércio eletrônico de uma empresa especializada e muito conhecida no ramo”, de acordo com a Sefaz. Novamente, o órgão não pode falar o nome; segundo o UOL, trata-se do Mercado Livre.

Logotipo da DL aparece em foto da megaoperação

Uma das fotos mostra caixas com o logotipo da DL Eletrônicos, e um comunicado da Sefaz afirma que um dos alvos da operação foi “a representante no Brasil da fabricante chinesa de aparelhos eletrônicos”.

O órgão explica ao Tecnoblog que “os nomes dos contribuintes alvos da operação são acobertados por sigilo fiscal”. A DL não respondeu ao nosso contato, mas diz ao UOL que não tem conhecimento sobre o assunto.

Xiaomi Mi 9 SE

Com informações: UOL.

Comentários

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Luigi Lambri

E nem vc com ironia né?

Isso ai pede mais Estado e depois jogue a culpa no "neoliberalismo".

Roger

Tu tem sérios problemas pra identificar "tiração com a tua cara". Só quem fala merda aqui eh tu ancapsinho imbecil (redundância)

Roger

Obrigado por mostrar que vcs sempre tem uma resposta qdo da tudo errado kkkk

Luigi Lambri

Daniel Fraga?

Luigi Lambri

E da onde vc tirou que essas empresas defendem livre mercado? pra elas quanto mais regulamentação melhor, elas não querem concorrencia.

Guilherme Borges Cunha

Nunca ouviu falar pois a maior parte do faturamento desses serviços da Xiaomi vêm da China, justamente onde a Xiaomi não tem seu principal concorrente no exterior: Google.

Macgyver Freitas

Tô com um Mi A3, excelente aparelho, melhor intermediário a venda

Luigi Lambri

" E sim, a escravidão esteve na lei e tava certo."

Palavras suas.

Luigi Lambri

Não meu caro, não é, como falei é uma condição pra usar serviço privado e até onde sei não existe imposto pra serviço privado,.

Luigi Lambri

Nem eu vou perder tempo com quem acredita em contrato social e que pode ter escravo se tiver dentro da lei.

Tiago Celestino

Lembrei agora que o Wesley Snipes ficou em cana por sonegar.

Pereira

Sinceramente, não vou mais discutir. Se acha que é roubo mesmo, vai lá registrar o BO na delegacia então.

Pereira

E isso é o que? Se está assinando o doc pra poder usar serviços públicos e privados, é com uma condição: de que contribua com isso, através dos impostos.

Pereira

Tá faltando compreensão pro senhor. Mas esperar o que de anarcocapitalista...

Luigi Lambri

Meu deus do céu, le o que vc escreveu, defende escravidão desde que esteja na lei, é gadismo d+.

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