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TIM e Vivo compartilharão rede celular 2G, 3G e 4G em até 2,7 mil cidades

Acordo entre TIM e Vivo prevê compartilhamento de redes 2G, 3G e 4G; cada uma será responsável pela metade da infraestrutura

Lucas Braga Por

As operadoras TIM e Vivo assinaram nesta semana contratos de compartilhamento de redes 2G, 3G e 4G. O acordo é resultado das negociações anunciadas em julho, que previam unificar a rede 2G em âmbito nacional e dividir a cobertura em 4G nos municípios pequenos.

Imagem: albertoadan/Pixabay

O acordo finalizado prevê rede única na tecnologia 2G em 2,7 mil cidades. As operadoras desativarão as antenas sobrepostas, permitindo redução no custo de manutenção de rede e liberação do espectro para utilização em tecnologias mais recentes, como 3G e 4G. Nas cidades onde apenas uma operadora possui presença com 2G, a concorrente passa a ser atendida pela mesma infraestrutura.

Cada empresa segue com sua operação, autonomia comercial e gestão de clientes, embora compartilhem a mesma infraestrutura. Esses são os dados de cobertura (em número de municípios atendidos) divulgado pela Anatel em outubro de 2019:

Operadora Tecnologia 2G Tecnologia 3G Tecnologia 4G
TIM 3.473 3.231 3.371
Vivo 3.751 4.334 3.093

Já com a tecnologia 3G e 4G, o compartilhamento será restrito a municípios com menos de 30 mil habitantes. Originalmente o memorando de entendimento divulgado em julho não previa o uso da tecnologia 3G. Para essas tecnologias, a rede única chegará em 800 cidades, com possibilidade de expansão para mais de 1.600 cidades. TIM e Vivo terão, cada uma, cobertura em 400 novos municípios.

De acordo com o Telesíntese, inicialmente serão 50 cidades atendidas por esse modelo, com a Vivo mantendo o sinal em 25 cidades e a TIM nos outros 25. O projeto deve divulgar um balanço em 180 dias e os contratos ainda precisam ser aprovados pela Anatel e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Comentários

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Gustavo Al-Kurdi

saudades Telemig, bons tempos.

Baio-kun

Exatamente por isso que falei "se o governo fosse eficiente". Sei muito bem da história que uma linha telefônica custava o valor de um carro.

José Barbosa

Leia toda a lei de licitações 8.666, depois os orçamentos do governo e veja se o que é prioridade seria telecomunicações.
Se ainda tiver alguma dúvida de que deveria ser privado, pergunta para seu pai ou avô como era o telefone antes das privatizações, raro, escasso, em que se houvesse disponibilidade na sua região era condicionado a comprar ações, e muita gente preferia alugar a comprar.

Baio-kun

Pois é, Brasil... Se fosse um país sério, seria a melhor solução, tendo em vista que espectros são limitados.

Daniel

também queria saber.

Daniel

Eu também fico preocupado com isso, aqui somente a vivo presta, embora tenha os planos menos atraentes. Se não sobrecarregar a rede será bom.

Vitor Neves

se a OI que é privada ja foi uma roubalheira, imagina uma estatal!

Baio-kun

Se o governo fosse eficiente, e a Anacartel não fosse um cabide de empregos, infra de telecomunicações poderia ser parte de uma estatal, e todas as operadoras seriam operadoras virtuais. Facilitaria pra entrada de novas empresas no mercado, além de aumentar a eficiencia dos investimentos para expansão e atualização da infra.

Diego

Estranho isso a 28 é supostamente a melhor banda para voLTE.

Anderson Teles

Quem sabe agora a rede da Tim fique estável.

wuhkuh

É um problema antigo que eles não resolvem, desde do 2,5G era assim

Diego

Retiram voLTE na 28?

Jacques

Isso quando tem a banda 28, até hoje não vi meu celular da tim conectado na 28.

Outra coisa zuada é quando entra no 4G+ e a velocidade fica a mesma do 4G normal, fora que dependendo da cidade a velocidade não tem limitação, em outras fica limitado a até 20mbps

Lucas Carvalho

Pelo que eu li em outro lugar essa lista ainda não foi divulgada

Lucas Carvalho

Alguns levantaram um problema relevante: falta de redundância

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