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Huawei nega ter recebido US$ 75 bilhões do governo da China

Huawei teria se tornado uma gigante graças a incentivos financeiros do governo chinês, mas empresa nega

Emerson Alecrim Por

2019 foi turbulento para a Huawei, mas parecia que, na reta final do ano, a companhia teria um pouco de paz. Parecia: no último dia 25, o Wall Street Journal publicou uma reportagem que afirma que a Huawei recebeu cerca de US$ 75 bilhões em ajuda do governo chinês. A empresa não só nega como acusa o veículo de usar informações falsas.

O montante não teria sido repassado em uma tacada só, mas beneficiado a Huawei de várias maneiras pelo menos desde 1998. O Wall Street Journal diz, basicamente, que a companhia recebeu US$ 46 bilhões em empréstimos e linhas de crédito, US$ 25 bilhões em incentivos fiscais, US$ 2 bilhões em descontos na compra de terrenos e US$ 1,6 bilhão em subvenções (doações).

Esses benefícios teriam sido essenciais para transformar a Huawei em uma gigante global de equipamentos para telecomunicações e, ao mesmo tempo, serviriam para reforçar as acusações de que a companhia tem lá seus interesses para colaborar secretamente com o governo chinês repassando dados sigilosos sobre outros países.

Huawei

A Huawei não demorou a reagir. Em nota, a companhia não nega receber incentivos do governo da China, mas explica que todas as empresas chinesas de tecnologia têm direito a subsídios quando cumprem determinadas condições.

"Assim como outras companhias de tecnologia que operam na China, incluindo estrangeiras, a Huawei recebe algum apoio político do governo chinês. Mas nunca recebemos tratamento adicional ou especial".

No mesmo comunicado, a Huawei nega que os incentivos recebidos do governo chinês tenham chegado a US$ 75 bilhões e diz que a maior parte do seu capital de giro (90%) nos últimos dez anos veio de suas operações comerciais e de financiamento externo, não de subsídios estatais.

A empresa afirma ainda que os recursos estatais chineses são direcionados sobretudo a programas de pesquisas e que os benefícios recebidos nos últimos dez anos para esse fim corresponderam apenas a 0,3% de sua receita.

Por fim, a Huawei acusa o Wall Street Journal de se basear em informações falsas e agir de modo irresponsável ao publicar artigos que atacam a reputação da empresa. Por conta disso, a companhia concluiu o seu comunicado dando a entender que não vai deixar barato: "a Huawei se reserva ao direito de tomar ações legais [contra o veículo] para proteger a sua imagem".

Com informações: TechCrunch, Business Insider.

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