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Governo decide que 5G irá conviver com TV aberta via satélite

Sindicato das operadoras estima economia acima de R$ 7,2 bilhões caso TV aberta por satélite não mude de tecnologia

Lucas Braga Por

Dentre os entraves para o leilão do 5G, o uso da frequência de 2,3 GHz preocupava o mercado: atualmente, a banda serve para transmissão do sinal de TV aberta via satélite pela banda C, e as programadoras temem possíveis interferências. O governo tomou uma decisão que vai agradar as operadoras de telecomunicações, apostando na convivência entre as tecnologias.

Foto: wilkernet/Pixabay

De acordo com o Valor, a decisão já foi tomada pelo governo e será divulgada em uma portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em janeiro de 2020. O documento seguiu para a consultoria jurídica da pasta, para depois ser encaminhado ao ministro Marcos Pontes.

A convivência do serviço de TV aberta via satélite (TVRO) com o 5G é a alternativa preferida das operadoras pelo custo reduzido para evitar interferências. É algo similar ao que aconteceu com o 4G de 700 MHz, em que as empresas de telecomunicações tiveram que arcar com o processo de desligamento da TV analógica.

A opção preferida pelas emissoras de TV era a realocação do serviço para a banda Ku (acima dos 10 GHz), mas seria necessário substituir os satélites e as antenas de cada domicílio. De acordo com informações obtidas pelo Valor, a Anatel só optará por esse modelo caso seja inviável a convivência do 5G com a banda C.

Segundo estimativa do Sinditelebrasil, as despesas de migração das bandas poderiam alcançar até R$ 7,7 bilhões, enquanto o custo de convivência seria bem mais baixo, de R$ 455,7 milhões. As emissoras de TV, no entanto, contestam o valor e estimam a máxima de R$ 2,9 bilhões para mudar para a banda Ku.

O leilão de frequências para o 5G estava inicialmente previsto para março de 2020, mas, com os pedido de vistas e alterações burocráticas, o edital ainda não foi finalizado e a licitação deve atrasar.

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John Smith
Não sei como o pessoal ainda aguenta a baixíssima qualidade da velha parabólica.
Fabio
Acaba com esses trambolhos de uma vez por todas.
Fabio
Tem esses trambolhos até em Itanhaem
RODRIGO
Bem, a maioria dos países, principalmente, africanos nem utilizam a Banda KA como transmissão de sinal analógico e digital via parabólica, sendo considerada arcaica!! Por lá, usam-se Banda KU, mas, por aqui é restrito para TVs por assinatura!! Como sempre: desenvolvimento avançado em tecnologia nunca fora prioridade no Brasil!! Que lamentável!!!
Saymonps
É possível usar filtros no lnbf da parabólica para evitar a interferência. Também é possível realocar os canais que sofrem com a interferência.
Fabio Santos
A maioria das parabólicas passam em locais bem afastado como interior, sítio aonde mal chega 3G
Coringão_Eterno
Perfeita a decisão da Anatel e do MCTIC. Não haverá problema algum! As redes de 5G serão predominantemente urbanas, desse modo não interferindo nas antenas parabólicas. Por trás desse lógica (torta) as emissoras de TV querem é lucrar com a migração forçada.
André Noia
Explicando melhor, existem duas TVs abertas: a digital terrestre, que é essa que nós conhecemos, e a TV aberta analógica e digital das parabólicas (aquelas maiores, não confundir com parabólicas da Sky e afins - que são as da banda ku).Algumas frequências do 5G causam interferência na TV ABERTA VIA PARABÓLICA, que hoje atende entre 15 a 18 milhões de domicílios, principalmente no interior. A interferência se dá por conta da frequência estar muito próxima dessa modalidade (não sei dizer se chega a se sobrepor).Em cidades médias e grandes, isso não afeta em nada porque a maioria das pessoas usam a TV aberta terrestre ou parte pra Sky e afins.O que os canais de TV preferem é que "matem" esse modelo de transmissão com parabólica grande (que ocupa a faixa do 5G) e migre todo mundo para a banda KU,(mesma de Sky e afins). Só que isso sairia muito caro. Daí as operadoras de telefonia acham melhor e mais barato fazer correções de interferências pontuais. A questão é saber se a abordagem das operadoras dará certo. A tendência é que as pessoas abandonem as parabólicas tradicionais, mas 15 milhões é um grupo bem grende. Minha mãe mesmo tem uma só pra ver canais religiosos que não estão disponíveis na TV aberta terrestre.
Shalkad
No início fala que as duas tecnologias juntas iria causar interferência e depois fala que as duas podem conviver juntas, e não explica como isso é possível.
Diego
Não porque a 4G ocupa a faixa de 700mhz a 5G ocupa uma faixa próxima da TVRO
NA BOA...
"nãum intindi oq ele falou"
John Smith
Cara, eu li a matéria e também não entendi nada do que será, na prática, essa convivência da TV com o 5G.
Rodrigo Sena
Sou leigo, se nesse caso poderia ter essa tal de convivência, logo não seria possível isso com o 4G e as tvs abertas, se não, quem quiser explicar, eu ficaria agradecido!