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Lime, concorrente da Grin e Yellow, deixará de alugar patinetes no Brasil

Lime não atuará mais em São Paulo nem no Rio de Janeiro com aluguel de patinetes elétricos; empresa demitiu 100 funcionários

Felipe Ventura Por

A Lime enviou um e-mail para os clientes de São Paulo e Rio de Janeiro dizendo que não atuará mais nestas duas capitais: ela vai interromper o aluguel de patinetes no Brasil ao longo das próximas semanas. Isso deixa Grin e Yellow como as principais opções para esse serviço de micromobilidade. A empresa também saiu de outras dez cidades ao redor do mundo e demitiu 100 funcionários.

Lime - Patinete elétrico

“Infelizmente, tomamos a difícil decisão de encerrar as operações da Lime em São Paulo e fechar o mercado nas próximas semanas”, diz um e-mail recebido pelo Tecnoblog nesta quinta-feira (9). “Isso significa que os patinetes Lime não estarão mais disponíveis para aluguel nos próximos dias.”

Se você tiver saldo na carteira Lime, há duas opções: mantê-lo para usar em uma das 100 cidades com o serviço de patinete elétrico, ou solicitar o reembolso preenchendo o formulário presente neste link.

A medida também afeta o Rio de Janeiro e as seguintes cidades: Atlanta, Phoenix, San Diego e San Antonio nos EUA; além de Bogotá (Colômbia), Buenos Aires (Argentina), Linz (Áustria), Montevidéu (Uruguai), Lima (Peru), Puerto Vallarta (México). Em comunicado, a Lime diz que “a micromobilidade evoluiu mais lentamente” nesses mercados.

Nas próximas semanas, as operações da Lime serão encerradas

Comunicado no aplicativo da Lime para usuários de São Paulo

Lime demite 14% dos funcionários e busca lucratividade

A empresa informa ao Axios que vai demitir 14% de sua força de trabalho, cerca de 100 funcionários, para cortar custos e tentar lucrar com aluguel de patinetes elétricos.

“Parte da concretização de nossa visão de transformar a mobilidade urbana é alcançar a independência financeira; é por isso que mudamos nosso foco principal para a lucratividade”, explica o comunicado. Segundo a Lime, a “grande maioria” de seus mais de 120 mercados é lucrativa.

No Brasil, a Lime começou a operar em julho de 2019. Sua atuação está restrita a bairros nobres de São Paulo, incluindo Pinheiros, Vila Olímpia, Itaim, Brooklin e Vila Nova Conceição. No Rio, é possível encontrar os patinetes nas praias da zona sul — incluindo Leblon, Copacabana e Ipanema — e na Barra da Tijuca.

O mercado de patinetes elétricos está em consolidação: empresas como Bird, Scoot e Lyft deixaram de atuar em alguns mercados e demitiram funcionários. No Brasil, a mexicana Grin realizou fusões com as concorrentes Ride e Yellow, e agora se chama Grow. A Uber começou a oferecer esses veículos no Brasil, inicialmente apenas em Santos (SP).

A Lime enviou o seguinte comunicado ao Tecnoblog:

Como parte de uma estratégia global para alcançar sustentabilidade financeira, a Lime tomou a difícil decisão de finalizar a operação no Brasil, assim como em outras cidades da América Latina e em outras regiões, para concentrar recursos em mercados que nos permitam atingir nossas ambiciosas metas para 2020.

Somos gratos aos membros da nossa equipe, usuários, Juicers e toda comunidade que nos apoiaram durante essa jornada. Agradecemos a parceria que desfrutamos com São Paulo e Rio de Janeiro e esperamos poder retornar a operação Lime em uma hora mais oportuna.

A operação de São Paulo será finalizada nas próximas semanas e no Rio de Janeiro nos próximos meses.

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Caleb Enyawbruce (@Enyawbruce)

O custo é alto. Se fosse mais em conta, usaria todo santo dia, pois sempre vejo num caminho que faço para o trabalho. Já as bikes da Yellow (Grin) custam apenas 1 real a cada 15 min. Aí é outra coisa…

Lucas Pinheiro (@LucasMiller)

O ruim que essa concentração de mercado nas mãos da GROW só faz com que ela cobre o que quiser, pela falta de concorrência…

Igor Oliveira (@Igor_Oliveira)

Aqui em Vitória - ES a grin / yellow tomaram umas decisões bizzaras, estava todo mundo usando as bikes e patinetes, dai fizeram uma parceria bizarra com a rappi que não funciona, tiraram todas as bikes, deixaram só os patinetes que pouca gente usa por causa do preço.

Vinicius Andrade (@Toloko)

Nunca tinha ouvido falar

Matt (@hadtohear)

Crise nos Faria Limers

Arthur Silva Vicentini (@ArthurVX)

A Rappi foi a parceira original da Grin em São Paulo.
Só que agora, aqui em SP (trabalho na região da Berrini), tem tanto os patinetes Grin (desbloqueáveis pelos apps da Grin e da Rappi) e os ex-patinetes Yellow, agora “Rappi by Grin” (desbloqueáveis apenas pelo app da Rappi), adesivados em laranja-Rappi. O problema é que os sistemas de cobrança da Grin e da Rappi são diferentes, e muita gente ficou revoltada quando os patinetes Yellow viraram “Rappi by Grin” e, dependendo da cidade, o saldo Grin deixou de ter uso para essas pessoas.
Mesmo aqui, as bikes Yellow, desculpe, “bikes amarelinhas” (desbloqueáveis pelo app Grin), estão ficando mais escassas, mas ainda existem.

Arthur Silva Vicentini (@ArthurVX)

Por enquanto ficam dependentes da Grow Mobility (Grin e Rappi by Grin), enquanto esperam pelos patinetes da Uber (já existentes em Santos - e pensei que iam usar a marca JUMP por aqui, mas não, usam a marca Uber mesmo).

Vinicius Fukner (@Vinicius_Fuckner)

Sem dúvidas a tendência é continuar nesse caminho da ‘micro mobilidade’, mas na minha opinião os patinetes elétricos tem vida curta.

@RODRIGO

Monopólio é terrível mesmo!!

Ricardo (@ricardop)

Falando em patinetes, sou do interior e quando viajei pro Rio ano passado, fiquei indignado com a quantidade de patinetes espalhados por aí. Seja no calçadão da praia ou em qualquer lugar das calçadas nos bairros. Tu tem que caminhar desviando de patinetes! Não gostei!