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PinePhone é um celular de US$ 150 que roda Linux

Distribuição Linux do PinePhone deve ser instalada pelo usuário

Emerson Alecrim Por

Você paga US$ 150 por um smartphone e, quando o produto chega, descobre que precisa instalar um sistema operacional nele. Tudo bem para você? Se a resposta for sim, o PinePhone, da Pine64, pode ser a opção ideal para o seu perfil: o celular foi desenvolvido para rodar Linux, mas é você quem deve instalar uma das distribuições disponíveis.

Pine64 PinePhone

A razão disso é que o PinePhone foi projetado para desenvolvedores e, sobretudo, entusiastas do Linux. O aparelho sai de fábrica apenas com um sistema de teste que permite ao usuário verificar se o hardware está funcionando corretamente. A escolha e a instalação do sistema operacional ficam a cargo do comprador.

No site da Pine64, o usuário encontra links para seis opções de distribuições Linux:

  • postmarketOS
  • Ubuntu Touch
  • Sailfish OS
  • Maemo Leste
  • LuneOS
  • Manjaro

A imagem da distribuição deve ser passada para um microSD. Depois, é necessário conectar o cartão ao PinePhone e ligá-lo. O processo de boot identificará o microSD para dar início à instalação.

Mas é preciso ter em mente que nenhuma dessas distribuições está realmente pronta para o PinePhone. Todas as seis opções estão em fase "alpha" de desenvolvimento para o aparelho. Não por acaso, a própria Pine64 destaca que a novidade é voltada a entusiastas com "ampla experiência em Linux".

O hardware do PinePhone está longe de ser poderoso, mas deve garantir a diversão dos escovadores de bits de plantão: as especificações incluem tela HD de 5,95 polegadas, processador quad-core Allwinner A64 de 1,2 GHz, GPU Mali-400, 2 GB de RAM, 16 GB de armazenamento e câmera traseira de 5 megapixels.

Pine64 PinePhone

Um detalhe interessante é que, ao remover a tampa traseira do PinePhone, o usuário encontrará um pequeno conjunto de pinos compatíveis com I2C e GPIO para conexão de outros componentes ao aparelho. Ali também é possível encontrar um conjunto de seis chaves que permite ativar ou desativar modem ou microfone, por exemplo.

O PinePhone vai ser disponibilizado a partir desta semana no site da Pine64 por US$ 149,99, inicialmente na versão para desenvolvedores, de codinome Braveheart. Para os próximos meses, a empresa também planeja lançar um tablet baseado no Linux, o PineTab.

Com informações: Ars Technica.

Pine64 PinePhone — ficha técnica

  • Tela: IPS LCD de 5,95 polegadas, formato 18:9 e resolução de 1440×720 pixels
  • Processador: Allwinner A64 de 1,2 GHz (quatro núcleos Cortex-A53)
  • GPU: Mali-400
  • RAM: 2 GB de LPDDR3
  • Armazenamento: 16 GB expansíveis com microSD de até 2 TB
  • Câmera traseira: 5 megapixels
  • Câmera frontal: 2 megapixels
  • Bateria: 2.750 mAh, removível
  • Conectividade: fones de ouvido, USB-C, Bluetooth 4.0, Wi-Fi 802.11n, GPS, Glonass, 4G
  • Sensores: acelerômetro, giroscópio, proximidade, luminosidade, bússola
  • Dimensões e peso: 160,5 x 76,6 x 9,2 mm, 185 g
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Comentários da Comunidade

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Tiago Jeronimo

Finalmente chegou o ano do Linux? :joy:

LekyChan

ué, todo celular Android já “roda Linux” já que o núcleo do sistema é um kernel Linux.

 • 令和 • Ward'z de Souza 🇯🇵🎌🦊🔥 - Risonho e Límpido

Distribuição Linux do PinePhone deve ser instalada pelo usuário.

Francisco

O IOS é baseado no MacOS, que é baseado no Darwin, esse que nasceu de uma mistura de FreeBSD com outro Kernel.

Android não usa quase nada de GNU, ele usa BusyBox. Também não é baseado no OpenMoke, é impossível criar tudo aquilo em 1 ano (diferença de idade deles) e o projeto do Android foi iniciado em 2005. Isso tá cheirando a conversinha de forum xiita… Google é teu aliado, cara. Escutar xiita não leva a lugar nenhum, só traz desinformação.

Ah, e sobre o dpkg no IOS, ele é apenas um gerenciador de pacotes, não é fundamental pro funcionamento do sistema, ou seja, ter ele em IOS com jailbreak não significa que seja baseado em Debian, aquilo só é um port.

Fábio Augustus

Caramba! Processador da Allwinmer é complicado…

Sérgio

Muita coisa que o Linux tem são ports do UNIX, em que de fato o iOS (e o MacOS X) são baseados. Então quem tá precisando estudar por aqui é você. Aliás muita coisa do Linux é adaptação do UNIX. E quando se faz o fork de algo, você obrigatoriamente tem que manter as licenças originais (principalmente a GPL). Por isso o Google está investindo tempo no Fuchsia: pra ficar livre da GPL e do kernel Linux.

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