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Wine 5.0 melhora desempenho de jogos para Windows no Linux

Wine 5.0 acaba de ser lançado e traz cerca de 7.400 mudanças

Emerson Alecrim Por

O Wine 5.0 em versão estável acaba de ser lançado e vem com a missão de melhorar ainda mais a experiência dos usuários que querem rodar jogos do Windows em distribuições Linux. Para tanto, a nova versão traz, entre seus recursos, suporte a múltiplos monitores e à API gráfica Vulkan 1.1.

Para quem está por fora do assunto, o Wine é um sistema que permite rodar softwares para Windows no Linux, basicamente. É possível executar vários tipos de programas (embora nem sempre com desempenho aceitável), como ferramentas de escritório e editores de imagem. No entanto, boa parte dos usuários recorre ao Wine para rodar jogos em sua distribuição Linux favorita.

Desenvolvido ao longo de um ano, o Wine 5.0 é uma resposta a essa demanda. A nova versão traz recursos que devem aumentar a performance dos jogos ou melhorar a compatibilidade com determinados títulos.

Wine - ilustração (imagem: Bleeping Computer)

Um dos recursos é o suporte a módulos integrados em formato PE (Portable Executable). Sistemas de proteção contra pirataria podem impedir que os jogos mais modernos rodem em um ambiente Windows que não é real. Com o formato PE, espera-se que o Wine consiga fazer o game ser executado como se, de fato, estivesse em um ambiente Windows legítimo.

Outra novidade é o suporte à configuração de múltiplos monitores, muito interessante para jogos de corrida, por exemplo.

A reimplementação das bibliotecas XAudio2 como FAudio e a compatibilidade com a API gráfica Vulkan 1.1 (versão que adiciona, entre outras características, suporte a várias placas de vídeo) também fazem parte das novidades.

Essas são apenas os principais atributos do Wine 5.0. Estima-se que a nova versão traz 7.400 mudanças entre aperfeiçoamentos e correção de bugs.

Há mais informações sobre o Wine 5.0 no site da WineHQ. Vale destacar que a ferramenta também conta com versões para Android e macOS.

Com informações: Bleeping Computer.

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@bkdwt

De 2015 pra cá houve um tremendo aumento no desenvolvimento do Wine, principalmente depois que o DXVK foi criado e depois que empresas grandes como a Valve, por exemplo, começaram a fazer parte do desenvolvimento.

Nós usuários do Wine só temos a agradecer.

Emerson Alecrim (@Alecrim)

Yep. E é interessante como eles estão lançando uma versão estável no começo de cada ano.

Eu (@Keaton)

Como anda a facilidade de rodar coisas no Wine? Digo, só pra jogo ou dá pra rodar softwares mais complexos tipo o Photoshop CC 2019?

Sérgio (@trovalds)

Ainda prefiro as coisas nos seus devidos lugares, sem gambiarras. Não que o Wine tenha os seus méritos e que a AMD esteja investindo pesado no Vulkan pra que as coisas aconteçam no Linux. Vai ser sempre mais uma camada de processamento pro processador lidar. Agora que a AMD parece que vai virar o jogo também no mercado de placas de vídeo, o Linux (desktop) de repente ganhe mais alguma força. Claro, no dia que a comunidade parar com a guerra de egos pra ver quem tem o melhor Desktop Enviroment e focar no usuário.

Daniel R. Pinheiro (@DiFF7Skyns)

O uso do Wine é que nem os veganos que ingerem alimento com gosto semelhante ao de carne. Não é a mesma coisa, mas…

Felipe Teodoro (@Felipe_Teodoro)

Hahahahaha HAUSHAISHAISHAISHSIAHS
Essa foi boa.

@bkdwt

Só pra lembrar que o Wine não é um emulador.

Agronopolos Brazzi (@Agronopolos)

Bom saber que tem essa opção para jogos

@ksio89

Hahaha, analogia perfeita!

Eu (@Keaton)

Vixi… Só melhorou pra jogo pelo jeito… só vejo software antigo. =(

Leandro Alves (@KILLME)

23:59: Nossa, que triste você ter que rodar virtualização para desenvolver no Windows, credo.
00:00: Nossa que lindo rodar jogos no Linux, que revolucionário esse Wine.

Fernando Jorge Mota (@fjorgemota)

Bom, o Wine não é um software de virtualização, então não faz sentido o que tu tá falando. Tudo o que o Wine faz, de fato, é literalmente fazer o processador iniciar o processamento do executável no lugar certo quando o processamento é iniciado (visto que o Windows usa um formato de executável um pouco diferente do Linux) e, depois, implementar as funções que o Windows implementa (incluindo aí bibliotecas dinâmicas, como o próprio DirectX) usando funções do…Linux.

Na prática, isso reflete que há, sim, um pequeno overhead no processamento das instruções, mas é algo MUITO MENOR que o de uma máquina virtual ou qualquer outra prática de virtualização pois ele não precisa simular um processador, nem memória RAM, nem HD e nem absolutamente nada além de traduzir as chamadas às funções do Windows para funções do Linux diretamente em tempo de execução, tal como se fosse uma biblioteca extra rodando mesmo.

Fernando Jorge Mota (@fjorgemota)

Vai ser sempre mais uma camada de processamento pro processador lidar.

Essa “camada” de processamento é só uma pequena tradução de chamadas Windows -> Linux, como o meu comentário explica aqui. No final das contas, é algo bem pequeno e bastante insignificante em processadores modernos.

Claro, no dia que a comunidade parar com a guerra de egos pra ver quem tem o melhor Desktop Enviroment e focar no usuário.

Sobre isso, essa guerra só existe pois cada desenvolvedor envolvido tem uma visão diferente sobre o que é o melhor Desktop Environment para o usuário, o que, se você parar para pensar, faz até um certo sentido: O que seria o melhor DE para o usuário? Um DE mais leve? Um DE mais robusto? Um DE que foca em trazer ferramentas que o usuário pode querer? Um DE sem ferramenta alguma (visto que alguns usuários podem considerá-las bloatware)? Não tem uma resposta única para essa pergunta, eu diria, até porque cada DE tem diferentes requisitos e focos. No geral, se você vem do Windows, o KDE Plasma é o melhor DE para você, mas mesmo ele não roda em todas as configurações com a performance esperada, e aí surge outras opções, tipo LXDE, por exemplo, para suprir essa demanda.

Uma coisa é certa: não é algo simples de se resolver e, se o que o Windows faz de ter apenas uma única opção parece funcionar, é justamente pois as pessoas estão acostumadas com a ideia de “se o Windows não parece estar rodando direito, eu só preciso de um hardware melhor para fazer rodar”.

Leandro Alves (@KILLME)

O meu comentário trás a tona a hipocrisia de alguns usuários Desktop de Linux que tem “nojinho” de quando algum desenvolvedor utiliza Windows com Linux virtualizado para desenvolvimento.

Criticam a “gambiarra” enquanto fecham os olhos para a outra “gambiarra”.

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