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Yellow e Grin: quadrilha furtava patinetes em São Paulo para revender na internet

Sete pessoas foram detidas por furtarem patinetes elétricos da Yellow e Grin; empresa encerrou aluguel em 14 cidades

Felipe Ventura Por

Sete pessoas foram detidas nesta quarta-feira (22) pela Polícia Civil de São Paulo, acusadas de furtarem patinetes elétricos da Yellow e Grin e revendê-los na internet por cerca de R$ 600. Elas serão indiciadas pela prática de furto qualificado e associação criminosa. A Grow, empresa responsável pelas duas marcas, encerrou as atividades em 14 cidades, mas continua presente na capital paulista.

Patinete Grin

Policiais civis apreenderam seis patinetes, cerca de 15 carregadores de baterias, duas réplicas de pistolas e munições de calibres diversos. Eles cumpriram mandados de busca e apreensão nas zonas leste e oeste de São Paulo e na região de Osasco.

Segundo o Agora, as investigações começaram no final de 2019. Em 10 de novembro, um funcionário da Grow foi detido com quatro patinetes e levado à delegacia; os veículos estavam na região do Itaim Paulista, zona leste da cidade. O colaborador foi demitido. Em 27 de dezembro, ele foi detido novamente enquanto andava com outro patinete furtado e sem GPS.

A Grow suspeitou que alguns funcionários e terceirizados haviam formado um esquema de furto. A empresa realizou entrevistas para obter mais informações e, segundo o UOL, um dos empregados revelou como a quadrilha operava:

  • o GPS era retirado dos patinetes;
  • o veículo era levado para casa e modificado (pintado de outra cor, por exemplo);
  • carregadores de bateria eram furtados dos galpões da empresa;
  • os patinetes eram revendidos na internet por cerca de R$ 600.

A polícia afirma que um integrante da quadrilha compareceu ao 50º DP, no Itaim Paulista, e admitiu ter furtado os três patinetes apreendidos em sua casa. Ele também confirmou a existência do esquema criminoso e revelou quem eram os outros membros.

patinete

Os patinetes furtados pela quadrilha (Polícia Civil)

Grin e Yellow: sem patinetes nas zonas norte e leste de SP

Por razões estratégicas, a Grow diz que não divulgará quantos patinetes foram furtados nem quanto prejuízo isso causou. “Esse inquérito corre em sigilo e foi aberto com base em informações colhidas pela empresa em sindicância interna e repassadas às autoridades policiais”, explica a empresa em nota à imprensa.

Desde 1º de janeiro de 2020, Grin e Yellow suspenderam sua operação nas zonas leste e norte de São Paulo. A Grow afirma em comunicado que “a atuação da empresa deixou de ser sustentável na região, o que estava comprometendo a qualidade do serviço oferecido”. Ela diz que se trata de algo temporário e planeja voltar a atender os usuários “o mais breve possível”.

E, nesta semana, a Grow anunciou que irá retirar os patinetes elétricos de 14 cidades brasileiras, além de suspender temporariamente o aluguel de bicicletas em todo o país. Os patinetes da Grin, Yellow e Rappi continuarão a circular em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Com informações: Polícia Civil, Agora, UOL.

Comentários da Comunidade

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@ksio89

Tem coisa que só funciona em país civilizado, o que não é caso do Lisarb.

Lucas Bonfim

Brasil sendo Brasil. Tanta imaginação para tanta coisa errada.

Eu

“This is why we can’t have nice things”.meme.gif

@teh

Filhas da puta. Tinha que investir pesado em segurança e localização e deixar bem claro o que acontece com quem rouba essas coisas.