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Privatização dos Correios: UPS teria interesse em comprar estatal

Plano de privatização dos Correios ainda não foi definido, mas UPS já estaria de olho

Emerson Alecrim Por

No radar de privatizações do governo de Jair Bolsonaro, os Correios aparecem em posição de destaque. O futuro da estatal deverá ser traçado nos próximos meses. Enquanto isso, interessados em assumir a companhia começam a aparecer. Um deles é a gigante americana UPS.

Carro híbrido da UPS

Pelo menos é o que aponta o Valor Econômico. De acordo com o veículo, o presidente global da UPS, Nando Cesarone, teria conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na recente edição do Fórum Econômico Mundial. Fontes do governo relataram que, no encontro, o executivo manifestou interesse pelos Correios.

Há boas chances de que esse interesse seja real, afinal, a UPS é uma das maiores empresas de logística do mundo. Centenária (foi criada em 1907) e com sede nos Estados Unidos, a companhia está presente em mais de 200 países (incluindo o Brasil, é claro).

A manifestação de interesse teria sido feita depois que Guedes e a secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, apresentaram a lista de concessões e privatizações do governo brasileiro. Especificamente sobre os Correios, o ministro comentou que a privatização vai ocorrer, no máximo, até 2021.

Correios

Paulo Guedes também ressaltou que a venda da estatal será feita de modo integral ou parcial. Ainda não há certeza porque o processo de privatização dos Correios está em fase de estudos, sobretudo pelo BNDES, que avalia a viabilidade e a modelagem do negócio.

Um parecer técnico a respeito da privatização dos Correios só deverá ser divulgado no último trimestre do ano. Enquanto isso, funcionários e políticos contrários à proposta tentam, por meio de campanhas e outras ações, impedir que a empresa deixe de ser uma estatal.

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 • 令和 • Ward'z de Souza 🇯🇵🎌🦊🔥 - Risonho e Límpido (@Wardz_de_souzA)

Eu prefiro a Amazon.

Ela vai ter a capacidade logística para enviar toda a infra e funcionários para Pompeia e jogar lá dentro.

Depois vai poder recomeçar do zero.

Mas se a UPS tiver a mesma capacidade, eu já fico satisfeito.

Pierre (@pierrediniz)

Se é pra tirar um serviço lixo e botar outro, que deixe os Correios mesmo.

Já tive dor de cabeça mais de uma vez com a UPS e a burrocracia deles. Agora mesmo quase usei todo meu estoque de “fuck” e “shit” pra reclamar de uma encomenda que tá a 120 dias parada na ginga e nem sequer foi despachada pra alfândega, ainda. Isso que escolhi o armazém US da Banggood porque o prazo de entrega era de 15 a 20 dias, contra 45 da China.

Espero que a Amazon chegue passando o carro na concorrência e compre os Correios.

@ksio89

Também prefiro que seja a Amazon que compre esse cabide de emprego estatal.

Leandro Alves (@KILLME)

Amazon tem chances de melhorar o serviço, ainda mais se utilizar o esquema de terceirizar as entregas como faz nos EUA.

Aqui na minha região tem um esquema interessante das transportadoras: Tem um galpão privado onde o dono vai buscar encomendas em uma cidade grande próxima de várias transportadoras e faz essas entregas na região, dispensando as transportadoras de ter um depósito na região.

Marcos Silva (@Marcos_Silva)

Interessante considerar o que diz a ADCAP a respeito:

O BRASIL NÃO É FEIRA LIVRE

O fato de “haver interessados em comprar” não justifica uma privatização. Antes de haver um comprador disposto, é necessário haver uma decisão de vender, tomada por quem tem competência para isso e devidamente motivada.

Certamente teríamos compradores para a Amazônia se quiséssemos vende-la. Da mesma forma, nossos rios poderiam ser um ótimo ativo para quem olha o futuro e percebe que água potável será muito valiosa em poucos anos. A cadeira da Presidência da República também seria atrativa, se pudesse ser colocada à venda. Enfim, não é a presença de comprador interessado que motiva a venda de qualquer bem público, afinal não somos uma feira livre, mas sim um país.

A presença de compradores interessados na verdade deveria motivar uma preocupação, afinal se há interessados é porque nosso bem tem valor.

A Suno Notícias publicou hoje que a UPS tem interesse em comprar os Correios. O vazamento conveniente chega num momento em que questionamos a série de mentiras que autoridades do governo tem plantado na mídia sobre os Correios, na ânsia de sustentar a intenção de privatizar a estatal.

Não sabemos se a notícia procede mesmo ou se foi oferecida por algum assessor do Ministério da Economia para tirar o foco dos questionamentos que estamos fazendo sobre as mentiras que vêm sendo apresentados à sociedade a respeito dos Correios, mas nunca tivemos dúvida de que haveria uma fila de interessados se a empresa fosse colocada à venda, pois de fato ela tem valor e, exatamente por isso e porque tem uma missão pública muito importante a cumprir, não deveria ser vendida.

Os brasileiros dispõem de um serviço postal universalizado, que alcança todo o país, com qualidade elevada (acima de 98% de qualidade geral) e com tarifas abaixo da média mundial. Por que os brasileiros deveriam, então, ser condenados a passar pelo calvário que vivem hoje os portugueses após a privatização do CTT, seguida do fechamento de agências e de uma brutal elevação de preços?

Até mesmo os concorrentes sabem da importância dos Correios, pois utilizam sua infraestrutura capilar para complementar os serviços que oferecem a seus clientes.

Os Lesa-Pátria que se apressam a tentar justificar o que não encontra respaldo técnico, econômico ou social, precisam ter suas intenções barradas pelo Congresso Nacional, que saberá evitar que aquilo que os brasileiros levaram mais de 350 anos para consolidar seja vendido como banana em feira livre.

O Brasil não pertence a um partido ou governo. Pertence aos brasileiros.

ADCAP – Associação dos Profissionais dos Correios

Lucas Bonfim (@Lukas_Bonfim)

O problema hoje é que só existe o correios e só pode ter os correios. O que eu espero de verdade desta privatização não é somente que seja privatizado, mas que isso possa abrir portas para outras empresas entrarem de vez no mercado, e não somente fazerem certos tipos de entregas.
Empresas como Fedex, UPS e outras, são extremamente caras aqui no BR, o que torna inviável.
Bom pelo menos essa é a minha opinião sobre o tema.

Gabriel R (@RezendeComZ)

Eu realmente queria saber quem vai entregar as cartas. Todo país desenvolvido tem uma empresa estatal para garantir justamente a livre concorrência de encomendas.
Nos EUA tem o US Mail, no Reino Unido tem o Royal Mail, etc. Que não são tão bons mas entregam conta de luz e cartas nos extremos.
Achar que UPS ou Fedex vai entregar carta no interior dos estados sem repassar o “preju” para os outros clientes é não acreditar em capitalismo.

Prefiro um estado que abra concorrência para outros, hoje tem Fedex, UPS, Loggi, Rappi, mas muita gente usa o Sedex pq é mais barato em ALGUNS lugares. Se é para ter concorrência que venham mais empresas, e não suma com uma que segura o preço das encomendas de outras empresas.

Vou adicionar aqui que correio só deu prejuízo na época da péssima administração da Dilma, é quase regra dar lucro.

Nunca se perguntaram pq os EUA tem correio estatal e muita livre concorrência? Nem saúde pública existe, mas correio é estatal. Será que o Brasil é muito esperto e manja muito de capitalismo e os EUA são comunistas?

Leandro Alves (@KILLME)

Então, mas já parou para se perguntar se eles gostam do serviço dos “correios” deles?

Marcos Silva (@Marcos_Silva)

No Brasil, qualquer um pode abrir uma empresa de entrega de encomendas e começar a trabalhar no outro dia. Por isso, há milhares de empresas assim, concorrendo entre si.
Por estar já instalado no Brasil todo, ter um volume grande de encomendas e não estar focado apenas em maximizar lucros, os Correios são a melhor opção para muita gente, incluindo especialmente as pequenas empresas de comércio eletrônico e os próprios concorrentes dos Correios (inclusive os grandes), que usam a estatal para chegar nos locais mais afastados.
Os Correios são mais que uma estatal comum; são uma infraestrutura, que democratiza o acesso ao serviço e barateia o frete para muitos. Além disso, não depende de recursos do Tesouro.
Para que mexer nisso? Vejam o que está acontecendo em Portugal, onde o correio foi privatizado, a população está nas ruas protestando contra o fechamento de várias agências e os preços de carta subiram quase 50%. É isso que queremos por aqui?

 • 令和 • Ward'z de Souza 🇯🇵🎌🦊🔥 - Risonho e Límpido (@Wardz_de_souzA)
epoca.globo.com Como os Correios criaram uma máquina de ações judiciais para manter monopólio

Os Correios usam um exército judicial para afastar qualquer ameaça de serviço alternativo bom para o consumidor – e, assim, garantir seu monopólio sobre o serviço de entregas no Brasil

@guipolonca

Único sensato aqui no meio dos raivosinhos

Lucca (@lucca)

Se for vendida, que seja para uma empresa BRASILEIRA. Achar que aumentar a presença mundial da UPS e Jeff Bezos seja bom é piada.

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