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Correios, Telebras, Dataprev e Serpro serão privatizados em 2021, diz governo

Correios e Telebras ainda não foram incluídos formalmente no Programa Nacional de Desestatizações

Victor Hugo Silva Por

A privatização de Correios, Telebras, Dataprev e Serpro acontecerá em 2021, se depender dos planos do  governo. O prazo foi divulgado pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar.

Correios

Em evento do banco Credit Suisse, Mattar apresentou o calendário com as privatizações planejadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A lista tem 15 estatais, que deverão ser privatizadas até 2022.

Entre as empresas no calendário, estão as vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, como Correios, Telebras e Ceitec (de semicondutores). Há, ainda, as estatais ligadas ao Ministério da Economia, como Serpro e Dataprev.

Este é o calendário de privatizações do governo com base no planejamento do BNDES:

  • Agosto de 2020: ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias)
  • Outubro de 2020: EMGEA (Empresa Gestora de Ativos)
  • Dezembro de 2020: Casa da Moeda
  • Janeiro de 2021: Nuclep (Nuclebrás Equipamentos Pesados)
  • Fevereiro de 2021: Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada)
  • Abril de 2021: Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo)
  • Abril de 2021: Ceasaminas (Centrais de Abastecimentos de Minas Gerais)
  • Junho de 2021: Serpro
  • Junho de 2021: Dataprev
  • Junho de 2021: Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo)
  • Julho de 2021: CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos)
  • Julho de 2021: Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre)
  • Julho de 2021: Telebras
  • Dezembro de 2021: Correios
  • Janeiro de 2022: EBC (Empresa Brasil de Comunicação)

Das 15 empresas no calendário, 11 já fazem parte do Programa Nacional de Desestatizações (PND). Para isso, suas privatizações foram aprovadas no conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Os casos dos Correios, da Telebras, da EBC e da Ceitec ainda serão analisados pelo PPI.

Vale destacar que o PPI não trabalha com o mesmo calendário do BNDES. O planejamento da secretaria, que inclusive está sendo divulgado a investidores, aponta para a privatização de cinco ou seis estatais ainda em 2020.

Além da ABGF, da EMGEA e da Casa da Moeda, o PPI trabalha com a privatização da Ceagesp, da Ceasaminas e da Eletrobras este ano. A equipe econômica do governo, no entanto, deverá seguir o calendário do BNDES.

Com informações: Gazeta do Povo.

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Murilo Mello (@Murilo_Mello)

A maioria dessas privatizações já parecem um erro, pelo que foi divulgado até agora. Mas privatizar o Serpro e o Dataprev já é outro nível de tolice.

Anayran Pinheiro de Azevedo (@oggvaldo)

Engraçado o governo não por logo a EBC para venda, parece que curtiram ter uma emissora pra ficar fazendo propaganda… Cada dia que passa vejo mais e mais similaridades entre esse governo e os passados, dá pinta de liberal mas só enganou galera que caiu no canto da sereia…

Anayran Pinheiro de Azevedo (@oggvaldo)

Quais não seriam erradas na sua opinião?

Murilo Mello (@Murilo_Mello)

Ao meu ver, algumas seriam menos críticas que outras, como a CBTU e a Ceagesp.
Apesar de muitas pessoas pensarem na eficiência e na lucratividade dessas estatais, eu acredito que todas são empresas importantes pois tem como objetivo principal o serviço ao povo e ao bem-estar social.

Leandro Alves (@KILLME)

Falta muita coisa ainda, mas já é um bom começo.

@teh

Ele vive criticando a EBC, mas falou que os custos de desligamento seriam enormes, alem disso são funcionários publico. Lamentavel…

@teh

Ótimo.
20caracteres

Léo (@leo_oliveira)

Realmente complicado a privatização do Serpro e Dataprev, mas reconheço que as duas não possuem mais espaço para crescimento enquanto continuarem nas mãos do Estado.

O que me preocupa é com o tipo de dados que elas trabalham, visto que as duas são parte crítica da infra de TI do país e tornar isso de propriedade privada é f*da, já que a caracterização como estatal faz com que nenhuma delas precisem do consentimento do cidadão para coletar, analisar e quantificar dados, o que já muda totalmente se elas passarem para a iniciativa privada (LGPD pra quê?). Eu poderei dizer que não quero que meus dados sejam coletados? Fica o questionamento…

Esperar para sair o edital de ambas e analisar bem o que está especificado ali

 • 令和 • Ward'z de Souza 🇯🇵🎌🦊🔥 - Risonho e Límpido (@Wardz_de_souzA)

CBTU me faz pensar que pode acelerar a reutilização das linhas férreas que foram desativadas com o passar das décadas.

Aqui em SP, quando a FEPASA era a empresa responsável, ela tinha linhas intermunicipais e interestaduais.

A CPTM tá ensaiando um retorno disso, testando linhas que vão para Santos e Sorocaba, mas está MUITO lento, como tudo o que é estatal.

🤷‍♀️ (@xavier)

Exatamente!
O Brasil deveria reativar/reconstruir boa parte de sua linha férrea, mas somente com essas privatizações não sei se mudará muito o cenário.

O nosso ilustríssimo presidente lambe botas do Trump, deveria pegar como exemplo os EUA, que tem uma malha ferroviária que corta o país inteiro, tanto de passageiros como carga. A mobilidade aqui seria muito melhor se tivéssemos algo parecido.

 • 令和 • Ward'z de Souza 🇯🇵🎌🦊🔥 - Risonho e Límpido (@Wardz_de_souzA)

Com certeza vai acelerar o processo.

A malha ferroviária está lá, mas ou foram abandonadas ou são utilizadas para transporte de carga exclusivamente.

Óbvio que muita malha vai ter que ser substituída, mas ao menos não vai ter entraves como licenças ambientais nas já existentes.

E se for como a Linha 4-Amarela do Metrô de SP, vai ser uma construção rápida e com poucos problemas operacionais.

Lugi lanzii (@Lugi_lanzii)

Privadas continuarão como objetivo de serviço ao povo e bem estar e até com melhores serviços.

Reinaldo Boson (@Ticano)

No relatório da diminuição do rombo do déficit do governo as empresas públicas estão lá, junto com o aumento da arrecadação e as cessões onerosas ajudando a diminuir o buraco, só administrar bem que o negócio é uma mina de dinheiro…
Em vez de vender, faz um choque de gestão, tira político vagabundo e o bando de assessores que ganham o dobro do funcionário concursado, enxuga a empresa que foi toda inchada pelo governo anterior e a “magia” acontece, porque capacidade têm de sobra…
Outro dia estavam estudando incorporar a Dataprev ao INSS, agora tem até data para vender. Acho que os caras estão é perdidos, principalmente esse Salin Matar que falou que o Serpro valia R$ 180.000.000,00 quando isso é o valor só de alguns servidores que estão rodando alguns dos 5.000 sistemas do governo srsrsrsrs. É de doer o nível de informação desses caras.

Reinaldo Boson (@Ticano)

Empresa privada visa o lucro, único e exclusivamente, bem estar da população só se for pagando muito bem.
Vou contar uma história aqui: O governo Temer (tentam privatizar o Serpro desde sempre, Collor quase vendeu e o processo trabalhista e legal rola até hoje e já custou milhões para empresa por decisões políticas tomadas erradas, contra o parecer dos técnicos) encomendou um estudo orçando tirar o SIAFI, SIAPE e SIGPLAN (que cuidam da folha de pagamento e da contabilidade do governo, custos, e tudo que envolve grana) do Serpro e passar para a iniciativa privada. Pois bem, o tal estudo, conduzido pelo BNDES, informou que a prestação desses serviços por outra empresa, custaria 10,2 vezes o valor pago ao Serpro, sem contar a enorme complexidade de migrar/repassar os dados para elas… e o projeto foi devidamente engavetado. Pessoal aqui adora falar como se iniciativa privada fosse solução para tudo, quando não é sempre assim, pelo contrário, tem coisa que não faz. Dentro destas empresas públicas, “orbitam” centenas de empresas privadas e suas soluções para atender determinada necessidade do governo, são parcerias que funcionam e se passarem totalmente para a mão do privado pode não ser mais assim. IBM, HP, Google, Amazon, Schneider, Huaway, Microsoft, centenas de milhares de desenvolvedores internos e externos nas mais diversas plataformas e linguagens, é um mundo de gente e soluções, para citar apenas uma fração disso tudo que é o Serpro. Enfim, o conceito do liberalismo está sendo seguido a risca, meu maior temor é o risco disso tudo, vide o enorme problema que já está dando no INSS e a desculpa esfarrapada de que ta faltando é gente, na realidade é a Dataprev e toda a insegurança criada pelos políticos com a sua venda. Quem paga, são os velhinhos, os inválidos, os que perderam o emprego que não conseguem ter acesso aos seus direitos e estão sofrendo um absurdo com tudo isso população que se lasca.

Leandro Alves (@KILLME)

Vamos lá:

Governo Temer é o governo Dilma, pois era o vice dela. “custaria 10,2 vezes o valor pago ao Serpro” carece de fontes. Sim, a iniciativa privada é a solução para tudo e não um monte de burocratas dentro de uma sala dando canetadas. Se o processo é tão oneroso e burocrático tá mais que na hora de simplificar. Todos os países que seguiram o liberalismo nem que seja por algum tempo prosperaram. O problema do INSS não é de agora e nunca foi, o Brasil sempre teve problemas. Alarmismo desnecessário, “o que vai ser dos velhinhos”, “vamos todos morrer”, “o mundo vai acabar”, etc.

Tudo que fizemos até agora no Brasil está na cara que não deu certo. Vamos ter que experimentar o liberalismo, igual aos países desenvolvidos fizeram.

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