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Motorola Razr quebra ao ser dobrado 27 mil vezes; fabricante contesta

Máquina conseguiu dobrar Motorola Razr 27 mil vezes; fabricante diz que teste não corresponde à realidade

Emerson Alecrim Por

Um dúvida que, cedo ou tarde, deve aparecer para todo dono do Motorola Razr: quantas vezes a tela do aparelho pode ser dobrada antes de apresentar defeito? A CNET tratou de fazer o teste e constatou que esse número é de 27 mil vezes. Só tem um detalhe: a Motorola não gostou nem um pouco desse experimento.

Motorola Razr (2019) - Celular dobrável

Um trecho do teste, feito com uma máquina chamada FoldBot, pode ser conferido no vídeo abaixo. O equipamento foi configurado para abrir e fechar o Motorola Razr em ritmo frenético até o celular apresentar algum sinal de desgaste ou dano como resultado desse procedimento.

A Motorola nunca forneceu uma estimativa de durabilidade da dobra da tela do Razr, mas observou que o componente deve funcionar corretamente por pelo menos dois anos. Só que o teste da CNET indica que esse período pode ser muito menor.

Após aproximadamente três horas e meia de teste, a FoldBot não conseguia mais dobrar totalmente o Motorola Razr. Como já dito, o componente ficou danificado após ter sido dobrado por cerca de 27 mil vezes — a expectativa era a de que esse número chegasse a 100 mil vezes.

Curiosamente, a tela continuou funcionando. A dobra é que não aguentou. O resultado sugere que, se o usuário abrir e fechar o Motorola Razr entre 80 e 150 vezes por dia, o aparelho poderá apresentar defeito em um intervalo entre seis e 12 meses de uso. É óbvio que essa não é uma previsão interessante de durabilidade.

Não demorou para a Motorola reagir. No Twitter, a companhia declarou que a máquina usada pela CNET não foi devidamente projetada e calibrada para o modelo. “O resultado desse teste não reflete a durabilidade do Razr”, concluiu.

De fato, a própria CNET admite que a máquina de teste é a mesma que foi desenvolvida para dobrar o Galaxy Fold (na ocasião, o modelo da Samsung quebrou após ser dobrado 120 mil vezes), portanto, a adaptação pode não ter sido adequada.

Além disso, também é necessário levar em conta que a CNET testou apenas uma unidade e que o ritmo acelerado de dobragens pode ter causado um efeito danoso que não se manifesta em condições normais de uso.

Por conta desses fatores, não é prudente considerar este um teste de referência. Mesmo assim, admito: é difícil se desvencilhar da sensação de que, para um celular que custa US$ 1.499 (R$ 8.999 no Brasil), o resultado deveria ter sido melhor.

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imhotep (@imhotep)

Concordo com a Motorola.

Abrir e fechar em ritmo frenético vai esquentando o material que se dobra, o que não corresponde a um uso normal no dia a dia.
De qualquer forma, é tecnologia nova e vai evoluindo ao longo do tempo.

Se fosse a Apple iria falar q vc está “usando errado”.

 • 令和 • Ward'z de Souza 🇯🇵🎌🦊🔥 - Risonho e Límpido (@Wardz_de_souzA)

O teste de abrir e fechar do Fold foi em ritmo lento mas constante, justamente para não causar o problema de esquentar as peças como o @imhotep falou.

A verdade é que qualquer peça móvel, inevitavelmente quebrará.

Mas eu acho que ele vai aguentar ao menos uns 2 anos tranquilamente, a não ser que a pessoa seja muito louca de ficar abrindo e fechando o dia inteiro.

Higo Ferreira (@higoff)

Sei lá… mas hj em dia eu dou 1200 reais em um celular e quero que ele dure pelo menos 3 anos. Não me parece razoável ficar satisfeito com 2 anos de funcionamento após dar 9 mil bolsos em um aparelho.

Igor Lana de Melo (@igor_meloil)

Concordo com a Motorola, não existe ser humano que vá fazer uma condição de uso real semelhante à esse teste forçado. Não passa de clickbait pra falar q o celular é frágil (coisa que a própria Motorola avisa)

Eu (@Keaton)

o Motorola Razr entre 80 e 150 vezes por dia, o aparelho poderá apresentar defeito em um intervalo entre seis e 12 meses de uso.

Quem é que vai abrir e fechar 80 vezes por dia? Sérião mesmo… imagina 150 vezes.

Mas 27k é pouco mesmo.

Maicon Bruisma (@Maicon_Bruisma)

Eu achei o teste burro, simples assim. O Fold, como já mencionado, foi dobrado e desdobrado mais lentamente, esse teste da CNET só serviu para explicar efeitos da física, independente do material. Se a pessoa abrir e fechar 150 vezes por dia, o que acho exagerado, ela não fará a todo momento, não causará calor e desgaste no material, e vai durar bem mais. A previsão de durabilidade também é ruim, pois 2 anos é pouco, o Fold falaram 5 e acredito que durará mais, levando em conta a tela e não a bateria.

Eu (@Keaton)

Esse teste é meio meh mesmo.

Caleb Enyawbruce (@Enyawbruce)

Isto é, depois de tanta coisa a conclusão é que o teste não prova nada… Next!

Daniel (@danielzao)

80 vezes por dia - 10 vezes por hora - 1 vez a cada 6 minutos…
Tem gente que bate na casa das 300 vezes por dia fácil

@ksio89

Pra dizer que dobra 10vezes/hora/dia, você teria que usar o aparelho por apenas 8 horas? Se fosse umas 16 horas de uso, descontando 8 horas de sono, seria mais realista. Se bem que daria 1 “dobrada” a cada 12 minutos, o que ainda é pouco.

LekyChan (@LekyChan)

o Fold aguenta 200k, não seria um marketing tão bom assim

Daniel (@danielzao)

Por isso mesmo que eu digo que dá pra fazer fácil mais de 300 por dia

@ksio89

Sim, concordo, 5 dobradas/hora me parece uma frequência bem realista, eu ligo e desligo a tela do meu aparelho, que seria equivalente a dobrar a tela nesse RAZR, muito mais que isso.

Ao mesmo tempo concordo com a Motorola que ninguém vai dobrar a tela 27 mil vezes de maneira contínua, ainda acho que durou pouco.

Rafael de Paula (@Red)

Na verdade se fosse a Apple, muita gente iria dar razão pro teste com a FoldRobot.

Hemerson Silva (@Hemerson_Silva)

Duração da parte dobrável é virtualmente igual ao flat, tendo em vista que as 27 mil dobradas refletem a vários anos de uso se for contar aberturas diárias, ou seja, o desgaste momentâneo pelo esforço aplicado seria basicamente nulo. Frescura desses canais ficarem jogando merda no YouTube pra ver se causa alvoroço.

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