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WhatsApp ultrapassa 2 bilhões de usuários em todo o mundo

WhatsApp foi comprado pelo Facebook em 2014; aplicativo defende uso da criptografia de ponta a ponta nas mensagens

Felipe Ventura Por

O WhatsApp agora tem mais de 2 bilhões de usuários mensais em todo o mundo: o aplicativo, comprado pelo Facebook em 2014, é bem maior que o Messenger, Telegram e outros concorrentes. A empresa aproveitou o anúncio para defender o uso da criptografia de ponta a ponta nas mensagens.

WhatsApp / Pixabay

Em fevereiro de 2016, o WhatsApp atingiu o marco de 1 bilhão de usuários ativos mensais. Então, em fevereiro de 2018, essa base aumentou para 1,5 bilhão. E agora, em fevereiro de 2020, são 2 bilhões de pessoas acessando o aplicativo pelo menos uma vez no mês.

O Facebook, por sua vez, possui 2,5 bilhões de usuários. A empresa diz ainda que 2,89 bilhões de pessoas acessam pelo menos uma de suas plataformas todo mês: isso inclui o próprio Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp.

WhatsApp defende criptografia de ponta a ponta

"Quanto mais pessoas conectamos, maior é o nosso compromisso em proteger as informações que elas compartilham on-line", afirma o WhatsApp em comunicado. "Por isso, é mais importante do que nunca continuarmos protegendo automaticamente todas as conversas no WhatsApp com a criptografia de ponta a ponta."

Segundo a empresa, a criptografia de ponta a ponta "ajuda a proteger você contra hackers e outros criminosos digitais", e diz que ninguém pode ler suas mensagens, "nem mesmo o WhatsApp". Para ela, a proteção da criptografia de ponta a ponta "é uma necessidade; nós não abriremos mão da segurança porque isso deixaria as pessoas mais vulneráveis".

Pavel Durov, CEO do Telegram, disse em 2017 que a criptografia de ponta a ponta é "um mito criado cuidadosamente pelos esforços de marketing do Facebook/WhatsApp". O WhatsApp usa o Google Drive (no Android) e iCloud (no iPhone) para armazenar as mensagens, porém elas ficam descriptografadas.

O Telegram, por sua vez, tem servidores próprios para armazenar o histórico dos usuários, e oferece o chat secreto opcional com criptografia end-to-end. O aplicativo tinha 200 milhões de usuários em março de 2018.

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Daniel R. Pinheiro

Então, é interessante notar que a criptografia P2P é padrão no WhatsApp, porém o backup (que não tem criptografia) também é, como bem lembrou Durov. Ou seja, se você se importa em fazer backup de suas conversas, você já perde o P2P.

No mais, levando isso em consideração, teríamos que ver a relação privacidade/comodidade entre os usuários. Eu acredito que muitos não dão a mínima pra esse tipo de criptografia (eu chutaria a maioria), e já que alguns gostam, seria bom que o P2P fosse uma opção, não um padrão, pra abrir a possibilidade de salvar as conversas, mídia, etc tudo na nuvem (principalmente pra não ficar lotando a memória do celular), exatamente como o Telegram faz.

Mas infelizmente o WhatsApp parece ser feito por desenvolvedores lesados, que, em pleno 2020 não implantaram um dark mode, não tem uma autenticação por biometria decente, entre outros recursos que sempre chegam com meses e até anos de atraso. Mas eles tem que comemorar mesmo: 2 bilhões de usuários num aplicativo atrasado não é pra qualquer um…

Leandro Alves

O modo escuro para Android está funcionando normal.

PinPortal ✔️

Cara, o CEO do telegram fica reclamando do whatsapp direto, porque ele é o líder do mercado. Ele não fala do Viber, do Line, Hike, Wechat ou de qualquer outro.

Então é óbvio que ele tenta vender a imagem de que a criptografia do whatsapp é horrível e a do telegram é excelente. Essas vulnerabilidades encontradas recentemente no whatsapp foram descobertas, exatamente pela popularidade do aplicativo. Então mais desenvolvedores procuram brechas naquele app. É óbvio que o telegram também tem várias vulnerabilidades, mas entre se esforçar para descobrir uma vulnerabilidade em um aplicativo com 2 bilhões de usuários ou em outro com 200 milhões, sendo que muitos que o tem instalado, não tem como aplicativo principal de mensagens (meu caso e de muitas outras pessoas), vale mais a pena investir esforços em encontrar vulnerabilidades no whatsapp.

Se você quer migrar para um mais seguro, migre para o signal, não para o telegram. Quanto a falta de criptografia no backup, no meu caso eu desativei o backup do google. E eu acho interessante a criptografia ser por padrão. Isso populariza algo que até então era restrito para pessoas mais experientes, como pesquisadores de segurança, jornalistas em países autoritários, políticos corruptos e por ai vai. Agora, teoricamente, qualquer João da esquina pode se comunicar com amigos e parentes com mais segurança do que na época do MSN ou da ligação com telefone comum.

PinPortal ✔️

Eu entendo, só que a posição do Telegram e do Whatsapp são completamente diferentes. Você acha que seria mais cômodo para o Facebook ter o backup das conversas do Whatsapp nos seus próprios servidores ou no do Google? É que o se o Facebook implementasse isso de backup em servidor próprio, como o Telegram tem, seria mais um escândalo mundial. A mídia dizendo que é uma forma do Facebook ler as conversas dos usuários e por ai vai. O Facebook/Whatsapp pode fazer tudo que o o Telegram e outros fazem. Eles têm muito mais recursos para contratar funcionários. Analisar o código fonte do Telegram, do Signal, fazer engenharia reversa e analisar o código de apps fechados como Viber, Wechat, Line, etc e copiar as funções, criando códigos do zero (como fizeram com a função do Stories que veio do Snapchat). Só que nem sempre é interessante revolucionar e ser o inovador, apresentando novidades a cada 3 meses. Eles têm uma base enorme de usuários (2 bi é MUITA COISA). Qualquer erro e centenas de milhões de usuários podem migrar de aplicativo rapidamente. O Telegram tem 200 milhões, mas luta pelos bilhões de usuários que estão fora da plataforma deles. Então vale a pena arriscar. As posições são bem diferentes. Eu entendo os dois lados.

Claudio

Temos que admitir que, maldades a parte, de business o tio Zuck entende.

As aquisições foram certeiras até o momento:

Sentindo que o Face poderia um dia perder a relevância como plataforma de fotos, compraram o Instagram e fizeram dele uma máquina de atrair usuários.

Mais tarde, percebendo a debandada do público mais jovem para o Snapchat, tentaram a aquisição do app e, ao falhar, pinçaram cirurgicamente a melhor funcionalidade. Nascem os Stories no Instagram.

Mais uma vez, percebendo que o Messenger não vingaria como esperado e que mais importante que saber sobre o feed dos seus usuários é ter controle sobre as conversas privadas deles, eles vão lá e compram o app de mensagens mais popular em ascensão meteórica.

Na época muitos acharam U$20 Bi um valor absurdo digno de bolha (eu incluso), mas tá aí o resultado… a qualquer momento passa o próprio Facebook em número de usuários, e gerando conteúdo muito mais relevante, já que conversas privadas valem muito mais do que posts superficiais de feed (todos sabemos que o Facebook lê elas, sem falso moralismo aqui).

Matheus Alexandre

É incrível o alcance que o WhatsApp tem. Falando sério, eu não conheço ninguém com menos de 50 anos que não tem o aplicativo instalado. A praticidade que ele trouxe nenhum outro chegou aos pés.

E apesar do WhatsApp não ser o melhor em termos de recursos, ele faz o que a maioria precisa. E parando pra pensar, até faz sentido eles demorarem para lançar novas funcionalidade. Afinal de conta muita gente analfabeta ou com pouco entendimento de tecnologia usa o app. Para essa galera uma simplesmente alteração pode atrapalhar muito a usabilidade.

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