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Xiaomi discute custo Brasil e planos de fabricar celulares no país

DL Eletrônicos representa Xiaomi no Brasil; empresa acredita que brasileiros farão menos importação direta no futuro

Felipe Ventura Por

A DL Eletrônicos, que representa a Xiaomi oficialmente no Brasil, está realizando um estudo sobre a viabilidade de fabricar celulares da marca no país. Em entrevista, um executivo da empresa comenta os efeitos da alta do dólar, menciona o “custo Brasil” como um dos maiores desafios, e diz acreditar que os brasileiros farão menos importação direta no futuro.

Xiaomi Mi Store

Luciano Barbosa, head da Xiaomi no Brasil, afirma em entrevista ao Mobile Time que um dos principais desafios para a operação nacional é o custo Brasil. “As pessoas veem o preço lá fora e comparam com o preço daqui; isso acontece com outras marcas também, mas no nosso caso é um desafio grande porque a Xiaomi é conhecida pela boa relação custo-benefício”, ele observa.

O executivo entende que os consumidores querem escapar do custo Brasil. Ainda assim, ele acredita que “a compra no mercado local vai aumentar e a internacional será reduzida” no longo prazo, alegando que a maioria das pessoas não ficará satisfeita com a experiência da importação direta.

Barbosa aponta algumas possíveis desvantagens: os consumidores correm o risco de serem taxados; o produto pode vir com tecnologias incompatíveis, “como as frequências de 4G ou o plugue da tomada”; ou a mercadoria pode ser falsificada, “principalmente fones de ouvido, pulseiras e patinetes”.

Quanto à alta do dólar, o head da Xiaomi afirma que isso afeta todo mundo: “no meu concorrente direto, sobe o preço da matéria prima; no meu caso, pesa direto no preço de venda… mas entendemos que o dólar alto vai impactar todas as marcas”.

DL pode fabricar produtos da Xiaomi no Brasil

A DL está realizando um estudo para avaliar se é viável fabricar produtos da Xiaomi no Brasil; ele deve ser concluído no final de maio. “Se houver convergência em certos modelos, poderemos produzir localmente”, diz Barbosa.

O executivo nota que, mesmo se o estudo for positivo, a DL não vai produzir o catálogo inteiro de celulares e outros gadgets no país: “não moveria todo o meu catálogo para produção local do dia para a noite, mas gradativamente”.

Barbosa promete que a DL lançará mais 10 celulares da Xiaomi ao longo de 2020, sem mencionar modelos específicos. Atualmente, o portfólio conta com 14 smartphones à venda, todos importados.

A empresa tinha 260 produtos diferentes em dezembro; até o final deste ano, esse número deve aumentar para 500. Excluindo celulares, os itens mais populares são fones de ouvido, pulseiras, balanças, lâmpadas e repetidores Wi-Fi.

Os produtos da Xiaomi têm presença oficial em mais de 2,5 mil pontos de venda. A DL tem acordo com as lojas físicas das Casas Bahia, Pernambucanas e outras varejistas; além das Mi Stores em dois shoppings de São Paulo.

Com informações: Mobile Time.

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yajirobe (@ronaldonascto)

A empresa que vende ou vendia usando o “jeitinho brasileiro” reclamando de custo Brasil. Esse tal custo Brasil é uma cortina de fumaça que eles usam, sim é claro que ele existe mas não dessa forma que as empresas tentam passar.

Lugi lanzii (@Lugi_lanzii)

Não cara, custo Brasil existe e é muito alto, pq vc acha que tudo é mais caro aqui?

Custo Brasil chega a R$ 1,5 trilhão, mostra estudo do governo Levantamento da equipe econômica apurou quanto as empresas brasileiras gastam a mais do que as dos países que integram a OCDE. Governo lançou nesta quinta programa para melhoria contínua da competitividade.
yajirobe (@ronaldonascto)

Sim ele existe porém empresas usam essa desculpa para superfaturar preços de produtos no Brasil. A DL que reclama do custo Brasil é a mesma que estava usando o jeitinho brasileiro faz um tempo.

Xiaomi e DL se pronunciam sobre produtos da Mi Store sem selo da Anatel Mi Store em São Paulo foi flagrada vendendo produtos da Xiaomi sem selo da Anatel, o que viola regras da agência.
Lugi lanzii (@Lugi_lanzii)

Se ela reclama do custo Brasil e com direito nada mais condizente do que tentar burlar isso.

@teh

Ah sim, muito condizente burlar a lei. Excelente.

@teh

Concordo, o custo BR existe mas as empresas se aproveitam disso. Teve uma reportagem boa aqui falando com as empresas no BR preferem vender a um custo mais alto pra ter um lucro maior com menos vendas do que no eua ou europa que vendem mais com lucro menor.

De novo; o custo brasil escroto ta ai, mas eles se aproveitam bem dessa deixa.

Lugi lanzii (@Lugi_lanzii)

Errado? Talvez, mas que é condizente é, vc reclama de impostos e tenta burlar, muitas empresas conseguem fazer isso com contadores competentes que usam as brechas da lei pra isso.

@GuilhermeE

“Custo Brasil” nada mais é que a loucura do sistema tributário brasileiro, que onera mais a produção e o consumo do que a renda e propriedade. Vamos agora perguntar pra população se ela quer ficar igual aos países desenvolvidos e pagar 50% de Imposto de Renda, 30% sobre dividendos e ter IPTU progressivo pra poder ter tributos sobre o consumo baixos.

Lugi lanzii (@Lugi_lanzii)

Mas vai dar a liberdade economica que esses paises tem ou ainda vão tratar o empreendedor como criminoso?

Fábio Laurindo (@Fabio_Laurindo)

É como se diz ninguém conhece o Brasil ao certo até operar aqui dentro, digo por várias empresas de material médico que falam bem do Brasil até tentar a sorte, e saírem atordoadas kkk,

Danílio Costa da Silva (@Daniliocs)

Como assim? Pode dar mais detalhes? Pq me parece um setor muito lucrativo, tudo tem alto valor agregado, também imagino que tenha um regime de tributação próprio.

Fábio Laurindo (@Fabio_Laurindo)

Um dos maiores problemas do Brasil é ter muitas etapas, inclusive tem fabricante que espera lucrar demais por aqui, nunca se pensou em alto giro, como acontece nos EUA citando no caso de tecnologia, margens de lucro menor com mais compradores, aqui é melhor vender meia dúzia de aparelho exemplo Galaxy Z e manter o lucro no alto que no final chega a mesma meta.
E exemplo tem pautas para votar no congresso de tributação, mais o senado prefere no calar da noite votar a pauta que favorece os filhos deles a terem até 33 anos convênio ilimitado de saúde.

@GuilhermeE

Mas vai dar a liberdade economica que esses paises tem ou ainda vão tratar o empreendedor como criminoso?

Que distorção da realidade, hein. Dizer que o 7º país mais desigual do mundo, onde a extrema pobreza cresceu (pessoas que vivem com menos de R$ 145 por mês) e já passa dos 13,5 milhões de pessoas mas o número de milionários aumentou quase 20% , sendo a segundo maior alta global, trata empreendedores como criminosos é cair no ridículo.

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2019/10/21/internas_economia,1094633/numero-de-milionarios-no-brasil-cresceu-19-35-em-2019-mostra-relator.shtml https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2019/12/09/brasil-e-o-7-mais-desigual-do-mundo-melhor-apenas-do-que-africanos.htm https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/06/politica/1573049315_913111.html
Lugi lanzii (@Lugi_lanzii)

Tenta abrir um negocio pra vc ver, o quão trabalhoso é, pra quem tem dinheiro é facil, paga um advogado um contador e manda ver, agora se vc tem la seus 2, 3 funcionarios mal tem dinheiro pra pagar as contas, vai conseguir pagar um contador pra enfrentar a burocracia?

Brasil ocupa 124ª posição em ranking de facilidade de fazer negócios que tem 190 países Relatório Doing Business, do Banco Mundial, mostra que nota do país subiu de 58,6 para 59,1
@GuilhermeE

Grande burocracia nada tem a ver com sua acusação de que o Estado trata o empreendedor como criminoso, como se o empresário fosse vítima da sociedade. A burocracia excessiva atinge a todos, até o mesmo o próprio Estado, as pessoas mais pobres e mais ricas, os empregados e os empregadores.

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