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Mi Store Brasil, loja não-oficial da Xiaomi, reembolsa alguns clientes

Mi Store Brasil pode ter causado prejuízo de R$ 1,5 milhão; alguns clientes recuperaram dinheiro gasto em celulares Xiaomi

Felipe Ventura Por

A Mi Store Brasil, loja não-oficial da Xiaomi, sumiu no início do ano sem entregar os celulares dos clientes, causando um prejuízo estimado em R$ 1,5 milhão para mais de mil clientes. Alguns deles conseguiram recuperar o dinheiro entrando diretamente em contato com a PAD Eletrônicos, empresa que emitiu o boleto de pagamento.

Mi Store Brasil

Clientes que pagaram por boleto através do PagSeguro relatam ao UOL que entraram em contato com a PAD Eletrônicos através do e-mail [email protected]gmail.com, pedindo providências e ameaçando abrir processos judiciais.

Eles tiveram resposta após algum tempo: a empresa solicitou o comprovante de compra e os dados bancários; oito pessoas dizem que receberam estorno através de transferência feita em nome da PAD ou de Mauricio Pedro da Silva.

O PagSeguro decidiu a favor dos clientes que pagaram por boleto e abriram reclamação no prazo de 30 dias. No entanto, o reembolso é liberado apenas se o vendedor tiver dinheiro em conta, o que não é o caso — a loja encerrou as atividades.

Quanto ao PayPal, quem abriu reclamação dentro de 45 dias conseguiu obter o dinheiro de volta. Infelizmente, a Mi Store Brasil enrolou os clientes dizendo que os atrasos eram culpa da transportadora, e alguns perderam esse prazo.

Por sua vez, quem comprou por cartão de crédito via Mercado Pago não é protegido contra fraudes. A empresa explicou aos clientes que “o valor é liberado automaticamente… como uma transação bancária convencional… não podemos ressarci-lo caso seu vencedor não retorne”.

Assim, algumas pessoas recorreram diretamente ao banco que emitiu o cartão para conseguir o chargeback, isto é, o lançamento de crédito na fatura como forma de reembolso. Em geral, o Nubank é a instituição financeira que mais costuma oferecer o dinheiro de volta.

MiStore Brasil pode ter causado prejuízo de R$ 1,5 milhão

“A MiStore Brasil por forças maiores vai se despedir em 2020”, diz a loja em uma nota de esclarecimento. Ela é relacionada à Action Sales, que pertencia a Anderson Figueiredo dos Santos; à JCell, com CNPJ em nome de Jorge Juarez Krause; e à PAD Eletrônicos, em nome de Paulo Andrey Silva Dias.

O Mobizoo estima que mais de mil clientes não receberam os celulares da Xiaomi vendidos pela loja não-oficial. O valor médio da compra é de R$ 1,2 mil, totalizando um prejuízo de aproximadamente R$ 1,5 milhão.

Outra loja não-oficial da Xiaomi também deixou de entregar produtos aos clientes: a Xiaomi BRZ é acusada de não pagar uma dívida de R$ 5,5 milhões para a GenComm, que assumiu a plataforma de comércio eletrônico da japonesa Rakuten no Brasil.

Com informações: UOL.

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@teh

“No entanto, o reembolso é liberado apenas se o vendedor tiver dinheiro em conta, o que não é o caso”
PagSEGURO. Seguro mas nem tanto.

Anderson Oliveira (@aoliveira83)

Em geral, o Nubank é a instituição financeira que mais costuma oferecer o dinheiro de volta.

Fonte de informação: Instituto DataEU.

Nubank não OFERECE dinheiro de volta, não e caridade.

Qualquer compra feito não presencialmente com cartão de credito (ou seja que não foi feita fisicamente com senha) é possivel solicitar chargeback dela, ai a emissora do cartão abre uma disputa com o vendedor. Como o vendedor para evitar o chargeback precisa seguir um processo bem complicado (comprovantes físicos que a venda foi efetivada como apresentar prova da entrega assinada pelo comprador, registro de qualquer comunicação com o consumidor e uma nota fiscal brasileira, por exemplo) em praticamente 100% dos casos o parecer é favorável ao consumidor.

Enfim, não tem nada a ver a dizer o Nubank é “mais/melhor” em relação a isso, talvez vc só esteja empolgado com seu cartão ai.

@ksio89

Rapaz, aquela batida da Receita Federal quebrou as pernas da loja mesmo, não que justifique a desonestidade dos donos. Evito comprar na internet via boleto por causa da burocracia pra reaver o dinheiro em caso de problema com a compra, com cartão é bem mais tranquilo solicitar chargeback.

Empresa do grupo UOL, precisa dizer mais nada. Nunca me esqueço quando cobraram tarifa pra verificar um cartão de crédito, como é de praxe, o problema é que nunca estornaram a taxa. Reclamei, enrolaram e não deu em nada, como era um valor muito baixo, acabei deixando pra lá.

Mercado Pago é outra empresa que lava as mãos quando o cliente precisa de ajuda, só querem cobrar a comissão deles mas mandam você entrar em contato com o vendedor em caso de problema, aí é moleza.

João Paulo Polles (@jppcel)

Acho que a frase correta no post deveria ser: Geralmente no Nubank este processo é menos burocrático que os outros.

Eu (@Keaton)

Por sua vez, quem comprou por cartão de crédito via Mercado Pago não é protegido contra fraudes. A empresa explicou aos clientes que “o valor é liberado automaticamente… como uma transação bancária convencional… não podemos ressarci-lo caso seu vencedor não retorne”.

O Mercado Pago que tire a grana da b… digo, do bolso. Eles são responsáveis por esse tipo de ocorrido.

Fábio Laurindo (@Fabio_Laurindo)

Eles não tem como prever o interior de cada empresa, me lembro em meados de 2006 quando eu e muitos prevíamos a queda de um convênio bem famoso no Brasil a Samcil, e muitos continuaram em plataformas de compras deixando a mesma cotar, entregaram material e nunca viram até hoje o dinheiro e quem processou as plataformas de compras não ganharam, pois é como se diz existe muitas formas de máscara uma operação, e sem dúvidas estás da xiaomi apenas foram quebradas pelo fato da apreensão.

Anderson Oliveira (@aoliveira83)

mas qualquer cartão, é so ligar no 0800/entrar no chat e abrir uma disputa e é um processo exatamente igual no nubank