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Governo prepara comitiva para visitar Tesla em março

O governo federal discutiu detalhes da visita à Tesla para demonstrar interesse em abrigar uma fábrica da montadora

Victor Hugo Silva Por

A iniciativa para atrair uma fábrica da Tesla ao Brasil continua sendo discutida. O governo federal tratou nesta quinta-feira (20) sobre a comitiva que será formada a fábrica da montadora nos Estados Unidos O Tecnoblog apurou que ela deve acontecer em março.

Tesla Model Y

A conversa ocorreu por uma videoconferência com a participação à distância do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marco Pontes. O chefe da pasta passou por uma cirurgia no ouvido no último domingo (16).

Em Brasília, estavam o ministro-conselheiro da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, William Popp, os deputados federais Daniel Freitas (PSL-SC) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e outros representantes do governo e da embaixada.

A reunião serviu para discutir detalhes da possível visita à Tesla. A comitiva será usada para o governo brasileiro formalizar o interesse de abrigar uma fábrica da montadora no Brasil. A visita deverá ter a presença do presidente Jair Bolsonaro, dos ministros Pontes e Paulo Guedes (Economia) e do deputado Freitas, interlocutor da iniciativa.

Na semana passada, Pontes e Freitas realizaram uma videoconferência com um representante da Tesla. A conversa também foi acompanhada por Claiton Pacheco Galdino, secretário de Desenvolvimento Econômico de Criciúma (SC), cidade que estaria aberta a receber uma fábrica da Tesla.

Segundo o governo, a reunião serviu para criar uma aproximação com a empresa e apresentar vantagens da instalação da fábrica no Brasil.

Com informações: Reuters.

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Lugi lanzii (@Lugi_lanzii)

Iria ser bem interessante uma fabrica da Tesla aqui, quem sabe fica mais viavel.

Igor Lana de Melo (@igor_meloil)

Eu ficaria feliz pela geração de empregos que causaria, mas pra comprar carro não. Só de conversão um Model 3 seria 120k, considerando q ela teria q recuperar o investimento feito na fábrica, esse carro não custaria menos de 200k, sendo otimista, e isso é BEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM longe de viável pro basileiro.

Julian Leno (@Julianleno)

E ainda tem gente que só sabe ficar na mesma ladainha de sempre de #elenão mesmo sendo notória a vontade do governo de trazer progresso pro nosso país.

Daniel Soares (@dsoares)

Mas intervenção estatal não causaria distorção nos mercados? Pelo menos é isso que os filósofos econômicos da Escola Austríaca vem repetindo desde a década de 1940.

O que mudou? Agora pode? Fiquei meio perdido.

Matt (@hadtohear)

Quase não tem pontos de recarga no país e já querem trazer uma montadora, e ainda o preço é proibitivo para a maioria dos brasileiros

@teh

tesla nao é pra maioria dos brasileiros…

Rafael Machado de Souza (@rafael.mds)

Vai ser uma ladainha populista igual aquela fábrica da Foxconn que o Trump tentou…

Rafael Machado de Souza (@rafael.mds)

Intervenção estatal só é ruim quando é prejudicial…entende?

elias (@Elias)

“A conversa ocorreu por uma videoconferência com a participação à distância” … “Em Brasília, estavam o ministro-conselheiro da embaixada dos Estados Unidos no Brasil”.
Isso é normal, um ministro-conselheiro sempre participa quando à empresas americanas envolvidas?
E porque SC. SC é melhor lugar para uma fábrica da Tesla no Brasil?
Eu fiquei curioso.

Thiago Mobilon (@mobilon)

Se o Governo oferecer subsídios ou qualquer tipo de benefício só pra trazer a fábrica, aí é ruim. Agora, abrir um canal de conversa, vender a ideia da instalação da fábrica, etc. não tem nada de errado. Não afeta o funcionamento do mercado, contanto que não exista nenhum tipo de privilégio.

A empresa abriria se ela achasse que é lucrativo (evidente que ela faria os estudos dela) e poderia ser benéfico a todos. Se o investimento não vingasse, a empresa teria seus prejuízos e o problema seria só dela.

Agora, se eu acho que vai rolar sem subsídio? Não. O setor automotivo é altamente subsidiado no Brasil. Com certeza vão oferecer algum tipo de isenção fiscal, com a desculpa de que é uma tecnologia limpa.

Andre Badiani (@Andre_Badiani)

Vou, um pouco mais alem, assim como aconteceu aqui em Minas onde a FCA(Fiat) ameaçou mudar uma parte da sua produção para outro estado forçando assim o governo a aceitar as condições impostas pela mesma.

Acho bem provável que caso a Tesla ente de verdade no pais (e com certeza vai ser subsidio do terreno ate o financiamento da obra e mais um monte de benefícios fiscais), as montadoras que aqui estão vão entrar e surfar essa onda.

No fim a desculpa vai ser a mesma, “essas empresas geram muitos empregos na sua cadeia de produção”, e como sabemos aqui nas terras Tupiniquins no final o custo de produção vai ser baixo para essas empresas, porem na hora de vender para o consumidor interno “subitamente” o preço muda! E pagamos caro em um carro que saiu da linha relativamente barato.

Victor Hugo Silva (@victorhugo)

Lembrando que já existe um projeto de lei que propõe isenção de IPI até 2029 para a produção, no Brasil, de carros elétricos e baterias. Se essas conversas com a Tesla avançarem, a tendência é que o projeto ganhe mais atenção no Congresso.

Daniel Soares (@dsoares)

Não precisava cair na minha provocação, mas vamos lá.

Essa visão da economia como algo monolítico e com leis rígidas já vem perdendo espaço desde o fim dos anos 1990, tendo ao meu ver, como marco central, o relatório do Banco Mundial de 2000/2001.

Se antes (1970-80) o pensamento da Escola de Chicago, bastante influenciado pelas ideias da Sociedade de Mont Pèlerin (que veio a ser conhecida como Escola Austríaca) era o pensamento hegemônico dentro das instituições supranacionais como o Banco Mundial e o FMI, em contraposição a social democracia de base keynesiana dos anos dourados (1945-1970), o que observamos, desde o início do século XXI, é um “abrandamento” dessa rigidez. Um autor que pode ser considerado um ponto decisivo para essa mudança é o indiano Amartya Sen, Nobel de Economia em 1998 com a obra “Development as Freedom”, um bom livro, apesar de ter seus problemas.

É claro, essa ideia não é nova. O não tão conhecido economista alemão Friedrich List já contestava o liberalismo clássico inglês no século XIX e suas ideias foram de fundamental importância para a unificação da Alemanha.

O argumento de List, retomado recentemente pelo economista sul-coreano Ha-Joon Chang em seu livro “Chutando a Escada”, consiste na ideia de que a Inglaterra não se tornou a potência que era no século XIX sendo liberal, pelo contrário. Chang demostra isso nos dias de hoje de forma primorosa.

Mas voltando para o presente, foi entendido que a economia não é uma ciência exata. Não existe a receita do sucesso (Consenso de Washington). Muitas outras variáveis importantes estão em jogo que vão além da intervenção (ou falta de intervenção) do Estado na economia. E um bom exemplo é que nenhuma das economias centrais adotou cegamente os princípios neoliberais desde Reagan, Thatcher e Miterrand.

Ao meu ver, o neoliberalismo sofreu uma mutação. Se antes ele era regido pela ideia de Estado mínimo, hoje ele funciona com a ideia de um Estado mercadocêntrico, a máquina pública agindo em prol dos mercados. E essa política varia de acordo com o contexto histórico-social de cada estado-nação. Nos EUA temos a máquina pública protegendo a agricultura, na Coreia do Sul protegendo a grande indústria nacional… Toda a utopia de globalização e de livre circulação dos capitais vem, paulatinamente, se desfazendo.

Concluindo: penso que devemos parar de entender as coisas de forma abstrata como Santo Agostinho fazia em sua filosofia e encarar a realidade concreta como nos ensinou Maquiavel.

Paulo Manso (@paulo1manso)

Me parece mais capricho e marketing do que vontade de trazer progresso pro nosso país kkkkk

Eu (@Keaton)

Quem sabe teremos carros elétricos à um preço de gente… (não tenho 130k pra jogar num carro basico)

(alias, sonhar ainda não paga imposto, né?

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