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Pesquisadores querem ajuda do seu PC para estudar o coronavírus

A ajuda é a mesma que ficou famosa com o PlayStation 3

André Fogaça Por

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, está pedindo uma ajudinha sua para estudar ainda mais o coronavírus Covid-19. A ideia é simples, tem o nome de [email protected] e utiliza parte do poder ocioso da sua máquina para criar uma rede com diversos outros computadores, que aceleram as pesquisas na universidade.

coronavirus covid-19

O trabalho pretende analisar como é o comportamento das proteínas que compõe o coronavírus Covid-19, além de ajudar em seu primo mais velho, o SARS (sigla para Síndrome Respiratória Aguda Grave e que se espalhou pelo mundo em 2002). O alvo está em uma proteína (em vermelho na imagem acima), que é a responsável por fazer com que o vírus ataque as células dos pulmões das pessoas infectadas.

“Um anticorpo terapêutico é um tipo de proteína que pode bloquear a ligação da proteína do vírus com a proteína de seu receptor, impedindo a que o vírus infecte a célula pulmonar”, comenda a nota divulgada pela universidade. Este anticorpo terapêutico pode ser criado quando os pesquisadores entendem como que a proteína do vírus funciona.

O problema é que este tipo de pesquisa depende de imenso poder computacional, que custa muito dinheiro, mas que pode vir de doadores e isso baixa consideravelmente o custo e o tempo necessários para o objetivo. O doador é uma pessoa que baixa um programa desenvolvido pelo grupo de pesquisadores e que oferece parte ociosa do processador para a pesquisa.

A universidade então coleta “pequenas partes ociosas” de centenas ou milhares de pessoas e faz algo como os servidores que rodam jogos na nuvem: processam tudo que precisam com ajuda de computadores remotos.

Se você acha que já ouviu essa história no passado, não está enganado. O PlayStation 3 já serviu para algo semelhante, quando a Sony permitiu, entre 2006 e 2012, que os mesmos pesquisadores utilizassem o poder ocioso dos video games, com ajuda do aplicativo Life with PlayStation, para ajudar nas pesquisas do [email protected]

Neste programa específico com a Sony, mais de 15 milhões de usuários participaram do projeto e doaram mais de 100 milhões de horas em processamento do console de mesa.

Se você quer ajudar a Universidade de Stanford na pesquisa sobre o coronavírus Covid-19, é só clicar neste link e seguir as instruções (em inglês).

Com informações: [email protected] e The Verge.

Comentários da Comunidade

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Rychillie 🦄 (@rychillie)

instalando!

@bkdwt

Participei muito do [email protected] entre 2009 e 2012, inclusive fazendo parte de times como o do FórumPCS e Clube do Hardware, mas depois parei e perdi o interesse. Além do mais, conta de luz no Brasil torna esse hobby inviável.

Douglas Furtado Gonçalves (@DouglasFurtado)

Aquele computador quântico do Google não daria conta disso?

Fernando Luiz (@ferlbo)

Poderiam criar um time do Tecnoblog no [email protected] pra ver quanto que a comunidade ajuda

Eu (@Keaton)

Se eu tivesse um Ryzen 5 1600 AF, eu faria com gosto… mas esse FX-6300 que bebe energia e não retorna em desempenho… hahaha nem.

🤷‍♀️ (@xavier)

Não necessariamente, porque não é apenas pegar um programa pronto e rodar nele. É mais ou menos o que acontece atualmente com o x64 (Intel/AMD) e o ARM, a aplicação precisa ser reescrita.

Precisaria de uma aplicação desenvolvida especificamente pros núcleos quânticos e talvez ainda não existe isso.

Wellington Gabriel de Borba (@Wellington_Gabriel)

Eu poderia ajudar… Mas já faço parte do World Community Grid.

ochateador (@ochateador)

Usar CPU é bom no sentido de “quanto mais contribuintes, melhor para o sistema”. Mas uma VGA básica já processa muito mais informações que uma CPU.
No clube do hardware, até tinha uns comparativos interessantes para ver.

Pena que removeram a versão web. Bastava instalar como complemento do chrome e deixar rodando.