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Anatel autoriza Claro e Nextel a compartilharem redes móveis

Medida deve auxiliar processo de integração das redes móveis após compra da Nextel pela Claro

Lucas Braga Por

A Nextel e Claro receberam autorização da Anatel para compartilhar suas redes móveis no formato de RAN Sharing pelos próximos 18 meses. A medida irá auxiliar o processo de integração da rede das operadoras, uma vez que o compartilhamento ampliará a cobertura de ambas.

Serão compartilhadas todas as faixas outorgadas para a Nextel (1.800 MHz e 2.100 MHz) e para a Claro (450 MHz, 700 MHz, 850 MHz, 900 MHz, 1.800 MHz, 2.100 MHz e 2.600 MHz). A integração das redes facilitará a devolução do espectro que ultrapassa os limites estabelecidos pela regulamentação brasileira.

O arranjo técnico será o Gateway Core Network, no qual serão compartilhados os elementos de acesso na rede de rádio e elementos do núcleo de rede das operadoras. As interconexões e trocas de tráfego de dados continuam com tratamento individual.

A Anatel também estabeleceu que a eliminação da sobreposição de outorgas do Serviço Móvel Pessoal deve ocorrer até o fim do acordo de compartilhamento. Isso significa que a Claro terá 18 meses para encerrar as atividades da Nextel como operadora independente; o prazo pode ser estendido.

Clientes da Nextel usam Claro em roaming

A Nextel foi comprada em março de 2019 por US$ 905 milhões, mas só recebeu aval final do Cade e Anatel no final do ano após um pedido de restrições por parte da TIM. A operadora atuava de forma discreta em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e utilizava a rede da Vivo para ter alcance nacional de cobertura.

Atualmente, alguns clientes da Nextel já apontam a utilização da rede da Claro através de roaming, no lugar da Vivo. No entanto, a operadora ainda não revelou publicamente qualquer processo de integração entre as duas empresas; a Nextel continua vendendo seus planos de forma independente.

Com informações: TeleSíntese.

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@ksio89

(semi)off-topic: confesso que nunca entendi a estratégia da Nextel no Brasil. Se o objetivo era atender um nicho do mercado mais abastado, pelo visto não deu muito certo.

Luiz C. Eudes Corrêa

A melhor parte de ser cliente da Nextel era o atendimento próprio, resolvia qualquer coisa em 15 minutos e raramente precisava passar pra outro atendente.

Quando a atender “elite” Nextel era mais barata que as concorrentes, talvez se tivessem migrado pra GSM/UMTS antes ao invés de se prenderem tanto tempo no iDen/rádio (esse pela SME só poderia ser vendido pra empresas), talvez tivessem sobrevivido e crescido como operadora tradicional.

imhotep

A Nextel tinha um diferencial que era a rede iDen. Numa época de ligações caras, sem internet móvel, dava pra economizar muito com o rádio da Nextel.
Minha empresa tinha alguns.
Depois disso, ficou para trás, à medida em que a internet móvel se popularizou e ligações ficaram mais baratas.

Bruno Cabral Peixoto

Tenho Nextel e tô morrendo de medo dessa aquisição da Claro

@ksio89

Em resumo, de acordo com o que vocês comentaram, a empresa não acompanhou o bonde da evolução tecnológica, era de se esperar.

Luiz C. Eudes Corrêa

Aqui no RJ que é o quintal da Nextel, a cobertura da Nextel bate a da Claro, principalmente indoors apesar da Claro possuir freqüências mais baixas B28 700Mhz e B5 850Mhz, muitas vezes em ambientes internos o B1 2100 MHz ou LTE B3 1800 MHz da Nextel tem sinal e a Claro não.

Aqui no meu bairro, só a Nextel tem sinal na minha casa, sendo que as antenas da Claro e Vivo estão no mesmo lugar

Suspeito que a Claro deixe as antenas com potência de transmissão reduzida pra economizar energia, ou algo assim

Luiz C. Eudes Corrêa

Consegui 200Mbps com o meu Nextel na rede da Claro

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