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Samsung Galaxy Buds+: sem fios, muita bateria

Fones de ouvido totalmente sem fio da Samsung surpreendem pela duração de bateria e oferecem boa qualidade de som

Paulo Higa Por

Os Galaxy Buds+ são a nova geração dos fones de ouvido totalmente sem fio da Samsung. Eles se parecem demais com a versão anterior, lançada em 2019, mas as novidades por baixo do capô são relevantes, como a promessa de 11 horas de bateria, microfones aprimorados e um novo esquema de falantes para oferecer um som melhor.

Será que vale a pena comprar os novos Galaxy Buds+? E as diferenças em relação à primeira versão são grandes, mesmo? Eu estou usando os Galaxy Buds+ há um mês e conto o que escutei nos próximos minutos.

Análise dos Galaxy Buds+ em vídeo

Design, conforto e software

Os Galaxy Buds+ têm o mesmo formato dos primeiros Galaxy Buds. Tanto que, se você colocar os Galaxy Buds+ no estojo de carregamento dos Galaxy Buds, tudo vai funcionar normalmente. Isso também significa que o conforto, um dos maiores pontos positivos da geração anterior, continua muito bom: eles praticamente somem na orelha, como se você não estivesse usando nada.

Samsung Galaxy Buds+ (à esquerda) e Galaxy Buds

Samsung Galaxy Buds+ (à esquerda) e Galaxy Buds

Vale a pena testar as ponteiras e barbatanas de tamanhos diferentes para encontrar o melhor encaixe. Consegui um bom isolamento com as ponteiras maiores, o que é essencial para obter a melhor qualidade de áudio. Como a ergonomia é boa e cada lado é muito leve, com apenas 6 gramas, os Galaxy Buds+ ficaram bem seguros nas minhas orelhas, sem risco de quedas inclusive durante minhas corridas matinais.

Samsung Galaxy Buds+

Samsung Galaxy Buds+

Quem é usuário de Galaxy tem um mimo adicional: assim que você abre o estojo de carregamento, uma janela flutuante surge com uma animação dos Galaxy Buds+ e o nível de bateria dos fones de ouvido. É o mesmo modus operandi dos AirPods e facilita o pareamento, já que você não precisa nem abrir as configurações de Bluetooth antes da primeira conexão.

Cada lado dos Galaxy Buds+ tem uma superfície sensível ao toque para pausar a música, atender uma chamada ou voltar para a faixa anterior. No aplicativo Galaxy Wearable, disponível para Android e iPhone, dá para configurar o comportamento do touchpad e ativar o pressionamento longo, que pode abrir o Spotify, controlar o volume ou chamar seu assistente pessoal, como o Google Assistente ou a Bixby.

Samsung Galaxy Buds+

Som e conectividade

Antes de continuar, preciso contar minha experiência: no meu primeiro contato, os Galaxy Buds+ foram uma enorme decepção em termos de qualidade sonora. Parecia que eles estavam com defeito: o som era desagradável, metalizado, como se todas as músicas fossem um MP3 de baixa qualidade. Resolvi esquecer os fones por um tempo, até que, depois de algumas atualizações de firmware e testes com outros celulares, o som chegou a um nível que considero bom — como em um passe de mágica.

Os Galaxy Buds+ têm uma sonoridade bem resolvida. Os que não gostavam da primeira geração normalmente reclamavam de graves sem presença e picos desagradáveis nas frequências mais altas. A verdade é que os dois modelos têm perfis muito parecidos, mas os pequenos ajustes que a Samsung fez devem ser suficientes para agradar mais pessoas.

Samsung Galaxy Buds+

A Samsung reforçou as baixas frequências nos Galaxy Buds+. Ele ainda não é feito para amantes de graves: mesmo com os ajustes de som no aplicativo, você não vai sentir socos no tímpano como em alguns fones por aí. Mas, em comparação com a primeira geração, os graves estão ligeiramente mais encorpados, com mais autoridade na apresentação.

Para mim, os Galaxy Buds+ destacam bem as vozes, mas não passam mais tanta sensação de detalhamento nos instrumentos — esse era um ponto que eu gostava bastante nos primeiros Galaxy Buds, mas que podiam soar brilhantes demais e incômodos para algumas pessoas. A impressão é que eles ficaram um pouquinho mais congestionados, com uma sonoridade feita só para você curtir a música, sem prestar muita atenção nos pormenores, o que faz sentido para um produto voltado para um público mais amplo, sem pretensões audiófilas.

Samsung Galaxy Buds+

Uma das novidades é a presença de dois microfones externos, contra um do modelo anterior. Isso melhorou significativamente a qualidade de voz. Apesar de ainda apresentar um aspecto metalizado, típico de fones de ouvido Bluetooth, a compreensão das falas em ligações está muito melhor nos Galaxy Buds+. De quebra, isso ajuda no recurso de Som Ambiente, que deixa parte dos ruídos passarem para você não se desconectar totalmente do mundo.

A estabilidade da conexão entre os fones e o dispositivo foi boa, sem engasgos, assim como o alcance, suficiente para manter o som tocando a uma distância de 20 metros, com duas paredes no caminho — é um pouco pior que o dos AirPods Pro, mas ainda é uma ótima marca. E a latência é apenas ok: eu percebi pequenos atrasos em games, mesmo com o modo jogo ativado. Os Galaxy Buds+ têm suporte a SBC, AAC e Scalable, mas nenhum codec com foco em baixa latência, o que explica o ponto fraco.

Bateria

Samsung Galaxy Buds+

A bateria é o principal destaque dos Galaxy Buds+. A Samsung estima até 11 horas de autonomia nos fones, uma promessa que ultrapassa muito a autonomia dos rivais: os AirPods duram cinco horas, o Sony WF-1000XM3 atingia oito horas e os primeiros Galaxy Buds chegavam a seis horas. E a melhor parte disso é que a Samsung subestimou a capacidade de seu próprio produto.

Nos meus testes, com os Galaxy Buds+ pareados a um Galaxy Fold, com o volume em 50%, eu consegui uma autonomia contínua de absurdas 12 horas e 33 minutos. Eu fiquei pensando como um fone tão pequeno consegue durar tanto tempo, mas não consegui achar uma resposta.

O ponto negativo, se é que se pode chamar assim, é que o estojo só oferece uma carga adicional — ou seja, a autonomia no total fica em torno de 22 a 24 horas. Mas, na pior das hipóteses, se você tiver um smartphone com carregamento reverso sem fio, como é o caso dos topos de linha mais novos da Samsung, pode usar esse recurso para abastecer os Galaxy Buds+.

Vale a pena?

Samsung Galaxy Buds+

Com a popularização dos fones totalmente sem fio chineses, muito mais acessíveis, o mercado ficou complicado para as grandes marcas: é difícil justificar um gasto de R$ 999 pelos Galaxy Buds+ (e mais ainda os R$ 2.249 dos AirPods Pro, por exemplo). Ainda assim, dá para dizer que a Samsung fez um bom trabalho aqui, construindo um produto sólido, que soa bem aos ouvidos e tem uma bateria impressionante.

Sempre vai existir um par de fones melhor do que os Galaxy Buds+ em algum ponto: uns podem ter mais bateria no estojo de carregamento, outros podem ter um som que agrada mais e outros podem vir com cancelamento de ruído ativo, um recurso que não existe aqui. A questão é que o conjunto da obra é muito bom: tudo é bem desenvolvido, incluindo o software, a ergonomia e, claro, o som.

O preço de lançamento dos Galaxy Buds+ é o mesmo dos primeiros Galaxy Buds — só que a versão antiga, com um ano de mercado, já pode ser encontrada por um valor bem menor nas promoções do varejo, na faixa dos 600 reais. Com essa diferença, eu particularmente prefiro economizar uns trocados e ficar com o modelo passado, mas os novos donos de Galaxy Buds+ certamente ficarão bem satisfeitos.

Especificações técnicas

  • Conectividade: Bluetooth 5.0;
  • Codecs: Samsung Scalable, AAC e SBC;
  • Baterias:
    • Fone de ouvido (cada lado): 85 mAh (até 11 horas de reprodução);
    • Estojo de carregamento: 270 mAh (uma recarga nos dois fones);
  • Sensores: acelerômetro, proximidade, toque;
  • Compatibilidade: celulares com Android 5.0+ com pelo menos 1,5 GB de RAM ou iOS 10.0+ (para o aplicativo Galaxy Wearable);
  • Dimensões:
    • Fone de ouvido (cada lado): 17x22x19 mm;
    • Estojo de carregamento: 70x39x26 mm;
  • Peso:
    • Fone de ouvido (cada lado): 6,3 gramas;
    • Estojo de carregamento: 39,6 gramas.

Comentários da Comunidade

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Igor Nagase (@nagasedesu1)

Depois que eu ganhei na pré venda do NOTE 10+, nunca mais usei fones com fio. Um verdadeiro show de horrores aquele fio enroscando no seu braço, dando aqueles puxões. Apaixonado pela experiência de fones Bluetooth. Obrigado Apple por popularizar!

Douglas Furtado Gonçalves (@DouglasFurtado)

Eu tenho o Buds 1 e pela descrição do Higa, os novos focaram mais nos graves para agradar um público que gosta de ouvir uma bazuca nos ouvidos. Eu, particularmente, prefiro fones mais arejados que me dão uma maior riqueza de detalhes de uma música, eu aprecio uma boa música e quanto mais nuances um fone conseguir me oferecer, melhor.

Henrique Mello (@Henrique_Mello)

Uma coisa que me incomoda nos Buds de 1ª geração, é que o app Wearable só mostra a carga dos fones, sem mostrar do case. Pra saber isso, só pela luz do led.
Pelo menos agora os Buds+ tem essa opção.

Maicon Bruisma (@Maicon_Bruisma)

O de primeira geração é ótimo, assim como outros que já testei. Mas vai de cada um, um Redmi Airdot é ok, preço que varia de 100 à 150 já no Brasil, bateria dura 3 horas, é confortável, é barato. O Buds um é o quádruplo, é melhor em tudo. O Buds + é o octuplo, e dura muito mais. O foco é a bateria, se eu tivesse grana não teria pego o Airdots, teria pego o Buds+, sem duvida. É questão de preço apenas, ninguém escolhe o inferior por que sim.

Vinícius Francioni (@Vinicius_Francioni)

Pessoal, falando no encaixe dos fones de ouvido, como ele se compara com o JBL Tune 120TWS?
Olhando, bem mais ou menos, eles têm um formato parecido na parte que prende no ouvido. Esse JBL está por 350,00 no Ponto Frio, parece uma boa alternativa

Paulo Higa (@higa)

Como também disse no review, o perfil dos Buds e dos Buds+ ainda é parecido. Então, apesar de ter esse aumento nos graves no novo modelo, não chega nem perto do que ouvimos em alguns fones (como muitos JBL, por exemplo).

Douglas Furtado Gonçalves (@DouglasFurtado)

Que bom! Minha resistência com a jbl porque parece que ela faz som só pro público do eletrônico, funk e hip-hop. Outras coisas no jbl fica muito abafado.
Mas como você falou também, você preferiria economizar e pegar o 1. Eu fui ao Paraguai e paguei R$400,00 no meu, o único ônus é a falta de garantia aqui.

Ricardo (@ricardop)

Esse fones de ouvido são fabricados aqui no Brasil? Preço super em conta comparado a qualquer AirPod por aí…

Mickey Sigrist (@Mickey)

Pegarei um na Black Friday desse ano, com fé vai aparecer um bom desconto. Gostei das melhorias, especialmente a de bateria.

Mickey Sigrist (@Mickey)

Até onde pude perceber, esse “bug” acontece meio aleatoriamente. Aqui no meu S9 (Android 10) tem vezes que a animação também não aparece e tem vezes que sim.

Pelo que pude perceber fazendo uns testes, o ideal é abrir o estojo com os fones dentro e não tirá-los até que o celular se conecte automaticamente. Nessas condições a animação aparece com bem mais frequência (e aparentemente a conexão também ocorre mais rápido, mesmo se estiver com o BT desligado).

Mickey Sigrist (@Mickey)

Com o BT desligado ele obviamente leva uns segundos a mais pois precisa ativar e depois se conectar ao fone, mas pra mim não chega a impactar em nada. Acho muito prático pois só deixo o BT ligado quando de fato preciso dele. Mas, sim, tente fazer o teste apenas abrindo a case e aguardo um pouco. Depois diga se percebeu alguma melhora. Valeu!