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Facebook vai reforçar regras de propaganda política no Brasil

Facebook e Instagram exigem que propagandas políticas em 32 países tenham informações adicionais sobre quem pagou por elas

O Facebook e o Instagram vão exigir que propagandas políticas ou eleitorais em 32 países tenham informações adicionais sobre quem pagou por elas, além da identidade da página ou organização veiculando o anúncio. Isso também se tornará obrigatório no Brasil, Myanmar e mais lugares ainda em 2020.

Os anúncios políticos já tinham essas exigências adicionais nos EUA, Canadá, União Europeia, Reino Unido, Argentina e Índia. Agora, a lista foi expandida com mais 32 países, tal como Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Austrália e Japão. O Brasil será incluso no futuro.

Quem fizer um anúncio político ou eleitoral nesses países terá que confirmar a identidade através de um documento oficial, como o CPF, além de divulgar o responsável pelos anúncios.

Haverá uma marcação obrigatória “Pago por” indicando quem financiou o anúncio, bem como o nome da página veiculando a propaganda ou a organização responsável. O anunciante deverá fornecer informações adicionais como endereço, número de telefone local, e-mail e website.

Essas informações ficarão visíveis na Biblioteca de Anúncios do Facebook por sete anos junto ao número de visualizações, idade e gênero dos usuários que visualizaram, dinheiro gasto na campanha, início e fim da veiculação, entre outros. Esse banco de dados também inclui os anúncios políticos que aparecerem no Instagram.

Exemplo da Biblioteca de Anúncios do Facebook para candidato à presidência nos EUA:

No entanto, o Facebook continuará permitindo anúncios políticos que tenham informações falsas: a rede social não fará checagem de fatos no que é veiculado nas campanhas. “Em uma democracia, não acho certo que empresas privadas censurem políticos ou as notícias”, disse o CEO Mark Zuckerberg no ano passado.

Regras do Facebook serão obrigatórias em mais 32 países

Os 32 países adicionais onde será necessário exibir o aviso “Pago por” seguem na lista abaixo. “Estamos trabalhando para expandir o uso obrigatório dessas ferramentas em mais países este ano, incluindo Brasil e Myanmar”, avisa o Facebook.

  • Austrália
  • Belize
  • Bolívia
  • Burkina Faso
  • Chile
  • Colômbia
  • Costa do Marfim
  • Equador
  • Filipinas
  • Gana
  • Geórgia
  • Guiana
  • Indonésia
  • Islândia
  • Japão
  • Macedônia do Norte
  • Malásia
  • México
  • Moldova
  • Mongólia
  • Montenegro
  • Palau
  • Peru
  • Quirguistão
  • República Dominicana
  • São Vicente e Granadinas
  • Sérvia
  • Seychelles
  • Sri Lanka
  • Suriname
  • Tanzânia
  • Trindade e Tobago

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