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Google Classroom é usado para aulas da rede pública do RJ

Alunos de ensino médio no Rio de Janeiro usam Google Classroom (Sala de Aula); governo se dispõe a imprimir material didático

Felipe Ventura Por

O estado do Rio de Janeiro vem adotando medidas restritivas para evitar o contágio do coronavírus (COVID-19): por isso, alunos de ensino médio na rede estadual pública passaram a usar o Google Classroom (Sala de Aula), plataforma grátis vinculada a uma conta de e-mail do Google for Education. O acesso não descontará da franquia de dados, e o governo se dispõe a imprimir o material didático se necessário.

Google Classroom

O Google Classroom, também conhecido como Google Sala de Aula, possui três seções principais. O Mural permite que professores e alunos enviem mensagens e dúvidas; as Atividades reúnem lições, tarefas e provas; e a aba Pessoas mostra todos os estudantes e docentes que têm acesso.

Cada aluno do ensino médio na rede pública do RJ recebe uma conta de e-mail com primeiro nome, número da matrícula e sufixo @aluno.educa.rj.gov.br. A senha de primeiro acesso é a data de nascimento do estudante, por exemplo “01012001” (dia, mês e ano no formato DDMMAAAA). A Seeduc RJ (Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro) pede que o usuário troque a senha por outra mais forte.

O procedimento é similar para os professores: eles receberam uma conta com primeiro nome, ID funcional e sufixo @prof.educa.rj.gov.br. A senha de primeiro acesso é o número de CPF; ela precisa ser alterada pelo usuário.

Vídeo tutorial da Seeduc e Google For Education

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) preparou um vídeo tutorial explicando, para os alunos da rede estadual de Educação, como efetuar o login na sala de aula virtual. A Seeduc e o Google For Education iniciarão, na próxima segunda-feira, dia 30, as atividades de ambientação na plataforma online.A primeira semana será exclusiva para que alunos e professores da rede pública estadual, com seus logins individuais, poderão conhecer a plataforma e entender seu funcionamento. Para os estudantes que têm dificuldade ou não têm acesso à internet, a Secretaria de Estado de Educação vai imprimir e entregar o material didático.Aperte o play ▶️ e confira 😉.

Posted by Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro – Seeduc RJ on Sunday, March 29, 2020

Google Classroom não consumirá franquia de dados

A Seeduc contratou um “link patrocinado” com as operadoras para que o uso do Google Classroom não consuma dados da franquia do aluno ou professor. O acesso gratuito no RJ está em fase de implementação.

De acordo com a secretaria, esta primeira semana servirá para que todos conheçam melhor a plataforma; as aulas começam de fato na semana que vem. O órgão afirma que “esta atividade não vai afetar os 200 dias letivos”, porque o recesso escolar de julho foi antecipado para compensar o período de quarentena no estado.

E se o aluno não tiver acesso fácil à internet? A Seeduc se compromete a imprimir e entregar o material didático nesses casos; ela também verifica a possibilidade de abrir algumas escolas para que alunos e professores usem os computadores nos laboratórios de informática.

Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro, renovou as medidas restritivas no estado por mais 15 dias a partir desta segunda-feira (30). As aulas na rede pública e privada foram suspensas, assim como o passe livre de transporte público para estudantes.

Comentários da Comunidade

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Matheus Moreno (@Matheusandyou)

Virtualização do ambiente educacional é um grande passo para a educação. Escolas que não oferecem ensino integral poderiam mesclar o ensino presencial com o virtual, acrescentando conteúdos fora da grade atual e aplicando intensivos das materiais.

Vítor Gomes (@vctgomes)

Excelente notícia. Adoraria q minha faculdade tbm adotasse o Classroom ao invés da porcaria do Moodle.

Somente alguns poucos professores usam (e n é necessário esse e-mail diferente). Basta criar uma sala e enviar o código para os demais.

João Víctor Zárate (@Zzarate)

Já eu prefiro bem mais o Moodle que o Classroom. Mas como não estamos tendo aula presencial estamos usando o Meets para as aulas.

Higor Martins Rosado (@buthigor)

A faculdade que eu estudo cometeu o erro de usar várias plataformas causando muita confusão nos alunos, chegamos a utilizar Google Classroom, Moodle, YouTube, atividades por e-mail e até mesmo grupos de WhatsApp. Mas agora foi tudo unificado em uma plataforma propia baseada em moodle que é boa até.

Vítor Gomes (@vctgomes)

Comecei odiando o Moodle, mas agora estou olhando com outras caras. Ele tem umas sacadas bem mais interessantes que o GClass.

Atividades ou arquivos, por exemplo, são exibidas de forma diferente no Moodle, enquanto no Google Class, no Mural) são mostrado como “simples” postagens, semelhantes a posts do Facebook. Se um professor coloca muita coisa, é meio chato de encontrar aquela informação.

Os fóruns também são bem legais e é similar a comunidade do Tecnoblog, enquanto no Google Class, novamente, parecem comentários feitos em um post no Facebook.

Vítor Gomes (@vctgomes)

No meu caso fica a critério do professor. A maioria usa o Moodle, mas tenho dois professores que insistem em usar o Classroom.

A faculdade prefira que os professores usem o Moodle, já que os coordenadores tem acesso total e não corre risco de algum aluno ficar de fora (todos q são matriculados automaticamente estão no moodle).