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GitHub reduz preço e amplia plano gratuito para desenvolvedores

Plano gratuito do GitHub agora permite repositórios privados sem limite de participantes

Emerson Alecrim Por

A Microsoft escolheu esta semana para anunciar a maior mudança no GitHub desde que o serviço foi comprado: a partir de agora, boa parte das funcionalidades da plataforma passa a ser gratuita, com destaque para os repositórios privados ilimitados.

Quando a Microsoft comprou o GitHub, usuários não pagantes podiam criar repositórios à vontade no serviço, mas estes só podiam se tornar privados para assinantes do plano Pro (pago). No início de 2019, o GitHub passou a permitir repositórios privados em contas gratuitas, desde que cada projeto não tivesse mais do que três participantes.

Com a mudança recém-anunciada, esse limite deixa de existir. Agora, as contas gratuitas podem criar repositórios públicos e privados sem nenhum tipo de limitação na quantidade de colaboradores.

GitHub

Os benefícios não terminam aí: usuários não pagantes também podem contar com até 500 MB de espaço no GitHub Packages e 2.000 minutos por mês de acesso à ferramenta para automatização de workflows GitHub Actions.

Esses recursos devem ser suficientes para a maioria dos usuários, mas aqueles que precisarem de mais podem recorrer ao plano Team (US$ 4 por mês contra os US$ 9 cobrados antes da mudança), que oferece todas as vantagens do plano gratuito mais 2 GB no GitHub Packages e 3.000 minutos no GitHub Actions, além de funcionalidades avançadas.

Mais avançado ainda é o plano Enterprise, que custa US$ 21 mensais por usuário, mas, como o nome sugere, é direcionado a empresas.

Tamanha flexibilização pode parecer uma tentativa do GitHub de auxiliar desenvolvedores neste período de quarentena e isolamento social, mas, ao TechCrunch, a companhia informou que essa mudança havia sido planejada há muito tempo.

Faz sentido. Embora registre atualmente cerca de 40 milhões de usuários, o GitHub viu rivais como GitLab e BitBucket crescerem nos últimos meses justamente por oferecerem mais vantagens aos desenvolvedores.

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Goku SSGSS (@renatodantas)

A migração para outros serviços havia aumentado depois do anúncio da compra do GitHub pela Microsoft, não?

Leonardo G. Roese (@leonardoroese)

Com certeza. Eu migrei na hora, imagina só o poder que a Microsoft detém ao colocar um bot para buscar soluções em repositórios do github que beneficie os produtos dela, que vantagem competitiva absurda que terá. Não coloco mais nenhuma linha de código privado no github, só projetos abertos. Mesmo que seja antiético vasculhar repositórios privados, eles têm esse poder em mãos. Foi uma mega jogada de mestre deles.

Goku SSGSS (@renatodantas)

Também já ouvi essa teoria da conspiração maligna contra os repositórios de códigos alheios. Mas a MS não seria a única malvadona nessa história.

Já parou para pensar que todos os repositórios na nuvem são de empresas privadas?

O que impediria a GitLab e a Atlassian de fazer o mesmo? São menos malignas que a MS? Ou só porque não possuem produtos de grande porte conhecidos mundialmente?

Leonardo G. Roese (@leonardoroese)

Eu não acredito que a Microsoft seja maligna, é como tantas outras uma empresa que pode mudar sua política e termos quando quiser. Também podem usar seus recursos como seus contratos permitirem. Mas a questão é, cuidado onde coloca seus códigos-fonte. Você leu a mudança de termos do Linkedin depois da aquisição pela Microsoft? É de se pensar

Daniel Fernandes (@Daniel_Fernandes)

Engraçado ver a galera falando que não coloca código privado no github com receio da Microsoft usar… Não imaginam a qualidade dos engenheiros de software que a Microsoft tem faria eles vomitarem com a qualidade do seu código .

Leonardo G. Roese (@leonardoroese)

@Daniel_Fernandes Não duvido que tenham qualidade, também não duvido de sua baixa capacidade de interpretar texto. Quando ao código fonte, provavelmente um bom engenheiro de software “da Microsoft” , algo que você não deve ser, poderia julgar, e com certeza não vomitariam, pois não o fizeram nos anos anteriores. Meu primeiro e último comentário, direcionado a você, espero que ajude na sua formação: aprenda a ler.