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Coronavírus paralisa 47% da indústria de eletrônicos no Brasil

Mais fábricas devem ficar paralisadas em breve, aponta Abinee

Emerson Alecrim Por

Um novo levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) mostra que 97% das empresas do setor estão sendo afetadas negativamente pela pandemia de coronavírus (Covid-19). O ponto mais preocupante da pesquisa é a constatação de que 47% das fábricas já sondadas estão parcial ou totalmente paralisadas.

Em fevereiro, quando o levantamento começou a ser feito, o maior problema que a indústria brasileira enfrentava era a falta de componentes fornecidos pela China: com as restrições para combate ao conoravírus impedindo o funcionamento total de suas fábricas, o país não conseguia honrar seus compromissos nos prazos estabelecidos.

O cenário é diferente agora. Medidas de isolamento social e quarentena também estão em vigor no Brasil. Essa é a principal razão para 47% das companhias ouvidas pela Abinee responderem que estão parcial ou totalmente paralisadas.

Fábrica da LG em Taubaté (SP) (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

Fábrica da LG em Taubaté (SP) (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

A pesquisa foi realizada entre 8 e 9 de abril. O levantamento anterior, feito entre 23 e 25 de março, mostrava que 24% das empresas registravam paralisação. Como dá para notar, essa proporção praticamente dobrou em apenas duas semanas. Para piorar, 5% das empresas entrevistadas têm paralisação parcial programada para um futuro próximo.

Diante das circunstâncias, 40% das empresas ligadas à Abinee não conseguiram atingir a meta de produção esperada para o primeiro trimestre de 2020.

Quanto ao primeiro semestre do ano, 50% das companhias declararam que não vão alcançar as projeções inicias, enquanto 42% relataram que ainda não é possível fazer estimativas para o período.

Não é só a paralisação parcial ou total das fábricas por isolamento social que afeta o setor, mas também um conjunto de fatores associados à situação. Entre eles estão a dificuldade para recebimento de componentes e insumos da China e outros países, aumento dos custos de frete e menor acesso ao crédito.

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