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Casa Branca implora que WikiLeaks não publique documentos secretos

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9 anos atrás

A Casa Branca encontra-se em uma situação bastante complicada: faz alguns dias que o governo de Barack Obama viu um website publicar informações altamente confidenciais. Trata-se do WikiLeaks, uma Wikipedia que, conforme o nome indica, serve para vazar informações que não deveriam vir a público. Como relatos da Guerra no Afeganistão.

Se você não lembra, essa guerra foi iniciada depois dos atentados ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Meses depois, o então presidente George W. Bush enviou milhares de militares americanos para o país no Oriente Médio. E anos depois, nessa semana, o WikiLeaks colocou no ar mais de 90 mil documentos considerados confidenciais sobre operações na região.

WikiLeaks: informação sobre fogo amigo (Reprodução) | Clique para ampliar

O Afghan War Diary é possivelmente o maior banco de dados sobre a guerra de que temos notícias. Claro que as informações presentes nele são altamente confidenciais, como o relato de fogo amigo reproduzido na imagem acima. A fonte do WikiLeaks para essas informações não é e provavelmente nunca será conhecida, visto que a Constituição dos Estados Unidos – assim como a brasileira – garante o sigilo da fonte.

De mãos atadas, o governo Barack Obama apelou nessa sexta-feira para o diálogo. Longe de poder iniciar qualquer ação jurídica contra o site, Robert Gibbs, o secretário de comunicação da Casa Branca, afirmou que os documentos não trouxeram informações novas ao povo americano, mas colocou em risco a vida de soldados americanos.

Durante uma entrevista, Gibbs comentou: “Não podemos fazer nada além de implorar para que a pessoa que possui esses documentos confidenciais e altamente secretos não publique mais [documentos]”. Para Gibbs, o fim da publicação desse tipo de documento é fundamental para a segurança nacional.

O ministro da Defesa dos EUA, Robert Gates, também se manifestou-se sobre o assunto. Gates disse que os documentos podem colocar vidas de informantes e soldados norte-americanos em risco.

De acordo com Julian Assange, editor-chefe do WikiLeaks, o site entrou em contato com a Casa Branca pedindo que os documentos fossem revisados antes de serem publicados, para que vidas de inocentes não fossem colocadas em risco. No entanto, a Casa Branca não respondeu o pedido.

Com informações: CBS News, The Guardian, The Hill.

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