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Facebook deixa de permitir anúncios direcionados para interessados em “pseudociência”

O direcionamento persistiu mesmo durante o trabalho do próprio Facebook em remover a desinformação da rede social

André Fogaça Por

Recentemente o Facebook removeu a categoria “pseudociência” da lista de interesses que anunciantes podem escolher, quando listam o público alvo de suas campanhas dentro da rede social de Mark Zuckerberg. A mudança acontece justamente durante a pandemia de coronavírus, causador da COVID-19.

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O Facebook, junto de outras redes sociais, vem insistentemente combatendo a desinformação e esta batalha ficou ainda mais evidente em tempos de surto do coronavírus. Posts são apagados, publicações da OMS são exibidas para quem curte ou comenta notícias falsas, mas a rede de Zuckerberg ainda permitia que algum anunciante direcionasse apenas seu conteúdo para o público interessado em “pseudociência”.

A página de configuração da promoção da postagem garantia alcance para mais de 78 milhões de pessoas interessadas no assunto. A categoria, que sobreviveu por bastante tempo e provavelmente está lá desde antes de 2016, foi removida nesta semana e um representante do Facebook afirma que a empresa “removeu a opção de direcionamento para prevenir possíveis abusos nos anúncios”.

No passado o Facebook já se encontrou em momentos semelhantes, quando em 2019 listava pessoas interessadas em “controvérsias sobre vacinas” para anunciantes, ou em 2017 quando conseguia reunir um direcionamento de publicidade para quem odeia judeus ou está procurando “história do motivo dos judeus arruinarem o mundo”. Estes exemplos já foram removidos da rede social.

A pandemia de COVID-19 aumentou a retórica de grupos interessados em pseudociência, como nos que acreditam que o coronavírus é uma criação de laboratório na China a mando de Bill Gates, que as redes 5G promovem a doença (promovendo a depredação de antenas que oferecem este tipo de conexão) ou ainda que beber um composto com alvejante cura a pessoa do coronavírus – spoiler: não cura.

Com informações: The Markup.

Comentários da Comunidade

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Guilherme Borges (@Loumier)

Ou seja, o Facebook tinha uma ferramenta que explícitamente colaborava para disseminar pseudociência. O erro está em isso ter existido em algum momento.
Agora resta saber o que o Facebook vai considerar pseudociência. Será que páginas de coachs, de astrologia pra adolescentes idiotas (pleonasmo?) e tratamentos “alternativos” vão entrar nessa? Será que as pseudagens propagadas pelas páginas que fazem publicações baseadas em teoria queer vão entrar nessa? As páginas que promovem desinformação sobre transgênicos vão entrar também?