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Uber cria bot de WhatsApp para ajudar mulheres vítimas de violência

Empresa oferecerá viagens gratuitas para vítimas de violência se deslocarem a um hospital ou uma delegacia

Victor Hugo Silva Por

Em diversos países, incluindo o Brasil, o período de isolamento devido ao novo coronavírus (COVID-19) levou a um novo problema: o aumento no número de casos de violência doméstica. Pensando em ajudar mulheres que sofrem com essa situação, o Instituto Avon e a Uber criaram um bot no WhatsApp.

Bot da Uber e do Instituto Avon

A ferramenta dá orientações às vítimas de violência doméstica de forma discreta, sem chamar a atenção do agressor. Para começar a usar a assistente virtual, basta enviar uma mensagem no WhatsApp para o número (11) 94494-2415.

Em seguida, a assistente fará perguntas para saber o grau de risco da vítima. Se precisar ir a um hospital, uma delegacia ou um centro de atendimento para ter assistência social ou orientação jurídica, a mulher receberá um código promocional para iniciar uma viagem gratuita no aplicativo.

A Uber afirma que a iniciativa faz parte de seu compromisso de oferecer 10 milhões de viagens gratuitas no mundo para quem precisar de ajuda durante a pandemia. A empresa também investirá R$ 5 milhões nos próximos três anos para apoiar projetos de enfrentamento à violência doméstica e já conta com um programa para estimular o cadastro de motoristas mulheres na plataforma.

O Instituto Avon realiza há 12 anos ações para ajudar mulheres e meninas em situação de violência. No período, a organização apoiou 225 projetos e viabilizou a aproximação de 4 mil advogadas e terapeutas às vitimas com seu apoio ao Mapa do Acolhimento.

Violência doméstica pode ser denunciada em aplicativo

Além do bot para WhatsApp, mulheres vítimas de violência doméstica podem enviar denúncias por meio do Direitos Humanos Brasil, disponível para Android e iOS e em site neste link. Anunciado pelo governo federal em abril, eles oferecem mais privacidade que o Ligue 180 e aceitam denúncias com fotos, vídeos e outros documentos que comprovem a situação de violência.

As plataformas também permitem registrar violência contra crianças e idosos, além de pessoas com deficiência, de povos tradicionais e da comunidade LGBTI. Elas ainda contam com uma seção de perguntas frequentes para responder dúvidas das vítimas.

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