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Nintendo processa revendedores de hacks para o Switch

Nintendo tenta derrubar sites nos Estados Unidos que vendem hacks que permitem ao Switch rodar jogos pirateados

Lutar contra a pirataria parece uma guerra perdida, mas isso não impede a Nintendo de tentar a vitória em pelo menos algumas batalhas. Nas mais recentes, a companhia partiu para cima de revendedores nos Estados Unidos que comercializam kits que permitem ao Nintendo Switch rodar jogos pirateados. Uma dessas empresas é conhecida como UberChips.

São dois processos judiciais. O primeiro foi aberto na última sexta-feira (15) em um tribunal de Ohio contra Tom Dilts Jr., suposto operador do site UberChips. O segundo processo foi aberto no mesmo dia pela Nintendo, mas em um tribunal de Seattle. Este último envolve membros de vários sites.

Em ambos os processos, as acusações são as de que esses sites comercializam kits de um grupo hacker chamado Team Xecuter. De acordo com a Nintendo, esses produtos fazem hacks que burlam as proteções do Nintendo Switch e permitem que o console execute jogos não autorizados para a plataforma.

Entre os produtos está o dongle SX Pro, que foi lançado em 2018 e se tornou relativamente popular em pequenas revendas de produtos eletrônicos. A atualização do Nintendo Switch lançada no ano passado e o Nintendo Switch Lite não funcionam com esse dongle, mas a Team Xecuter promete lançar dois kits chamados SX Core e SX Lite que permitirão hacks nesses consoles.

É difícil — para não dizer impossível — reprimir a atuação dos grupos de hacks, por isso, a Nintendo adotou a estratégia de “intimidar” sites que revendem os kits.

Mais do que indenização, a empresa espera que os tribunais americanos impeçam os sites de continuar operando. O processo contra a UberChips pede até que o domínio da empresa seja transferido para a Nintendo.

Não que derrubar essas revendas seja fácil. O responsável pelo UberChips pode ter sido identificado, mas os sites relacionados no segundo processo são mantidos por operadores anônimos.

Se não todos, muitos desses sites são mantidos fora dos Estados Unidos, o que complica ainda mais as ações: se os domínios forem derrubados, certamente ressurgirão com outros nomes algum tempo depois.

Com informações: TorrentFreak, Polygon.

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