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Windows 10 vai rodar programas de Linux com interface gráfica

Microsoft também vai adicionar suporte a aceleração de hardware por GPU em programas do Linux no Windows 10

Felipe Ventura Por

O Windows 10 já era capaz de rodar o Linux e programas em linha de comando há alguns anos: na conferência Build 2020, a Microsoft prometeu adicionar suporte nativo a aplicativos com interface gráfica de usuário (GUI). Além disso, o WSL (Windows Subsystem for Linux) terá suporte a aceleração de hardware por GPU.

Windows e Linux

Este é o cronograma: o WSL 2 será lançado em breve junto ao May 2020 Update do Windows 10, e será mais rápido que sua versão anterior por ter um kernel Linux de verdade. (O WSL 1 possui kernel próprio da Microsoft que traduz APIs do Linux.)

No segundo semestre, o WSL 2 permitirá que programas do Linux usem aceleração de hardware por GPU, algo útil para computação paralela e para treinamento de modelos de inteligência artificial e machine learning (aprendizado de máquina). Isso vai aparecer primeiro no modo Rápido (Fast Ring) do programa Windows Insider.

Windows 10 expande suporte a programas do Linux

E, em algum momento do futuro, o WSL terá suporte a programas do Linux com interface gráfica. Como explica o The Verge, é possível rodar aplicativos com GUI no Windows usando um servidor X de terceiros, mas com desempenho reduzido.

“Teremos mais a compartilhar sobre a previsão de suporte a aplicativos do Linux com GUI ainda este ano”, disse um porta-voz da Microsoft ao VentureBeat.

Também será mais fácil instalar o WSL, bastando usar o comando “wsl.exe -install” em vez de recorrer à Microsoft Store. Isso será testado inicialmente no programa Windows Insider “nos próximos meses”.

Essas melhorias são uma forma de atrair desenvolvedores que queiram usar o Windows 10 como ferramenta de trabalho. O sistema permite instalar distribuições do Linux, como Ubuntu, SUSE Linux e Fedora; e até integrou acesso aos arquivos do Linux ao Windows Explorer.

A Microsoft também liberou o Windows Terminal na versão 1.0, ou seja, estável para uso corporativo. Ele reúne ferramentas de linha de comando como PowerShell, Prompt de Comando e WSL; e possui interface personalizável com abas, painéis, janelas destacáveis e atalhos de teclado. Você pode fazer o download na Microsoft Store ou no GitHub.

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Fagner Valente

Sou desenvolvedor e estou esperando com bons olhos essa iniciativa da Microsoft pós Satya Nadella. A situação atual do WSL é meio estranha. Várias vezes quando vc está utilizando um terminal linux no windows e de repente vc precisa abrir um programa com interface, você precisa antes apontar manualmente um link para o executável ou bin no windows. Isso é muito comum para desenvolvedores. Isso acaba quebrando bastante a experiência, o que deixa claro que são duas coisas heterogênicas.

Em minha opinião é natural que a Microsoft esteja trazendo o Linux para o Windows como uma estratégia de migração bem gradual. O objetivo final, em minha opinião, é do WIndows passar a se basear em um Kernel Linux, uma vez que a Microsoft entendeu de fato as vantagens de se beneficiar de um produto de código aberto.

Vale ressaltar que a Microsoft provavelmente mudaria a estratégia de receita com o WIndows passando a cobrar um serviço de suporte incluindo atualizações e melhorias do sistema.

Marks Duarte

Bem-vindo WSL, adeus Dual boot!
Finalmente posso usar o Linux sem ter que sair do Windows e como já estou usando a versão 2004, já montei o ambiente de desenvolvimento no subsistema.

wesley soares

O windows passara a ser de graça como forma de manter os usuários dentro do ambiente MS, mas não acho que a MS irá abrir o código fonte ou virar um kernel linux(aberto), o que ela está fazendo é integrando as ferramentas de código livre para expandir o portfólio e dar a possibilidade de usarem mais facilmente o código livre dentro da ferramenta dela e não o contrário, e talvez com isso manter os desenvolvedores no windows e abre tamém a possibilidade de futuramente ter uma plataforma única como ela deseja (Telefone, pc e xbox). Onde você pode rodar aplicativos nativos windows ou “simulados” linux, sem que isso faça a minima diferença para o user final.
A estrategia que você citou é exatamente a do google, e não imagino que a MS irá por esse caminho.

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