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Facebook exigirá máscaras e terá limite de pessoas em escritórios

Facebook planeja retorno a seus escritórios, mas com máscaras, lotação máxima de 25% e outras restrições

Emerson Alecrim Por

O Facebook já sinalizou que irá manter o regime de home office para boa parte de seus funcionários até o final de 2020. Sabe-se agora que uma parcela deles terá que voltar aos escritórios. Esse retorno será planejado e cercado de cuidados, no entanto: cada unidade poderá ter apenas 25% de ocupação, para começar. Além disso, o uso de máscaras será obrigatório.

Apesar dos esforços, nem todos os funcionários podem trabalhar a partir de casa. Aqueles que precisam fazer manutenção de servidores ou lidar com informações muito sensíveis, por exemplo, devem exercer suas atividades dentro dos prédios da companhia.

Para garantir que o ambiente de trabalho seja tão seguro quanto possível para esses empregados, o Facebook está desenvolvendo uma estratégia que, provavelmente, terá validade a partir de julho em seus principais escritórios. É o que apontam fontes próximas à companhia ouvidas pela Bloomberg.

Escritório Facebook Seattle

Começa pelo distanciamento. Cada funcionário deverá ficar a pelo menos 1,5 m de distância em relação à mesa de trabalho do outro. Além disso, os empregados terão que usar máscaras quando o distanciamento seguro não for possível ou dentro de determinados ambientes.

Com o intuito de evitar aglomerações, a companhia também determinou que academias e refeitórios permaneçam fechados — os funcionários terão que recorrer a refeições rápidas se quiserem fazer um lanche.

Haverá ainda turnos de trabalho e proibição de visitação aos escritórios. O objetivo é garantir que, em cada turno, a lotação dos espaços não passe de 25% da capacidade estimada.

Também está nos planos desenvolver estratégias para que os funcionários da região de San Francisco que utilizam ônibus para chegar ao Facebook consigam manter o distanciamento social durante o trajeto.

Esses e outros cuidados visam, naturalmente, diminuir as chances de contágio pelo coronavírus (COVID-19) dentro das dependências da empresa. Por ora, o Facebook não pretende testar funcionários para identificar infectados, mas não descarta a possibilidade de fazê-lo se conseguir obter testes rápidos.

A companhia foi procurada, mas preferiu não comentar o assunto.

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