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Apple Watch é liberado pela Anvisa para fazer eletrocardiograma

Anvisa aprovou aplicativos do Apple Watch para realizar ECG e para detectar ritmo cardíaco irregular (fibrilação atrial) no Brasil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou dois aplicativos do Apple Watch para realizar eletrocardiograma (ECG) e para detectar ritmo cardíaco irregular, sinal de um tipo de arritmia chamado fibrilação atrial. A Apple precisa de autorização em cada país para liberar esses recursos.

A autorização da Anvisa foi publicada no Diário Oficial da União em nome da Emergo Brazil Import, empresa de importação e distribuição de produtos médicos, que está representando a Apple. Segundo o MacMagazine, a solicitação foi feita em 4 de maio de 2020.

O recurso de eletrocardiograma está disponível no Apple Watch Series 4 e Series 5, mas o software ainda não foi liberado no Brasil; isso deve ser questão de tempo e talvez exija uma atualização do sistema watchOS.

Como usar o app de ECG no Apple Watch

Para fazer o ECG, o usuário deverá abrir o app correspondente no relógio, colocar o dedo indicador na coroa digita (botão giratório) e esperar 30 segundos. O dispositivo vai medir os impulsos elétricos do seu coração e alertar sobre alguma possível irregularidade.

Há também o Recurso de Notificação de Ritmo Irregular (RNRI), que analisa dados da frequência cardíaca para identificar sinais de fibrilação atrial, principal causa de acidente vascular cerebral (AVC).

Em comunicado, a Anvisa coloca algumas ressalvas sobre o uso do ECG: os dados servem apenas para uso informativo, não para uso clínico, e não substituem os métodos tradicionais de diagnóstico.

Além disso, vale notar que o Apple Watch consegue detectar apenas o ritmo normal de batimento do coração e a fibrilação atrial; ele não é capaz de identificar outros tipos de arritmia, nem alerta sobre ataques cardíacos.

O Apple Watch consegue fazer ECG atualmente em 35 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Índia e membros da União Europeia. O recurso passou a funcionar nos EUA no final de 2018 após liberação da FDA, equivalente americana à Anvisa.

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