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PF cumpre mandados do STF em operação contra fake news

Polícia Federal cumpre mandados contra apoiadores do presidente Bolsonaro; STF investiga grupo que opera rede de notícias falsas

A Polícia Federal está cumprindo 29 mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (27): as ordens judiciais vieram de Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que conduz uma investigação sobre fake news e ameaças contra a Corte. Os alvos são apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, como o ex-deputado federal Roberto Jefferson e o empresário Luciano Hang.

Os mandados de busca e apreensão estão sendo executados no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Eles foram cumpridos no âmbito do inquérito 4.781 aberto no ano passado por José Antônio Dias Toffoli, presidente do STF.

Estes são alguns dos alvos da operação da PF:

  • Luciano Hang, empresário
  • Roberto Jefferson (PTB-RJ), ex-deputado federal
  • Douglas Garcia (PSL-SP), deputado estadual, e seus assessores
  • Allan dos Santos, blogueiro
  • Sara Winter, ativista
  • Rey Bianchi, humorista

Os mandados foram cumpridos na casa de Jefferson no RJ e na residência de Hang em SC. As buscas sobre Allan dos Santos ocorreram em sua casa em Brasília. Além disso, a PF apreendeu computadores no gabinete de Garcia na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

STF investiga esquema de fake news

A investigação corre em sigilo. Seu foco está em um grupo suspeito de operar uma rede de divulgação de fake news contra autoridades. Em abril, descobriu-se que a PF identificou o vereador Carlos Bolsonaro como um dos articuladores desse esquema.

Se o inquérito tiver provas suficientes, o filho do presidente (conhecido como 02) pode ser indiciado. Moraes vem encaminhando provas colhidas pelo STF às Procuradorias dos estados para permitir futuras denúncias.

No Twitter, Carlos disse hoje de manhã: “o que está acontecendo é algo que qualquer um desconfie que seja proposital. Querem incentivar rachaduras diante de inquérito inconstitucional, político e ideológico sobre o pretexto de uma palavra politicamente correta? Você que ri disso não entende o quão em perigo está”.

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