Início » Finanças » Fintechs como Nubank e PicPay já providenciam adesão ao PIX

Fintechs como Nubank e PicPay já providenciam adesão ao PIX

Além de bancos, várias fintechs já buscam participação no sistema de pagamentos instantâneos do PIX

Emerson Alecrim Por

O PIX está vindo aí. Enquanto o Banco Central do Brasil trabalha para colocar o novo sistema de pagamentos instantâneos em funcionamento, bancos e outras instituições do setor financeiro solicitam adesão à plataforma. Entre elas estão fintechs como Nubank, PicPay e PayPal.

Notas de 10, 20 e 50 reais

Se não houver complicações, o PIX entrará em funcionamento em novembro. As expectativas são altas, afinal, o novo sistema permitirá pagamentos ou transferências de dinheiro praticamente em tempo real, 24 horas por dia, inclusive em finais de semana e feriados.

É por isso que bancos e instituições financeiras não estão perdendo tempo. O último relatório do Banco Central indica que mais de 100 empresas já solicitaram adesão (PDF) ao novo sistema.

Note que, além dos grandes bancos (Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil), há instituições bancárias médias e pequenas, e fintechs na lista: Nubank (Nu Pagamentos), PicPay, Mercado Pago, PayPal, RecargaPay, Iugu, PagueVeloz, entre outras.

Em circular publicada em 25 de maio no Diário Oficial da União, o Ministério da Economia e o Banco Central estabelecem as regras para adesão ao PIX. O documento reforça que a instituições cadastradas poderão ter participação direta ou indireta no novo sistema.

Nubank

Basicamente, a participação direta permite que a instituição faça transações diretamente no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) — o “motor” do PIX. Bancos de varejo e múltiplos devem, obrigatoriamente, ser participantes diretos.

Por sua vez, instituições que tiverem adesão indireta realização transações no sistema tendo um participante direto como intermediário.

A lista de adesões divulgada pelo Banco Central mostra quais instituições têm participação direta ou indireta. Nubank e PicPay aparecem como participantes diretos, por exemplo; o RecargaPay, como indireto.

Vale lembrar que, por ter proposta muito abrangente, o PIX também permitirá transações por meio de QR Code ou aproximação (via NFC ou MST), daí o interesse de instituições tão variadas. Porém, essas modalidades só deverão estar completamente funcionais no sistema em 2021.

Comentários da Comunidade

Participe da discussão
10 usuários participando

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Orley Tadeu de Lima (@orley_sc)

Issae tem alguma coisa a ver com blockchain?

Cesar Osvaldo Müller (@cesar)

Graças a Odin, não…

Orley Tadeu de Lima (@orley_sc)

Ué, mas blockchain não era uma tecnologia revolucionária para pagamentos porque seria impossível de falsificar as transações porque todas elas desde a primeira são validadas a cada nova transação e blablablablabla ?

Cesar Osvaldo Müller (@cesar)

Se você vai movimentar um milhão de dólares entre dois continentes, sim… Se você vai comprar uma mariola, só adiciona complexidade e “lentidão” ao processo… BlockChain é tipo tv 3D, tem seus usos, mas não é o milagre que é/foi pregado

Danillo Nunes (@danillonunes)

Sim, Blockchain é uma tecnologia revolucionária para pagamentos porque é impossível de falsificar as transações porque todas elas desde a primeira são validadas a cada nova transação e blablablablabla, de forma descentralizada. No caso do PIX, as transações são feitas através de uma entidade centralizada, que é o BACEN, então não tem necessidade nenhuma de usar Blockchain.

Claudio (@claudio)

Se conseguirem implementar direito, o PIX aposenta maquininhas de cartão (pra débito), DOCs, TEDs, e boletos. Tudo numa tacada só.

As transações financeiras no Brasil vão dar um salto tecnológico de 40 anos.

Esse é o nível de revolução que podemos ter, de novo, se for implementado corretamente.

Claudio (@claudio)

Vai ter uma taxa (bem baixa por sinal) que o BACEN vai cobrar pra fazer a transação. Em cima disso os bancos podem cobrar mais do usuário final, aí o céu é o limite.

Eu chuto que os grandes bancos vão cobrar taxas mais salgadas, enquanto Nubanks e Inters da vida devem oferecer de graça ou a custos irrisórios, como já é feito hoje com TEDs.

ochateador (@ochateador)

Não lembro em qual local que eu vi, mas da parte do Banco Central, a taxa por operação será de 0,25% do valor ou de R$ 0,25 (valores reduzidos com intenção óbvia de forçar todos a cobrarem pouco). Fiquei procurando essa informação, mas não consigo achar.

@xtudao

Só vai substituir o PIX no pagamento em debito, no crédito continuam as maquininhas.

Cesar Osvaldo Müller (@cesar)

Na verdade, até onde vi e sei, vai ser mais barato que isso, basicamente vai ser só o custo da operação, então quanto mais gente usando, mais barato fica