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Uber destrói bicicletas elétricas e patinetes para reciclagem

Descarte acontece justamente quando o transporte por bikes e patinetes da Uber pode ser importante para evitar ônibus e metrô

André FogaçaPor

A Uber, que transferiu a divisão de micromobilidade para a Lime, está destruindo milhares de bicicletas elétricas e patinetes em várias cidades. O motivo, segundo a própria empresa, é que estes modelos contam com muitas peças proprietárias e isso dificulta a reciclagem dos produtos.

Uber patinete

Patinetes elétricos já foram uma febre nas ruas de várias cidades do mundo, inclusive em grandes cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro e Santos. O negócio não foi tão bem das pernas para quase nenhuma empresa que apostou neste tipo de mobilidade, principalmente quando o isolamento social retirou muita gente da rua.

Juntando os dois problemas com outros tantos, as empresas que pararam de trabalhar com este negócio retiraram as baterias até mesmo das bikes elétricas e jogaram o restante no lixo. A visão da morte destes modelos foi notada pela conta Bike Share Museum no Twitter, que mostra um mar de bicicletas vermelhas da Jump, que era da Uber até o começo deste mês.

O perfil diz que os produtos estão jogado no chão, dentro de depósitos. Há ainda outros relatos mostrando a destruição destes veículos, que poderiam ajudar a população na reabertura das cidades que estavam em quarentena por conta da COVID-19 – já que bicicletas e patinetes são alternativa importante para evitar tumulto em ônibus e metrô.

Uma solução poderia ser a reciclagem ou então a doação, mas este processo é trabalhoso demais. A Uber diz que está reciclando muitos dos modelos que já colocou em sua frota, mas um representante da empresa diz que a adoção de diversas peças criadas especificamente para estes modelos é um dos entraves para doação.

Elas exigem maquinário especializado e mão de obra treinada para apenas um tipo de bicicleta ou patinete. Outro problema envolve até a Lime, que recebeu algumas versões das bicicletas e que não pode fazer nada com os produtos justamente pela falta de conhecimento técnico, que estava dentro da Uber e essa equipe foi demitida, junto de outra que trabalhava na parte de inteligência.

Eu coloco um tempero de dúvida neste argumento, penso que também existe a vontade da Uber não repassar o conhecimento que conseguiu quando comprou a Jump em 2018. Complicado.

Com informações: The Verge.

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🤷‍♀️ (@xavier)

Infelizmente faltou dizer que isso está acontecendo em várias cidades ao redor do mundo.
Na matéria apenas cita, de forma não vinculada ao acontecimento, cidades brasileiras, o que aparentemente não ocorre aqui.

² (@centauro)

Não só questão de leis e burocracia, mas tem toda a parte da logística.
Doar não é só falar que agora é do outro e acabou.
Tem que organizar o transporte que tem o seu próprio custo. Muitas vezes quem vai receber não tem condições de ficar pagando o frete, então quem arca com tudo é o doador, e é bem provável que transportar pra doação (que precisa de todo o cuidado para manter a integridade da doação durante o transporte) seja mais caro do que o transporte para o descarte.

A questão da lei também é importante porque cada país tem suas leis que definem responsabilidades de quem está doando. E dependendo do que estiver sendo doado, você tem a questão da titularidade do que está sendo doado e toda a burocracia da transferência de titularidade (como veículos, por exemplo).