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Grow, da Grin e Yellow, faz demissões mas nega sair do Brasil

Grow Mobility, dona das marcas Grin e Yellow, suspendeu aluguel de patinetes elétricos devido à COVID-19 e retirou bicicletas

Felipe Ventura Por

A Grow Mobility, dona das marcas Grin e Yellow, confirmou a demissão de “grande parte da equipe operacional e corporativa no Brasil”, mas nega que vá encerrar as atividades no país. A empresa retirou as bicicletas de circulação em janeiro, e suspendeu o aluguel de patinetes elétricos em março devido à pandemia do novo coronavírus, causador da COVID-19.

Patinete da Grin

De acordo com o Mobile Time, a Grow realizou uma rodada de demissões que afetou metade de seus funcionários no Brasil. Cerca de 30 pessoas estariam trabalhando na filial brasileira; segundo fontes, isso é “apenas para finalizar a operação”. Ela também atua no México e Colômbia.

Em nota ao Tecnoblog, a empresa nega intenções de deixar nosso país:

A Grow informa que não procede a informação de que está encerrando suas operações no Brasil. Apesar dos duros impactos e decisões gerados pela paralisação, a empresa segue acreditando que a micromobilidade tem um futuro promissor, e continuará dedicada a sua atuação no país, com foco em um plano de retomada e na estruturação de uma empresa financeiramente sustentável e no desenvolvimento de novos modelos de negócios que melhor se encaixam no cenário pós-pandemia.

Nesta segunda-feira (1º), a Grow disse em comunicado aos funcionários que “passa por uma situação de caixa bastante delicada”, por isso não tem dinheiro para pagar a multa rescisória de 40% prevista pela CLT.

A empresa afirma estudar “todas as formas possíveis de arcar com os encargos trabalhistas dos funcionários demitidos”; ela promete manter o seguro-saúde por seis meses, além de oferecer cestas básicas e ajudar colaboradores a encontrarem outro emprego.

Grow culpa pandemia por demissões no Brasil

“A instabilidade do cenário econômico causado pela pandemia trouxe a emergência da difícil tomada de decisão que implicou no desligamento de grande parte da equipe operacional e corporativa no Brasil”, afirma a Grow em comunicado.

Segundo a empresa, esta “foi uma decisão difícil, realizada a despeito da ótima performance que os profissionais vinham apresentando no dia a dia da empresa, mas foi a decisão possível nesse momento de pandemia, incertezas e forte crise econômica”.

A Grow foi comprada em março pelo investidor Felipe Henríquez Meyer, cofundador do fundo de investimento Mountain Nazca. Ela vem testando o serviço Grin4U de aluguel individual de bicicleta e patinete em São Paulo, com assinatura mensal a partir de R$ 49.

Atualizado em 05/06 para esclarecer que Grow não foi comprada pelo fundo Mountain Nazca

Comentários da Comunidade

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João Almeida (@Joao_Almeida)

" Grow culpa pandemia por demissões no Brasil"

A empresa com o pé na cova desde que foi lançada quer culpar a pandemia kkkkkkk

Reinaldo Boson (@Ticano)

Esta é uma das partes mais nefastas desta pandemia e sua campanha do medo, quem pode fica trancado em casa com nojinho de pegar em maçaneta, imagina usar uma bicicleta compartilhada… tempos difíceis demais.

imhotep (@imhotep)

Com o preço q eles cobravam, sempre achei inviável.

Fabio Neves (@Fabio_Neves)

Já era esperado, até mesmo antes da pandemia, quando eles já davam sinais de irritação pela quantidade absurda de roubos e avarias nas patinetes.

Caleb Enyawbruce (@Enyawbruce)

A pandemia virou bode-expiatório pra tudo agora…

Ronaldo Carlos da Silva (@RonaldoCarls)

Esse perfil de negocio é bem problemático, pra manter a operação funcionando, sem lucro, só pra pagar as contas e o pessoal, vai demandar um numero considerável de usuário, e isso essas empresa nunca tiveram! No fim é só mais uma ideia bacana que surgiu do Vale do Silicio na utopia de que “vai da certo” algo que quando joga no Excel sabemos que as contas não fecham!

@Banana_Phone

As bikes tinham um preço bom, mas os patinetes são impraticáveis. Pedir um Uber é mais barato do que fazer o mesmo trajeto de patinete, além de ser mais seguro.

Tiago Celestino (@tcelestino)

Culpar a pandemia por um negócio que já estava indo para o “colapso”, só mostra o quanto a Grow tava sendo mal gerida.