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O que é previdência privada?

Esta opção de investimento é usada para complementar, ou até substituir, a aposentadoria paga pela previdência social (INSS)

Luiza Xavier Por
TB Responde

A previdência privada, também conhecida como previdência complementar, é uma opção de investimento para somar à aposentadoria do INSS. A renda acumulada durante anos pode até substituir o valor que é pago pela previdência social a trabalhadores com carteira assinada ou a quem fez contribuições ao instituto como autônomos. Entenda por que este é um setor em expansão.

Empreendedores e jovens que ainda não ingressaram no mercado de trabalho, ou seja, não pagam contribuição ao INSS, podem optar por este tipo de fundo de investimento.

A previdência privada, nestes casos, funciona como uma reserva financeira que, no futuro, substituirá a aposentadoria. É possível começar a investir com apenas R$ 35, porém, é fundamental fazer simulações, disponíveis nos sites de bancos e corretoras, antes de contratar um plano.

Vale lembrar que a aposentadoria paga pelo INSS está limitada a um teto que, em 2020, é inferior a R$ 6 mil. Para quem recebe salário maior, a aposentadoria pela previdência social representa uma queda significativa no padrão de vida. A previdência privada, portanto, é um investimento que pode evitar esse impacto negativo.

A procura pelos planos de previdência privada vem aumentando. Em 2019, quando foi aprovada a reforma da previdência social pelo Congresso Nacional, a indústria de previdência complementar aberta registrou que os novos depósitos em planos somaram R$ 126,4 bilhões, valor 16,9% maior que o verificado em 2018.

Os dados são da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

Tipos de plano de previdência

Estamos falando aqui da previdência complementar aberta, investimento que qualquer pessoa física pode contratar por meio de instituições financeiras.

Existe também neste setor a previdência complementar fechada, oferecida por fundos de pensão, entidades sem fins lucrativos – Petros, dos funcionários da Petrobras, e Valia, dos empregados da mineradora Vale, são exemplos do segmento. Nos fundos de pensão, colaboradores e empresas contribuem para manter o investimento.

Os planos oferecidos pelas instituições financeiras são apresentados em dois tipos:

  • PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre)
  • VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)

Na definição oficial da Susep (Superintendência de Seguros Privados), o VGBL é um plano de seguro de pessoas e o PGBL, um plano de previdência complementar aberta.

PGBL ou VGBL, qual o melhor?

Nos dois casos, você faz contribuições, acumulando um volume de dinheiro durante determinado período para ter direito a um benefício ao final do prazo definido em contrato. Esse benefício poderá ser pago à vista ou sob a forma de renda mensal – vitalícia ou durante um tempo previamente estabelecido.

A principal diferença entre eles está no regime de tributação (Imposto de Renda). Em ambos, o IR incide apenas no momento do resgate ou recebimento da renda.

Entretanto, no VGBL você pagará o imposto de renda apenas sobre os rendimentos, enquanto no PGBL o imposto incide sobre o valor total a ser resgatado ou recebido sob a forma de renda.

Com informações de Febraban e FenaPrevi.

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