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Oi pode ser processada por sindicato após fazer 132 demissões

Sindicatos afirmam que Oi violou acordo trabalhista que previa manutenção de empregos durante pandemia

Lucas Braga Por

A Oi demitiu 132 profissionais nesta semana, incluindo funcionários e executivos: isso gerou críticas de sindicatos, que alegam que os desligamentos são injustificáveis e violam um acordo trabalhista feito anteriormente. A operadora diz que isso faz parte de seu plano estratégico; ela colocou a divisão de telefonia móvel à venda, e vem se dedicando a expandir sua rede de internet por fibra óptica.

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Segundo a Oi, os desligamentos eram previstos por conta de “mudanças na estrutura, otimização de processos, readequação de áreas e simplificação de tomada de decisão em todos os níveis”, e que tudo isso faz parte do plano estratégico da empresa. A empresa passa por um processo de recuperação judicial e concentrou o foco na construção da rede de fibra.

A mudança para a fibra, por sinal, é outra justificativa da operadora: ela alega que a substituição da infraestrutura exige “ajustes e adequação das equipes de forma a refletir essa nova dinâmica e atender aos perfis técnicos necessários para o atual momento do mercado de telecomunicações”.

Do outro lado, os sindicatos alegam que as demissões são injustificáveis. A Fenattel (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações) afirma que a Oi fechou acordos trabalhistas prevendo redução de jornada e salário, além de home office, em troca de manutenção dos empregos durante a pandemia; as demissões descumpririam esse consenso.

A federação orienta aos sindicatos estaduais que não homologuem as demissões, que denunciem os desligamentos ao Ministério Público do Trabalho, e que promovam ações judiciais com pedido de liminar.

Oi encerra venda de internet no cobre para focar em fibra

A rede de cobre da Oi está desatualizada para as demandas atuais, por isso seu foco é se tornar uma operadora de fibra. A empresa interrompeu a venda de planos entregues com cabos metálicos (ADSL e VDSL), concentrando novas adesões apenas nas áreas com cobertura FTTH (fibra até a casa do cliente).

Além disso, a Oi Móvel foi colocada a venda, e conta com interessadas a Vivo, TIM e Claro. Uma possível aquisição poderia gerar maior redução no quadro de funcionários, devido à sobreposição em cargos e funções.

Com informações: TeleSíntese.

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Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Vamos termina de quebrar a Oi, o que de ruim pode acontecer alem de algumas centenas de cidade sem acesso a internet.

@ksio89

Tinha que ser praga de sindicato.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Sem internet as pessoas não ficam, se uma possível venda do braço mobile for aprovada.

Abriria caminho para um empresa de fora entrar e comprar toda a fatia da OI, o que seria ótimo para estimular a competição. Ou o cenário mais provável é que fosse dividido entre as demais, em uma compra conjunta. Que talvez até seja benéfico, menos operadoras, mais espectros para serem divididos, melhor qualidade de sinal.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Tu tá misturando Oi móvel com Oi fixa, se a móvel fechar agora, rapidamente move os números dela pra outras operadoras e a vida que segue, acho difícil ter alguma cidade que seja atendida só pela Oi móvel.

Se fechar hoje a Oi fixa quem vai assumir a sua rede? acho difícil alguém querer o pepino que é hoje em dia, ter de cuidar de orelhões e telefone fixo nos cafundós do mundo, o valor de sua rede de fibra não cobre as responsabilidades que tem de assumir.
Passar fibra pra atender algumas regiões das cidades não é rápido (e nem to falando de periferia, to falando de regiões centrais mesmo), muito prédios não tem espaço nas tubulações, então precisa ter cacife pra entregar uma rede FTTB e xDSL para o cliente (ou outro sobre um par metálico), quem tá interessado hoje em investir em uma tecnologia assim?