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Gmail alerta para aumento de golpes sobre COVID-19 no Brasil

Google vê aumento em golpes de phishing, malware e spam na Índia, Reino Unido e Brasil; Gmail bloqueia 99,9% das tentativas

Felipe Ventura Por

O Google notou um aumento no volume de golpes de phishing, malware e spam relacionados à COVID-19, especialmente em três países: Índia, Reino Unido e Brasil. Por aqui, os criminosos usam como isca serviços de streaming (em especial a Netflix) e cartões de crédito. Felizmente, o Gmail consegue bloquear mais de 99,9% dessas tentativas por e-mail.

Gmail + hacker

Segundo o Google, os golpes observados no Gmail “usam iscas relacionadas a questões locais e incentivos financeiros, usando o medo para criar uma sensação de urgência e impulsionar o usuário a interagir”.

A empresa cita dois exemplos no Brasil: em um deles, um e-mail que parece ser da Netflix diz que a conta foi suspensa, e pede que o usuário atualize seus dados de pagamento — claro, é um truque para roubar números de cartões de crédito. Isso vem se tornando mais comum à medida que serviços de streaming crescem em popularidade na pandemia.

Golpe da Netflix no Gmail

No segundo exemplo, um e-mail falso da Credicard diz que o cartão foi bloqueado de forma preventiva, e ameaça cobrar multa caso o cliente não tome uma atitude. “Este é mais um exemplo da estratégia de recorrer ao medo para ludibriar o usuário”, explica o Google.

Golpe do Credicard no Gmail

Google registra golpes via Gmail em outros países

Na Índia, as tentativas de golpe usam a iniciativa governamental Aarogya Setu, aplicativo do governo que leva serviços essenciais de saúde à população e rastreia casos da COVID-19. No Reino Unido, o phishing também se inspira em programas do governo: no caso, trata-se do auxílio fornecido para empresas durante a crise do coronavírus.

“De maneira geral, o Gmail continua bloqueando mais de 99,9% das tentativas de spam, phishing e malware que chegam aos usuários”, afirma o Google. “Embora o Gmail tenha adotado novos ‘escudos’, as proteções existentes, que usam inteligência artificial, foram construídas para se adaptar naturalmente às mudanças no cenário de ameaças digitais.”

As informações coletadas dos e-mails enganosos vão para a infraestrutura do Navegação Segura, usada na busca, no Chrome, no Gmail e no Android. Dessa forma, outros serviços do Google conseguem bloquear essas mesmas tentativas de golpe.

Claro, muitos golpes ocorrem fora dos e-mails: o WhatsApp se tornou um dos meios favoritos para compartilhar links enganosos durante a pandemia.

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