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O que são planos PGBL e VGBL?

Tipos de previdência privada, PGBL e VGBL apresentam diferenças no regime de tributação; saiba qual é o mais indicado para você

Luiza Xavier Por
TB Responde

Se você começou agora a pesquisar investimentos que, no futuro, poderão garantir uma aposentadoria financeiramente mais tranquila é muito provável que já tenha visto, e até se assustado, com essas duas siglas: PGBL e VGBL. À primeira vista, podem indicar algo complicado de ser compreendido. Porém,  a “sopa de letrinhas” é apenas a representação dos dois tipos de planos de previdência privada oferecida pelos bancos.

A principal diferença entre um e outro está no regime de tributação. O pagamento de Imposto de Renda sobre os ganhos ocorre de forma distinta. Conheça as características de cada plano e saiba qual é o mais indicado para a sua realidade financeira.

O que é PGBL

O Plano Gerador de Benefício Livre é um plano de previdência complementar aberta. Quem faz a declaração do Imposto de Renda no formulário completo pode deduzir o valor das contribuições para a previdência privada de sua renda bruta anual. Mas, quando você resgatar os valores acumulados será cobrado o Imposto de Renda sobre o valor total pago – as mensalidades mais rendimentos.

Ou seja, quem faz a declaração completa pode, por exemplo, abater sobre a base de cálculo do imposto até 12% do total da renda bruta tributável  – salários, aluguéis, pensões, entre outros. Dessa maneira, alguém com renda bruta anual de R$ 200 mil poderá obter um desconto de até R$ 24 mil por ano.

No entanto, é preciso ficar atento: só tem direito a esse desconto quem contribui regularmente para o INSS.

O que é VGBL

O Vida Gerador de Benefício Livre é um plano de seguro de pessoas, segundo a definição da Susep – Superintendência de Seguros Privados. Ao contratar esse tipo de plano de previdência, você não terá incentivo fiscal durante a fase de contribuições. Entretanto, no momento de receber os recursos acumulados, o Imposto de Renda incidirá apenas sobre o rendimento da aplicação.

Neste caso, apenas a rentabilidade do plano é tributada. Isso significa que, ao final de um ano, um investimento de R$ 10 mil que tenha rendido R$ 150,00, ou seja, passado 12 meses o valor total chegou a R$ 10.150,00, não será integralmente tributado. Os impostos incidirão apenas sobre o valor de R$ 150,00. Esta pode ser a opção de plano mais adequada a empreendedores e microempresários, que não contribuem para a previdência social.

Tanto no PGBL quanto no VGBL, o investidor faz contribuições, também chamadas de aportes, acumulando dinheiro durante determinado período. Assim, terá direito a um benefício ao final do prazo definido em contrato. O valor poderá ser pago à vista ou sob a forma de renda mensal – vitalícia ou durante um tempo previamente estabelecido.

Vale sempre lembrar que, antes de contratar qualquer plano de previdência é importante fazer simulações nos sites ou apps das instituições financeiras que oferecem essa opção de investimento.

Com informações: Susep – Superintendência de Seguros Privados.

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