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Android 11 Beta remove limite de 4 GB para gravar vídeo

Com a novidade o Android 11 pode, teoricamente, gravar vídeos com arquivos de até 16 TB de uma só vez na memória interna

André Fogaça Por

O Beta 1 do Android 11 tem poucos dias de vida no mundo fora do Google e um recurso importante já foi notado: o sistema operacional do gigante das buscas já permite gravar vídeos com arquivos maiores do que 4 GB no final. O único porém é que os apps de câmera também precisam ser atualizados para tirar proveito da novidade.

Android 11

Esta mudança é importante para quem gosta de gravar vídeos em 4K, ainda mais importante para os que querem vídeos em 8K dos novos Galaxy. No caso do Galaxy S20 Ultra, um minuto de vídeo nesta resolução cavalar ocupa 600 MB, então com quase sete minutos de vídeo o smartphone cria um arquivo de 4 GB, dividindo de quatro em quatro GB até lotar a memória – o que não demora para acontecer com essa resolução.

No Android 11 este limite passa a ser o dos arquivos no sistema de 64 bits, que permite que apenas um vídeo possa ter até 16 TB de espaço, o suficiente para lotar a memória do smartphone muitas vezes, mas que também vai ajudar na hora de fazer backup ou assistir longos vídeos em resolução inferior, sem ter que trocar de arquivo a cada momento.

A novidade foi percebida pelo site especializado Android Police, que conseguiu criar um único arquivo de 10,74 GB no sistema já neste Beta 1 do Android 11. Como estamos em um momento muito inicial de testes do Android mais recente, agora nem mesmo o app de câmera do Google consegue filmar gerando um só arquivo.

Como o Android 11 deve aparecer em mais do que um punhado de aparelhos apenas no primeiro semestre do ano que vem, ainda é cedo para esperar que todos os apps de câmera tirem proveito da nova instrução neste momento. De qualquer forma é uma notícia muito boa para quem filma em 1080p por horas, ou em 8K por alguns minutos.

Com informações: Android Police.

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@ksio89

Bem que o Google podia implementar no Android suporte nativo a cartões de memória e pendrives (via adaptador OTG) formatados em NTFS e exFAT também, pois ficar restrito ao FAT32 e seu limite de 4GB em pleno 2020 não dá mais.

Tive que recorrer a um gerenciador de arquivos de terceiros com driver próprio, pois o firmware stock do meu aparelho só reconhece FAT32.

Mateus B. Cassiano (@mbc07)

NTFS e exFAT são sistemas proprietários da Microsoft, então eu não esperaria suporte nativo pra eles no Android tão cedo. Os smartphones que oferecem suporte são porque a fabricante licenciou um driver de terceiros para uso (normalmente da Tuxera), só que isso tem um custo então normalmente o driver só é implementado nos modelos mais caros.

Pelo menos com o exFAT existe uma luz no fim do túnel, visto que as versões atuais do kernel Linux implementam um driver exFAT doado pela Microsoft, mas como o Android normalmente utiliza como base um kernel pelo menos duas versões anteriores à versão atual, ainda levará alguns anos pra ter esse suporte nativo sem depender de drivers de terceiros…

Valdinei Ferreira (@valdinei)

Nem sabia desse limite. kkkkk Então o 4K, que já tem um tempinho no mercado, nem daria pra chegar aos 15 minutos de vídeo. Doideira.

Rmcrys (@rmcrys)

No meu Samsung S (8, 9, 20) ele reconhece (se não estou em erro) NTFS, eu tenho discos externos em NTFS e consigo ver os ficheiros dentro. A implementação deve depender de cada fabricante.

No entanto não esquece que hoje em dia muitos Smartphones gravam vídeo em 4K HEVC, logo 4GB dá para muito tempo de gravação. Não conheço ninguém que faça gravação durante horas num smartphone, além disso ele cria automaticamente outro ficheiro de 4 GB. Logo no editor de vídeo é só puxar os dois seguidos. Digamos que é bom este update mas os 4 GB eram já um “não-problema”.

Igor Nagase (@nagasedesu1)

Demorou. Um Galaxy S10 com o Android 11, ficaria sem esse limite tb ou só os que saírem de fabrica?

@ksio89

Pois é, eu li exatamente como você descreveu, o exFAT a Microsoft tinha doado o driver para o Linux, mas ainda vai demorar até ser adotado pelo Android. E no caso, o aplicativo gerenciador de arquivos que uso (MiXplorer) tem driver que suporta NTFS e exFAT. Como fizeram nesse caso, licenciaram o driver ou fizeram a boa e velha engenharia reversa?

Lembrei também que cartões de memória SDXC, acima de 32GB, tem suporte obrigatório a exFAT, ou seja, o problema agora são as fabricantes implementarem o driver no kernel.

Rafael Moreira (@Rafael_Moreira)

Estou utilizando o Beta1 no Pixel 2 XL, as notificações está mais organizada do que já era. Novas permissões específica para cada aplicativo achei que foi algo muito bem vindo. Enfim o sistema está rodando bem, só tive problemas com aplicação do banco Inter que não está rodando nessa versão do S.O. Agora a única coisa que não funciona é o modo escuro pelo tempo definido, e do amanhecer/anoitecer, mesmo com a localização ligada ele não ativa e desativa o modo escuro automático.