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Epic Games e dona do Tinder criticam taxa da Apple na App Store

Briga é antiga dentro da Apple e já respingou até mesmo na Play Store do Google, que levou anos para receber Fortnite da Epic Games

André Fogaça Por

A Match Group, dona do Tinder, e a Epic Games aumentaram o tom de reclamações sobre a cobrança de 30% de toda transação que passa pelos apps que são baixados pela App Store, da Apple. As acusação acontecem um dia após a abertura de investigações das práticas anticompetitivas da empresa pela Comissão Europeia.

Fortnite na App Store da Apple

 

A cobrança de uma taxa por todos os pagamentos que passam pela App Store e Play Store não é novidade. As empresas fazem um pedágio de 30% e o desenvolvedor fica com 70% de tudo que vende, desde a compra de um app ou jogo, indo até o valor recorrente de uma assinatura. O problema é que muitos desenvolvedores se revoltaram e isso até deu o que falar quando a Epic Games lançou o Fortnite fora da Play Store para evitar a cobrança.

Nesta semana as empresas aumentaram o tom das reclamações que fazem contra a Apple, em especial a Match Group que comanda apps como o Tinder, junto da Epic Games que tem nomes de peso como o Fortnite. O catalisador é uma ajuda que a Apple oferece para algumas empresas e que não precisam fazer o pagamento do pedágio, como acontece com o Prime Video que não precisa repassar os 30% de algumas transações, junto do Airbnb.

Para estes parceiros, a Apple permite o desconto de 100% na taxa que cobra se alguns pontos forem respeitados, como suporte para AirPlay 2, integração com serviços da Apple e até suporte universal para a Siri. Empresas que não conseguem a isenção, como a Netflix, alertam os usuários que eles podem realizar o pagamento da assinatura fora do aplicativo do iOS.

O CEO da Epic comentou nesta quarta-feira (17) que não aceitará um tratamento especial apenas para sua empresa, deixando os outros desenvolvedores dentro do programa que cobra os 30%. Um representante da Match Group disse que quer sentar com a Apple e negociar um equilíbrio melhor para a cobrança das taxas em toda a loja.

Em comunicado para a imprensa americana, a Apple diz que todos os aplicativos que estão disponíveis na App Store seguem uma cartilha com regras rígidas. Ela diz que uma opção de compra in-app precisa estar presente no app se ele quiser oferecer algum recurso que foi comprado por fora, em outra plataforma.

Com informações: The Verge.

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Sérgio (@trovalds)

Simples: não estão satisfeitos, tirem os aplicativos da plataforma! O Android não domina o mercado com franca vantagem? Então a receita do que é oferecido nas plataformas da Apple não vai fazer falta!

Comecem uma “guerra de exclusivos” assim como existe hoje nos consoles. Tal jogo e tal programa só no Android. Mesma coisa no iOS. Pronto, discussão resolvida.

João Almeida (@Joao_Almeida)

Podia ser 10%, 5%, 1%, eles ainda iam reclamar. Eles querem o lucro sozinhos para eles enquanto usufruem sistemas de terceiros para distribuir hahaha piada ne

Ronaldo Gogoni (@RonaldoGogoni)

O Google também cobra 30% e já foi multado pela Comissão Europeia pelo mesmo motivo, em € 4,34 bilhões

Paulo Manso (@paulo1manso)

O problema é que iOS e Android chegaram num ponto de dominância tão grande, que a possibilidade de um novo sistema operacional conseguir market share é praticamente nula. Portanto qualquer empresa se torna refém dessas taxas da Apple e Google.

Se houvessem mais sistemas operacionais disputando mercado de forma similar, não teríamos essa conversa de taxa nas lojas de aplicativo. Mas como só há essas duas alternativas, sem perspectiva de um novo concorrente, é necessária que haja uma investigação antitruste. Não basta dizer ‘‘não tá satisfeito, tirem os aplicativos da plataforma’’.

Sérgio (@trovalds)

Veja o exemplo da própria Epic: no Android eles lançaram um launcher que instalava por fora da loja e não pagavam nenhum tostão pro Google sobre suas transações. Só que o Google, claro, não ficou nada feliz. A prática era até comum ANTES da Epic mas nunca no volume que a Epic trouxe. É claro que o Google cresceu o olho pra cima e forçaram um acordo pra conseguir parte dessa grana. Na mesma época a Epic se submeteu à Apple sem questionar porque sabia que o iOS monetiza bem mais que o Android e claro que alguns milhões a mais, mesmo descontados os 30% obrigatórios, não faziam mal.

MAS eis que a UE acatou a denúncia de truste por parte da Apple e a Epic entrou no coro do “a Apple é injusta”. Não foram eles que foram peitar a Apple acerca disso, apenas estão surfando a onda.

Paulo Manso (@paulo1manso)

Você tá ganhando algo da Apple pra defendê-la? A propósito estava falando da questão geral e não da Epic em si, mas já que mencionou… a Epic se submeteu a Apple, devido ao fato do sistema ser extremamente fechado e que não permitir instalação de apps fora da Appstore, só isso. Pode ter certeza que ela teria feito a mesma estratégia que fez no Android caso fosse possível.

Agora, podia mencionar sobre os outros fatos que apresentei no meu comentário anterior sobre a dominância de mercado e a falta de competição justificar uma investigação antitruste. Pois pelo jeito você concorda com as taxas da Apple e Google.

Sérgio (@trovalds)

Expor fatos é diferente de defender marcas. Se você se confundiu nisso, então não tem nem porque eu continuar argumentando.

Matheus Moreno (@Matheusandyou)

Não sei como funciona, mas anos atrás houve uma redução para 15% dessa cobrança na AppStore. Creio que nas assinaturas para devs com mais de um ano. Mas voltando a cobrança. Não acho injusto ela, uma vez que a plataforma faz o trâmite entre o desenvolvedor e o consumidor, faz o marketing interno, etc.

Gustavo Henrique Silva (@GustavoSilva)

Primeira vez que vejo alguém defendendo o seu próprio “direito” de pagar mais caro. Geralmente ninguém contrata usando a plataforma da Apple se houver a possibilidade pelo site, exatamente porque essa taxa vai para cliente no final das contas.

Sérgio (@trovalds)

Se não cobrar os 30% a Apple vai manter toda a infraestrutura da loja como? E mesmo que a Apple diminua esses custos, você acha mesmo que eles vão ser repassados pro consumidor pelos desenvolvedores? Ô, inocência…

ochateador (@ochateador)

Criar um hardware.
Criar um sistema operacional.
Criar uma loja de aplicativos.
Criar, manter e melhorar os servidores que hospedam os aplicativos (para poder realizar novas instalações ou atualizações).
Gerenciar todas as transações financeiras respeitando as regras de cada país (175 no caso, vide https://developer.apple.com/programs/whats-included/ ).
Atrair usuários para usar esse hardware, sistema operacional e/ou aplicativo.
Remover os aplicativos “ruins, tóxicos” da loja.
Manter uma interface visual quase padronizada que permita uma pessoa de 2 ou 99 anos consiga utilizar os produtos, mesmo que nunca tenham mexido em um celular, tablet na vida. Facilitando inclusive a migração da versão 3 para 11. Conhecido como “curva de aprendizado mínima”.

Povo deve pensar: “É de graça fazer tudo isso e dá para fazer em menos de 24 horas corridas”.
Para mim, está mais do que certo a taxa cobrada pela Apple. Quem não concorda, que pule fora.

Gustavo Henrique Silva (@GustavoSilva)

Seria estranho se não o fizesse, pois já fazem. Os serviços já usam seus próprios intermediadores de pagamento, que são mais baratos que a Apple, e já repassam essa diferença ao cliente. Basta ver a diferença de preços de uma mesma assinatura entre o site do serviço e a App Store. Usar a App Store para assinar qualquer serviço é dar dinheiro de graça para uma empresa que já lucra rios de dinheiro.

Sérgio (@trovalds)

Falou, falou e não disse coisa com coisa exceto a parte de que a Apple “já lucra rios de dinheiro”. De fato ela lucra bastante com os serviços que ela oferece, principalmente a Apple Store.

Gustavo Henrique Silva (@GustavoSilva)

Um exemplo para ficar mais claro: Quando você assina o YouTube Premium pela App Store ele sairá mais caro do que se você acessar o site “youtube.com” e assinar por ele. O intermediador de pagamento usado pelo próprio YouTube cobra bem menos que 30%, por isso é mais barato. É bem simples de entender, a questão é que os gigantes Apple e Google querem ter uma grande margem lucro abusando dos pequenos desenvolvedores que não têm capacidade de negociar com um grande intermediador ou que baseiam seus aplicativos em vendas por microtransacões.

Sérgio (@trovalds)

Novamente: política da empresa! Não gosta, não usa! Mas eles usam porque usuário de Apple gasta bem mais na loja. E é nisso que eles estão de olho. Você acha mesmo que tudo é questão da Apple ser malvadona?