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Zoom promete criptografia de ponta a ponta em contas grátis

A criptografia de ponta a ponta em chamadas do Zoom será opcional e começará a ser oferecida em julho para usuários da versão beta

Victor Hugo Silva Por

Depois de informar que ofereceria criptografia de ponta a ponta apenas para contas pagas, o Zoom anunciou que agora ela também será liberada aos usuários da versão gratuita. A proteção será oferecida a partir de julho na versão beta da plataforma, mas será opcional porque limita alguns recursos nas chamadas.

Zoom - videochamada

A empresa adianta que a criptografia de ponta a ponta impede a inclusão de telefones convencionais (PSTN) e sistemas de sala de conferência nas chamadas. Por isso, os anfitriões deverão decidir, antes de iniciarem  as chamadas, se vão habilitar ou não o recurso.

Segundo o CEO do Zoom, Eric Yuan, a empresa ouviu especialistas em privacidade e representantes de governos desde 22 de maio, quando divulgou a documentação inicial de sua criptografia de ponta a ponta, até então voltada apenas para contas pagas. O objetivo da empresa era receber contribuições para melhorar a solução.

“Identificamos um caminho a seguir que equilibra o direito legítimo de todos usuários à privacidade e a segurança dos usuários na nossa plataforma. Isso nos permitirá oferecer criptografia de ponta a ponta como um recurso complementar avançado para todos os nossos usuários em todo o mundo — [dos modelos] gratuito e pago —, mantendo a capacidade de prevenir e combater abusos na nossa plataforma”, afimou Yuan, em comunicado.

Mesmo com a mudança, o Zoom vai manter como padrão o modelo de criptografia AES 256 GCM. Para habilitarem a criptografia de ponta a ponta, os usuários deverão verificar suas contas por meio de uma mensagem de texto enviada ao número de telefone indicado. A ideia, segundo a plataforma, é impedir a criação em massa de contas abusivas.

O Zoom tem ganhado usuários na pandemia do novo coronavírus, que levou à medidas de isolamento social. A receita do serviço saltou 169% no primeiro trimestre de 2020, totalizando US$ 328 milhões. Ao mesmo tempo, o serviço se tornou um alvo mais visado de cibercriminosos, com o envio de e-mails falsos para usuários.

Com informações: The Verge.

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