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Facebook perde 100 anunciantes em meio a boicote de empresas

Marcas estão deixando de anunciar no Facebook devido à política fraca da rede social de combate à desinformação

Darlan Helder Por

O Facebook está sofrendo forte pressão de grupos de direitos civis por causa da sua política tímida de combate ao discurso de ódio e à desinformação. Nos Estados Unidos, cerca de 100 marcas já deixaram de anunciar na plataforma: são empresas do ramo de alimento, esporte, distribuidores de filmes e agências de publicidade.

A gigante de telecomunicações Verizon foi a mais recente empresa a pausar os anúncios no Facebook. De acordo com um porta-voz, a companhia só volta a comprar publicidade na rede social após a apresentação de uma política justa.

Por que empresas estão boicotando o Facebook

Grupos de direitos civis estão criticando veementemente a rede social e pressionam empresas que anunciam no Facebook. O movimento Stop the Hate for Profit (“Pare o ódio pelo lucro”, em tradução livre) é organizado pela Liga Anti-Difamação (ADL) e luta para combater discursos de ódio nas redes sociais, especialmente após as declarações de Trump sobre os protestos nos EUA, após a morte de George Floyd.

“Quando se trata de lidar com o ódio e o assédio desenfreados, a plataforma continua mansa”, diz Jonathan Greenblatt, CEO da Liga Anti-Difamação. “Os serviços prestados às vítimas de assédio são inadequados. A proximidade da veiculação de publicidade a conteúdo odioso é aleatória. E seus relatórios de transparência de auditoria de ‘direitos civis’ não são úteis para a comunidade de direitos civis”.

Site Facebook

Os integrantes do movimento ainda criticam a falta de moderação do Facebook em mensagens potencialmente perigosas. Enquanto o Twitter rotula e até exclui publicações de Trump, a empresa de Mark Zuckerberg não tem atuado para frear a propagação de conteúdos perigosos, dizem os representantes.

Em comunicado, Carolyn Everson, vice-presidente de negócios do Facebook, disse que a rede social respeita a decisão das marcas e que o Facebook está trabalhando para remover os discursos de ódio. “Nossas conversas com profissionais de marketing e organizações de direitos civis são sobre como, juntos, podemos ser uma força para o bem”, concluiu.

Com informações: The Verge e CNET.

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Leonardo Paulo de Macedo (@leonardopmacedo)

“Boicote ao ódio” basicamente = calar conservadores… nada tem a ver com ódio, é a forma bonitinha e que tenta mostrar que é uma luta “justa” para isso ser acatado, quem em plena consciência não quer acabar com o ódio, não é mesmo? Pena que os motivos disso são políticos e tem peixe grande por trás.

@teh

Tem que boicotar mesmo essa porra.

Mas nao adianta 100 empresas… o concorrente vai la e vai aproveitar…

e banir/moderar comentários e fake news (tirando as obvias) é extremamente dificil, subjetivo e perigoso.

² (@centauro)

Alguém vai ter a palavra final, não tem jeito.
O problema é que estamos lidando não só com algo subjetivo (o que é “fake news”? O que é “ódio”? Casos extremos são fáceis de definir, mas e os não extremos?), como também em constante mutação (vide o que hoje é abominado como racismo que era comum há poucas décadas atrás).

A solução mais simples e talvez “justa” é realmente uma abordagem hands-off, mas claro que isso não agrada a todos.

Sérgio (@trovalds)

O nome disso é desespero. Os Democratas não tem candidato com força pra tirar o Trump nas eleições e estão apelando pra esse discurso e atacando redes sociais. Pro Zuka não é um bom negócio perder patrocínios porque não é só de facebook que ele vive, mas sim de instagram também. Só que se ele cede (mais) à chantagem, corre o sério risco de levar uma ação por violar a constituição americana no que tange à liberdade de expressão, que nos EUA é um assunto levado muito a sério.

E as empresas vão anunciar aonde fazendo o boicote? Quais plataformas por lá tem a penetração que o Instagram tem? Maioria vai voltar atrás independente do posicionamento do Facebook a respeito.

Leonardo Paulo de Macedo (@leonardopmacedo)

Muitas dessas empresas devem estar querendo tirar o anúncio por pressão do sleeping giants lá, resta elas serem firmes no posicionamento e continuar anunciando, quem perde não é o facebook, clientes não irão faltar pra anunciar kkkkkkk, os concorrentes agradecem

Vitor Hugo (@vitor)

“opinião divergente” é meu ovo frito. aliás “esse pessoal” que tem a opinião divergente, o nome é PROGRESSO. se fazer de coitado pra continuar com discurso de ódio é triste.

Daniel Ribeiro (@danarrib)

“Discurso de ódio” além de ser subjetivo e portanto difícil de moderar, não é um crime nos EUA. Mesmo que alguém consiga determinar que algo é ou não um discurso de ódio, o direito do cidadão se manifestar está garantido pela primeira emenda da constituição.

Então vão ter que engolir… Se não quer ver opinião contrária a sua, é só parar de seguir. A maior ferramenta de moderação é o bloqueio, e essa todo mundo tem.

Gustosoft (@gustatsug)

Certissimas, tem que bloquear mesmo. Ninguem merece os adeptos do Laranjão (e do Bozzo, no BR) espalhando suas notícias falsas e posts repulsivos.

Stevonnie (@Stevonnie)

Incrível como os ditos conservadores começam a chorar quando falam de acabar com as fake news e discurso de ódio. Em que parte foi dito ou insinuado isso? Fake news é fake news independente do espectro político. Que loucura!!!

Rafael de Paula (@Red)

Vestiu a carapuça hein?

Existe ódio de direita, de esquerda, de gordo, de magro, de pobre, de preto, de estrangeiro…

Quanto menos dinheiro nessas plataformas melhor.

Leonardo Paulo de Macedo (@leonardopmacedo)

hahaha, é porque quem usa a terminologia fake news é a esquerda, fake news = notícia de jornal conservador, independente se é verdadeira ou não…
A própria CPI das fake news lá na Câmara havia citado o Gazeta do Povo (jornal de Curitiba, se não me falha a memória já centenário) como disseminador de fake news, motivo? Algumas matérias pró governo… Eles decidem o que é ou não falso, assim fica fácil.

Leonardo Paulo de Macedo (@leonardopmacedo)

hahaha, é porque quem usa a terminologia fake news é a esquerda, fake news = notícia de jornal conservador, independente se é verdadeira ou não…
A própria CPI das fake news lá na Câmara havia citado o Gazeta do Povo (jornal de Curitiba, se não me falha a memória já centenário) como disseminador de fake news, motivo? Algumas matérias pró governo… Eles decidem o que é ou não falso, assim fica fácil.
E vai sonhando que vai acabar dinheiro na plataforma, inocente… Pelo visto não acompanha o mercado financeiro né? Nem sabe como andam as ações do Facebook, inocentão… Acha que se sair 10.000 anunciantes que seja, não faz cócegas no FB…

Tiago Celestino (@tcelestino)

Então a direita ñ usa o termo “fake news”? Ok!

E sim, se o Facebook perder anunciantes, eles ñ vão ficar parado achando que os ditos conservadores irão manter a plataforma.

² (@centauro)

Eu chuto que tem empresa boicotando mais pra pegar o bonde e ganhar alguma visibilidade gratuita também.
O que não tem de notícia listando empresas que estão retirando os anuncios no Facebook, viu. E essas notícias, claro, são propaganda gratuita pra essas empresas.