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Receita apreende R$ 8 milhões em celulares da Xiaomi e outras marcas em SP

4 mil celulares foram levados pela Receita Federal em São Paulo, incluindo Xiaomi Mi Note 10 Lite, Redmi Note 8 e Redmi 7A

Felipe Ventura Por

A Receita Federal apreendeu mais de 4 mil celulares na última quinta-feira (25) em um shopping popular da cidade de São Paulo, em ação conjunta com a Prefeitura. Foram levados diversos smartphones da Xiaomi como o Mi Note 10 Lite, Redmi Note 8 e Redmi 7A; além de dispositivos baratos de outras marcas, com valor total estimado em R$ 8 milhões.

Receita Federal apreende celulares Xiaomi

A operação “De onde fala”, com foco em celulares novos sem origem lícita, foi realizada pela Direp (Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho) da Receita Federal em São Paulo, com apoio da subprefeitura da Sé na capital paulista.

“A prática identificada lesa os importadores que atuam legalmente e subtrai os empregos legítimos gerados pela atividade legal e os recursos que deixam de ser recolhidos aos cofres públicos”, argumenta a Receita em comunicado.

Receita Federal apreende celulares Xiaomi

Receita Federal apreende celulares Xiaomi

As fotos da operação divulgadas pela Receita mostram diversos modelos da Xiaomi à venda no shopping popular, incluindo o Redmi Note 8, Redmi Note 9, Mi Note 10 Lite, Redmi 7A, Redmi 8, Redmi 8A e Redmi Go.

Em uma das imagens, encontramos até mesmo o mascote da Xiaomi, chamado Mi Bunny ou MiTu, no teto da loja. Havia também diversas unidades do Semp Go, smartphone barato que roda Android Go; e tablets Androids como o RCA Coolpad 3G 7″.

Os eletrônicos apreendidos pela Receita provavelmente serão leiloados em algum momento. Os responsáveis, por sua vez, devem responder pelo crime de descaminho, que significa vender “mercadoria de procedência estrangeira que introduziu clandestinamente no País ou importou fraudulentamente”.

Receita Federal apreende celulares Xiaomi

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Edilson Junior (@Edilson)

Posso estar me equivocando mas desde que a DL assumiu a distribuição da marca aqui, aumentaram as notícias sobre apreensões da Xiaomi.

Mozart Melo (@Mozart_Melo)

Faz sentido, sobretudo por conta dessa nota da RF
“A prática identificada lesa os importadores que atuam legalmente e subtrai os empregos legítimos gerados pela atividade legal e os recursos que deixam de ser recolhidos aos cofres públicos”, argumenta a Receita em comunicado.

Luander Falqueto Beltrame (@LuanderFB)

Acho que só essa parte já responde.

Anthony Fernando (@Anthony_Fernando)

Fico imaginando como deve estar a pessoa que perdeu esses 8 milhões de reais em mercadorias.
O slogan do Governo Federal deveria ser: “Brasil. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”.

@bkdwt

Interessante como a receita adora um celular da Xiaomi.

🤷‍♀️ (@xavier)

Teoricamente, se a pessoa importou sem pagar os impostos de importação, ela já assume esse risco e vende “enquanto não dá merd*”.

Não, eu não estou falando que está tudo bem com o imposto que é quase o mesmo valor do produto (às vezes até mais), mas atualmente essa é a legislação e temos que cumpri-la.

wesley soares (@wesley_soares)

Se não fosse esse tipo de prática, de trazer produtos nos panos, poderíamos ser classificado como uma cuba melhorada. Com ctz teríamos produtos caríssimos, graças as tarifas, e a falta de concorrência com esses importadores de xing king. Não estou defendendo a prática, mas na minha visão se o governo quisesse de fato acabar com isso, já teria acabado, esses shoppings estão aí há anos, me parece mais uma segurança pra quando o governo quiser ir lá e arrecadar de uma forma legal.

OM M (@OM_M)

Então acho que você deve ser a favor de que empresas como IFood e Uber Eats contratem os entregadores como CLT? Porque deste modo estariam pagando as respectivas tributações.

OM M (@OM_M)

Concordo. A lei é essa e deve ser cumprida. Devemos é lutar para mudarmos a lei.

Luander Falqueto Beltrame (@LuanderFB)

O que eu quis dizer, grifando aquela parte, é que o motivo das operações recentes é a sonegação de impostos e não uma interferência da DL eletrônicos na Receita. Não vejo correlação disso com o modelos de negócio das empresas que você citou.