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Consoles, PCs e outros eletrônicos têm alta de até 32% no preço

O levantamento aponta alta no preço médio de vários produtos, mas também registrou queda em outros como o de TVs e smartwatches

André Fogaça Por

Surpreendendo um total de pouquíssimas pessoas, um levantamento mostrou que boa parte do setor de eletrônicos teve os preços médios elevados em até 32% desde fevereiro deste ano. O maior aumento está nos consoles, seguido de filmadoras e impressoras.

Dual Sock / PlayStation 4 / Fabian Albert / Unsplash / preço alto

Desde o começo do mês de fevereiro, o dólar acumula alta de 28% (saindo de R$ 4,28 em primeiro de fevereiro para R$ 5,40 na cotação desta segunda-feira, 29) e tudo parou com a pandemia de coronavírus, causador da COVID-19, já no mês seguinte. O resultado, como era de se esperar, está em preços mais elevados para praticamente qualquer coisa que está em algum mercado.

Um levantamento feito pelo site Zoom mostra que em fevereiro o preço médio do segmento dos consoles era de R$ 1.546,12, indo para R$ 2.040,04 em maio, fechando 32% de aumento. O segundo lugar da lista está nas filmadoras, que partiram de um valor médio registrado de R$ 1.840,78 em fevereiro e foram para R$ 2.377,76 no mês passado, somando 29% de alta.

Do outro lado da notícia ruim, alguns produtos conseguiram registrar queda nos preços médios. O maior deles é o valor de um smartwatch, que partiu de R$ 1.028,07 para R$ 806,71 no mesmo período, caindo 21,5%. As TVs ficaram 7% mais baratas (menos caras?) quando desceram de R$ 2.164,06 para R$ 2.017,13. Só os leitores de livros digitais ficaram praticamente estáveis, com preço médio de R$ 376 em todo o período analisado.

O dólar alto afeta não somente os produtos importados, mas também os que são feitos por aqui, já que boa parte dos componentes que entram na linha de montagem não são fabricados no Brasil. A pandemia de COVID-19 agrava a situação com uma cereja no bolo, pois desacelera fábricas, o comércio e dificulta a logística.

Além de eletrônicos, eu venho me assustando no supermercado mesmo. E você?

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⠀ (@mdcosta)

Há meses querendo comprar um celular. Mas tá praticamente impossível encontrar um que valha a pena por menos de mil. Talvez até a Black Friday as coisas voltem ao normal (ou não).

Eu (@Keaton)

Alta de 32% nos que são vendidos legalmente, né… Mercado cinza de Switch tá estorquindo as pessoas. Saltou de 1800 no começo do ano pra 4500… tendo chegado a 5999…

João M. (@RonDamon)

A fronteira do Paraguai tá fechada, não? Agora o mercado cinza só importação “normal”.

Eu (@Keaton)

Que nada, agora tão usando drones…

Zanac_Compile (@Zanac_Compile)

Surreal, paguei 1600 no SW a poucos anos atrás

Marcos Oliveira (@marcosoliveiran)

Estava cogitando a compra de um One X quando o preço flutuava próximo aos 2500, agora não acho por menos de 3500 em Lojas Oficiais. Vou ter que esperar o Series X

Guilherme Machado (@meioprato)

Eu tava acompanhando o preço do Logitech MX Vertical há uns meses, saltou de pouco mais de R$300 pra mais de R$700, totalmente surreal.

@ksio89

Dólar subiu 50% mas tem peça de hardware cujo preço subiu 100% ou mais, estão se aproveitando também, o melhor exemplo são cadeiras. Pior que eu duvido que que a demanda de componentes de PC (desktop) tenha aumentado e mesmo assim os preços dispararam, lei da oferta e da demanda realmente não funciona direito no Brasil.

O jeito é fazer fazer boicote, na medida do possível, do que subiu mais do que o dólar, o problema é que tem bocós desesperados que pagam os preços absurdos em itens mais supérfluos, inflacionando os preços no geral.

@ksio89

Os preços no Brasil são inflados pelos impostos absurdos, mas não nego que tem loja que aproveitou pra aumentar em 100% ou até mesmo 200% os preços.

imhotep (@imhotep)

Produtos eletrônicos representam menos de 5% do cálculo do índice de inflação. O peso maior é de alimentação.