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Greve de entregadores de iFood, Rappi e Uber Eats pede reajuste e EPIs

Parte dos entregadores de iFood, Rappi e Uber Eats desligou os aplicativos e organizou atos em vários pontos do país

Victor Hugo Silva Por

Os entregadores de aplicativos como iFood, Rappi, Uber Eats e Loggi organizam nesta quarta-feira (1º) uma paralisação para reivindicar melhores condições de trabalho e reajustes em seus pagamentos. O movimento, conhecido como breque dos apps, defende que trabalhadores desliguem os aplicativos e conta com atos presenciais em vários pontos do país.

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A categoria também pede que os usuários não façam pedidos nos principais aplicativos nesta quarta. A ideia é chamar a atenção das empresas para demandas dos entregadores, que incluem reajuste no preço mínimo por entrega e por quilômetro percorrido, garantia de equipamentos de proteção individual (EPIs), seguro de vida e auxílio em caso de roubo ou acidente.

A paralisação também questiona bloqueios considerados arbitrários que as plataformas aplicam contra alguns entregadores. O grupo se manifesta ainda contra sistemas de pontos adotado pelas empresas, que levam trabalhadores a terem carga horária semanal excessiva.

Os entregadores afirmam que o breque dos apps foi organizado sem líderes ou sindicatos por meio de grupos no WhatsApp e no Facebook. A categoria protesta contra a precariedade do trabalho e afirma que está recebendo cada vez menos pela mesma quantidade de trabalho.

O que dizem iFood, Rappi e Uber Eats

As empresas afirmam que respeitam o direito de livre manifestação dos trabalhadores, mas alegam que já atendem algumas das demandas apresentadas com a paralisação. Segundo elas, os entregadores já possuem seguro contra acidentes durante as entregas e, com a pandemia, passaram a receber EPIs como máscaras e álcool em gel e auxílio financeiro caso sejam diagnosticados com a doença.

O iFood, por exemplo, admite que pode melhorar a distribuição de EPIs e promte pagar R$ 30 mensais para os entregadores que não receberem o kit de proteção. A empresa afirma que é transparente em relação a bloqueios e que a análise final é feita por pessoas, não robôs. Além disso, garante que não mantém um sistema de pontuação para os trabalhadores. Segundo a plataforma, o valor mínimo pago por entrega é de R$ 5, mas a média fica entre R$ 8 e R$ 9.

A Rappi afirma que o valor do frete varia de acordo com clima, dia da semana, horário, zona da entrega, distância e complexidade do pedido. De acordo com a empresa, 75% dos entregadores ganham mais de R$ 18 por hora quando estão realizando entregas e metade deles usa o aplicativo por menos de uma hora por dia. A plataforma indica ainda que seu programa de pontos serve para entregadores com a maior pontuação terem preferência em pedidos.

A Uber Eats compartilhou o posicionamento da Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), da qual faz parte junto com plataformas como iFood. A entidade afirma que as suas associadas não têm sistema de pontuação para entregadores. As empresas, no entanto, contam com sistemas dinâmicos que, segundo a associação, buscam equilibrar as necessidades de todos os envolvidos e garantem uma alternativa de renda para entregadores e restaurantes.

O Tecnoblog entrou em contato com a Loggi, mas não teve resposta até a publicação.

Com informações: UOL.

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Sammy (@Sammy)

Eu admito que fico triste com isso, hoje não irei pedir nada no iFood, e vou seguir dando gorjeta aos entregadores por fora nos pedidos posteriores.

Eu não consigo opinar sobre isso, é um assunto muito complexo, por um lado a empresa deixa clara que é uma renda extra, mas por outro, a maioria desses entregadores usam-o como forma principal de renda, é um assunto que tem que ser debatido amplamente entre os envolvidos com ajuda do congresso. Espero que o fim de todo esse rolê seja bom.

Franco Luiz (@Franco_Luiz)

O motoboy paga uma parte do ganho pro app, os cara tão lutando pra ele ter que pagar pro governo tbm

@doorspaulo

Greve de autônomo.
Impressionante.

Pedi meu iFood e recebi normalmente. Quem fez greve, abriu caminho para quem está trabalhando.

edit: um user de outro fórum comentou algo que resume bem a minha opinião sobre.

O que vejo é o povão sem planejamento achando que encontrou a “mina de ouro” até a hora que dá merda e sai chorando por que não soube fazer um mínimo de planejamento.

Historinha bem legal, baseada em fatos reais:

Certo dia um conhecido num “momento de distração” dirigindo seu carro acertou um motoboy. O motoboy precisou ficar 4 meses em repouso por conta duma fratura decorrente do acidente e acionou o conhecido na justiça. Alegou que como motoboy tirava cerca de 3mil reais por mês e queria que o conhecido pagasse isso para ele pelos meses encostado (lucros cessantes). O conhecido concordou em indenizar o cara, apenas exigiu que ele comprovasse a tal renda alegada, o que o juiz achou justo e mandou o motoboy provar. O motoboy, esperto que era, nunca declarou os 3mil reais mensais no IR, nunca recolheu um carnê do INSS como autônomo que fosse, não tinha prova nenhuma. Se fodeu.

A “uberização” ocorre por que as pessoas se sujeitam a isso, se acham espertas, acham que pra trabalhar e lucrar é só fazer uma conta de saco de pão, não se preparam pra imprevistos e quando dá merda correm atrás do Estado querendo que ele resolva. Todo mundo ama receber o $$ do Uber sem os trocentos descontos de uma folha de pagamento, mas a hora que quer férias, que se acidenta e não tem auxílio doença, que toma no c* por não ter feito um mísero seguro, aí vai processar o Uber dizendo que era empregado e tem todos os direitos.

Idney Silva Jr. (@Iddd86)

Olha, achei bem impressionante a organização dos entregadores. A situação deles não é fácil. Fácil é ter uma boa remuneração, direitos garantidos e criticar quem busca uma melhoria em uma situação precária.
Não ter descanso remunerado, férias e se por algum motivo pararem de trabalhar (doença, furto da moto, etc) simplesmente não terão qualquer renda. Desamparo total.
A rotina é pesada e devemos respeito a eles, que estão tentando uma condição melhor de trabalho.

@ksio89

“Ajuda” do Congresso = encargo trabalhista.

Pagar INSS como quase todo autônomo faz não querem, né. Alguém tem que explicar pra entregador de app que não dá pra querer só o filé. Prestar serviço de entregador ou motorista pra aplicativo não configura vínculo empregatício, logo não se pode esperar os benefícios de um.

@ksio89

Isso é reflexo da mentalidade pequena do brasileiro médio, que acha que o Estado tem que regular tudo e sustentar a todos, o povo é ingênuo demais.

@doorspaulo

Nenhum autônomo tem.
Um autônomo que queira tudo isso, tem que provisionar e pagar as guias de INSS.

Sou autônomo e faço isso. Tiro duas semanas de férias no fim do ano, emendo feriados, etc, tudo me antecipando.

Ainda não precisei ficar encostado por qualquer motivo, mas já tive um amigo que quebrou o braço e, por pagar as guias do INSS, recebeu normal enquanto ficou parado.

O mal do brasileiro é querer todos os “bônus” que o governo oferece, mas sem o ônus cobrado.

@doorspaulo

Bem vindo ao mundo dos autônomos.

Cansei de viajar para outra cidade apresentar projeto, e acabar não sendo aprovado.
Quem quer garantias, pode ir para o regime CLT, mas irá ganhar bem menos.
Quem contratar, terá que pagar por tudo isso que você paga como autônomo, e obviamente é “deduzido” do salário mensal.

Se alguém paga 2000 por mês, pode saber que o custo do funcionário passa dos 3000.

Sammy (@Sammy)

Se eles querem isso, que seja uai, não estou aqui pra defender estado nenhum, mas a vida não é esse jantar todo não, o estado está livre pra moderar essa discussão, e se os entregadores querem pagar imposto pra cacete, que seja!, liberdade é isso, ter liberdade pra tomar no c* pelo estado e por vários outros aspectos da vida.

Agora se tu está preocupado deles estarem puto e quererem que o estado intervenha ou obrigar as empresas privadas a reconhecer os direitos trabalhistas deles, levante da cadeira e avante.

Sammy (@Sammy)

Mentalidade pequena é sua, que pensa que a vida é tão fácil assim, o ser humano sempre teve tendencias a tomar decisões burras por proteção do estado ou algo parecido com isso, e nesse caso não é diferente, o minimo que posso fazer é ficar calado e deixarem eles lutarem pelo que eles querem, mesmo que isso seja uma puta ideia ruim.

@ksio89

Tirando a ironia para comigo, é bem isso mesmo, deixa chorarem pro Estado, quando criarem alguma taxa pra pagarem aí se aquietam.