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Google Chrome para Android enfim ganha versão de 64 bits

O Android já suporta 64 bits desde 2014, mas só depois de seis anos o Chrome passa a funcionar com este tipo de processador em mente

André Fogaça Por

O Google finalmente está lançando uma versão do Chrome para Android que roda em 64 bits. A novidade é promissora, mas ela será limitada aos usuários que estão em aparelhos que rodam o Android 10 e isso não engloba muita gente não – mas já é um começo, vai.

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O Android já suporta processadores 64 bits desde 2014, quando o Android 6 Marshmallow foi lançado. Diferente da Apple, que mudou para 64 bits e depois de um tempo obrigou todo app a ser feito para 64 bits, o Google ficou no “quem quiser vem” e isso alcançou até mesmo o Google Chrome para dispositivos móveis.

Só agora, seis anos depois da mudança, o navegador do gigante das buscas começou a ganhar uma versão de 64 bits. Ele é o Chrome 85 e seguiu para o 86, ambos ainda em estádio inicial de testes (Dev e Canary) e que já exibem a informação de que foram criados com os 64 bits em mente – é possível ver isso na primeira linha que aparece ao digitar chrome://version no navegador.

Aparentemente esta versão de 64 bits do Chrome está chegando apenas para usuários que estão com o Android 10 instalado e isso não significa que são muitas pessoas. De acordo com dados do Google do dia 10 de abril deste ano, apenas 8,2% de todos os Androids estão no Android 10, mesmo quase que um ano depois de seu lançamento. A versão mais utilizada é o Android 9, com 31,3% dos aparelhos.

Mesmo que para poucos, antes tarde do que ainda mais tarde com seus próprios apps, não é Google?

Com informações: Android Police.

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@ksio89

Tem hora que eu acho que o Google não está nem aí pro Android, pois não faz nada pra combater a fragmentação no sistema operacional do robozinho.

João Almeida (@Joao_Almeida)

o windows no mundo dos telefones

Jefferson Rodrigues (@Jefferson_Rodrigues)

O que a versão de 64 faz que a de 32 não faz?

² (@centauro)

@ksio89 O problema é que dar um jeito na fragmentação não depende só do Google. Ele faz a sua parte com o project treble e o Android Go/One sei lá, mas uma parcela considerável da responsabilidade fica nas mãos de quem fabrica os aparelhos.
Dá pra discutir se o Google faz o suficiente, mas também tem que lembrar que existe um equilíbrio entre o interesse do Google, o interesse das fabricantes, e o interesse e poderio aquisitivo dos consumidores.

@Jefferson_Rodrigues
A versão 64 bits deveria ser um pouco mais rápido em troca de um consumo de RAM maior.

Bruno Cabral Peixoto (@Bruno_Cabral_Peixoto)

A Google já tem uma API que neutraliza a fragmentação, então pra ela tanto faz.

Gigo CAP (@GigoCAP)

Por mim ficava na versão de 32 bits e deixava instalar extensão. Hoje prefiro usar o Firefox no Android do que o Chrome justamente por isso (embora meu navegador primário seja o da Samsung, mesmo).

@ksio89

Enquanto a empresa depender de publicidade, que responde por 82% da receita da empresa, nunca. Mas quem precisa do Chrome quando outros navegadores como Firefox Preview e Kiwi Browser já suportam extensões.

Schio ☭ (@Sckillfer)

Faltam 2 anos pra Google começar a suportar instant apps então? E ainda tenho que aguentar os fanboys falando “it’s not a bug, it’s a feature” quando reclamo de qualquer inconsistência da Google com o Android. SEIS anos pra atualizar o navegador padrão e que inclusive substitui o webview nos dispositivos recentes, sendo a base pra todos os app que renderizam linguagem web.